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Ana Bacalhau leva capitólio ao rubro

Cineteatro Capitólio

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‘Além da curta imaginação’, é o novo álbum, que Ana Bacalhau, apresentou no Capitólio, um concerto que levou o publico ao rubro, cheio de energia, humor e excelente música.

O concerto de Ana Bacalhau, teve no palco as ilustrações de Mariana, a Miserável, e conta, com composições de D’Alva, Jorge Cruz e Tainá, entre outros, mas também duas composições da sua autoria.

Ana Bacalhau em palco, converte-se em energia pura, e entrega-se como se aquela fosse a última vez que a ouvimos e vemos ao vivo, depois de dar voz aos Deolinda, editou a solo em 2017 com ‘Nome Próprio‘, revelando agora o álbum sucessor, ‘Além da curta imaginação‘.

Foi com o tema “Encanto” que Ana Bacalhau deu inicio ao concerto, para um Capitólio, cheio de publico, que a acarinhou desde o primeiro acorde, que nunca regateou aplausos, e que a acompanhou cantando mesmo nos temas novos.

Ana Bacalhau > Capitólio ©Luís M. Serrão – iNeews < 2021.11.12

Depois do primeiro tema, a cantora abriu a sua alma, para o publico, “a saudade, a saudade que eu tinha disto, deste encanto, que é estar aqui em palco convosco, treme-me a voz, na verdade de emoção, de nervos, que nervos, já não estou habituada, parece que é a primeira vez, depois passar, ai dois anos, ali enfiada em casa…” e continuou “… eu fiz uns concertos este verão, parecia uma tonta em palco a falar, enfim, mas é assim que sai, tem se ser a verdade da coisa, e é assim a verdade agora, porque, estou feliz, feliz porque estou em palco, tenho um disco novo na carteira, e esta canção “Encanto”, é uma das que está no meu disco, é da Tainá e do Paulo Novais…“.

Presente no Capitólio esteve Mafalda Veiga, que ofereceu a Ana Bacalhau um tema e a quem Ana agradeceu, “Mafalda Veiga, deu-me esta canção, linda, linda, linda, eu vejo o filme desta canção já na minha cabeça, para mim o vídeo da cação era assim, um casal assim velhinho, estava na sua sala a dançar, enquanto a cação dava, e depois fazia flashbacks da relação deles, desde que eram novinhos, antes dos filhos, depois com os filhos, os filhos a crescerem, aquelas zangas, aqueles namoros, as coisas da vida, e o casal do velhinhos, acaba a canção e continuavam a dançar…” e continua “… pelo menos para mim esta beleza, obrigada, obrigada do coração Mafalda, por me teres entregado uma cação tão linda…“.

Ana Bacalhau > Capitólio ©Luís M. Serrão – iNeews < 2021.11.12

Ana Bacalhau também se aventurou a compor duas musicas para o novo algum, durante a pandemia, a cantora diz que agora de vez em quando, dá-lhe para escrever canções, mas não quer fazer um disco só com canções dela, pois adora ser interprete, adora cantar as musicas dos outros, este fala sobre um problema que tem, um problema de expressão, como dizem os Clã, na vida, quando tem de se defender, argumentar, é, nas suas palavras, “uma totó”, e canta-nos “Não é nada” seguida de “Sou como sou“.

Com letra de Ana Bacalhau e musica do Janeiro, “Menina rabina“, que era como a mãe a tratava quando ela era pequena, para depois tocando guitarra, nos deliciar com “Que me interessa a mim“, que para ela fala de algo que a irrita, que é as pessoas acharem que conhecem alguém melhor, que essa pessoa se conhece a si própria.

Continua com uma canção dos D’Alva, “Sono de Outono“, sobre um amor de Verão, que na maior parte das vezes, “escapam-se entre os dedos“, e quando chega o Outono, já não existe, “mas este quer ficar” explica a Ana Bacalhau.

Ana Bacalhau > Capitólio ©Luís M. Serrão – iNeews < 2021.11.12

Pelo concerto passaram ainda os temas “A Bacalhau” da Capicua, com arranjos de Diogo PiçarraO erro mais bonito“, “Ciúme” de Miguel Araújo e de Nuno Prata Tudo de bom“.

Ana Bacalhau foi intercalando as musicas do seu primeiro e segundo álbum, com as suas histórias, com muito humor, e claro com a sua simpatia que ilumina o palco, para uma sala que tão depressa cantava e aplaudia como depois ria.

Em palco com a Ana Bacalhau estiveram, na bateria Guilherme Melo, no baixo Zé Pedro Leitão, na guitarra Eugénia Contente e nas teclas Manuel Oliveira.

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