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1001 noites – Irmã Palestina, com direcção artística de Olga Roriz e João Brites no Palco Grande

Festival de Almada

No sábado, dia 6, o Festival começa às 15h com La tempesta, texto de William Shakespeare traduzido por Eduardo de Filippo e com encenação de Eugenio Monti Colla, no Fórum Municipal Romeu Correia.

Também às 15h, acontecem os Encontros da Cerca, no Convento dos Capuchos, na Caparica, com o tema Criação, ideologia, identidade. O encontro é moderado por Jorge Vaz de Carvalho e conta com dois painéis: o primeiro com Filipa Oliveira, Maria Rueff e Sérgio Sousa Pinto e o segundo com Henrique Raposo, Raquel Freire e Margarida Vale de Gato. Às 18h, temos mais uma sessão de Jogging (Espectáculo de Honra deste ano), na Incrível Almadense. Às 19h, o Teatro Municipal Joaquim Benite recebe os nacionais Fonte da Raiva e Além da dor. Na Escola D. António da Costa, há dois concertos gratuitos, um às 20h30 (Nuno Carpinteiro Trio) e às 24h, (Rita Van). Às 22h, no Palco Grande da Escola D. António da Costa o espéctaculo da noite: 1001 Noites – Irmã Palestina, com direção artística de Olga Roriz e João Brites.

Ao comemorar 50 anos de existência (e de resistência, como sublinham os próprios), o Teatro O Bando decidiu embarcar numa aventura em quatro etapas, tendo por base as histórias recolhidas no grande clássico da literatura de língua árabe. O primeiro capítulo chamou-se Irmã Persa, teve a participação de uma actriz e bailarina iraniana e estreou em Novembro de 2023, na sede da companhia, perto de Palmela. Surge agora Irmã Palestina, desta vez integrando uma bailarina palestiniana no elenco, vinda da Stereo48 Dance Company (sediada em Nablus, na Cisjordânia) e que será Doniazade, a irmã de Xerazade. Renovando uma cumplicidade artística que remonta à década de 90, João Brites e Olga Roriz entrelaçam aqui teatro e dança (servidos por uma orquestra ao vivo), na procura de uma meta-linguagem, de uma expressão artística sincrética. Desvelando as “verdades que se escondem nas ficções e as ilusões que enevoam a realidade”, a sobrevivência está (quiçá mais que nunca) na imaginação, na efabulação, na criatividade.

Encenador, dramaturgista, cenógrafo e artista plástico, João Brites (n. 1947) foi o fundador, em 1974, do Teatro O Bando. Foi director da Unidade de Espectáculos da Expo’98 e professor na Escola Superior de Teatro e Cinema. Olga Roriz (n. 1955) integrou o Ballet Gulbenkian (1976-92), onde se iniciou como coreógrafa. Dirigiu a Companhia de Dança de Lisboa (1992-94), vindo a criar, em 1995, a sua própria companhia. Dos muitos prémios e distinções que recebeu, o mais recente é o Prémio Femina 2023.

1001 Noites – Irmã Palestina (Palco Grande da Escola D. António da Costa, dia 6 de julho, às 22h)

Texto As mil e uma noites, tradução de Hugo Maia
Direção artística de Olga Roriz e João Brites

Interpretação: António Bollaño, Fabian Bravo, Maria Dally, Maria Fonseca, Marta Lobato Faria, Nicolas Brites, Rita Brito e Yonel Serrano
Dramaturgia e cenografia: João Brites
Apoio à cenografia: Rui Francisco
Música: Jorge Salgueiro e Fábio Marques
Direcção musical: Francisco Ferreira
Figurinos: Clara Bento
Desenho de luz: Rui Monteiro
Desenho de som: Sérgio Milhano (Ponto Zurca)

Teatro O Bando, Companhia Olga Roriz e Banda Sinfónica Portuguesa
Co-produção: Coliseu do Porto – FITEI, São Luiz Teatro Municipal/EGEAC • Parceria: Stereo48 Dance Company

Língua: Português
Duração: 1h30m
Classificação: M/12

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