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Aladina “Ela”

11 de março em todas as plataformas

“Ela não aprende a ser outra
É só isso
Sempre foi”

Ela – tema original do Manel Cruz

É o único compositor que compõe para a minha voz e personalidade artística. Temos afinidades musicais e poéticas muito fortes. É sempre ele que decide o que compor e sobre o que escreve para mim. Desta vez quis compor um fado que fosse o meu retrato, como ele me vê, sendo que quando o interpreto procuro ser uma voz de muitas das histórias que envolvem e afectam a condição feminina. Juntando este tema ao Quando Se Ama Loucamente, atrevo-me a dizer que o Manel Cruz inventou o meu fado fora do universo do fado tradicional

Aldina Duarte

A guitarra funciona como o passo que anuncia um peso. E o peso surge e afinal é leve e afinal é pesado e afinal é substância densa; o som não é tudo; o tudo é escuro; este som nunca se ouviu, escuta-se; a voz da vida, escuta-se; versos para doer, pés para serem pés.

O som que faz ver, que esclarece, que faz clareira em redor do centro: Um cego cantando via. O som e a voz da Aldina são isto: som que desbasta o mato acelerado das coisas imediatas, voz que faz clareira em redor de quem vive; uma forma de ser trágico e lúcido; clareza é isto: clareira em redor da voz que fica – e som que é quase tudo: tranquilidade e peso, leveza e tranquilidade: o peso surge e afinal é leve e afinal é pesado e afinal é substância densa.

Aldina. Ela não aprende a ser outra. Como alguém que de novo se perdeu para de novo encontrar um novo sítio. E de novo encontrou – é substância densa.

Gonçalo M Tavares

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