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Ana Moura um dia de festa na “Casa Guilhermina”

Coliseu dos Recreios

A fadista portuguesa, abriu as portas da “Casa Guilhermina” a um Coliseu apinhado, na realidade muitos mais quiseram estar presentes, a não havia mais bilhetes, para ver o seu o seu novo fado, com perfume de semba e quizomba e muito gingão.

Pedro Mafama, Paulo Flores e a pequena Emília ajudaram na festa, cheia de diversidade, liberdade, dança e colorido em que nada foi deixado ao acaso.

O Coliseu de Lisboa viveu uma noite de fado bastante diferente, assistimos mesmo a uma mudança linda e revigorante de uma artista que já era fantástica, exceder-se, o fado não votará a ser o mesmo, convidou todos a dançar, a abraçar uma alegria contagiante, que não deixou ninguém indiferente ao ouvir e ver as canções de “Casa Guilhermina”.

Ana Moura > Coliseu dos Recreios ©Luís M. Serrão – ineews < 2023.03.19

Ana Moura, abriu o fado ao mundo, e isso mostra a diversidade de publico que estavam presentes no Coliseu, aplaudindo, encorajado, delirando, dançando e cantado com ela, os temas que deixaram todos apaixonados, alegres e felizes.

Foi com ‘Minha Mãe’ que o Coliseu ganhou vida, o público entusiasmado, já não continha a expectativa e de braços abertos recebe os músicos e bailarinos, que são os primeiros a entrar. Ana Moura inicia então com ‘Janela Escancarada’, dançando com os bailarinos e a primeira ovação não se fez esperar, seguindo-se ‘Andorinhas’.

Ana Moura > Coliseu dos Recreios ©Luís M. Serrão – ineews < 2023.03.19

A fadista confessou “Estou particularmente nervosa”, depois de dar as boas-vindas e acrescenta “Estes meus últimos anos tiveram alguns momentos de imensa dor, que quis transformar numa outra coisa, em algo que me pudesse trazer alegria. Obviamente que cantar traz-me imensa alegria, mas dançar também e ver as pessoas a dançar as minhas músicas ainda me faz mais feliz”, razão porque a plateia só tinha lugares em pé.

Segue-se ‘Corridinha’, cantando e dançando, e depois ‘Estranha Forma de Vida’. Pedro Mafama entra então em palco, coprodutor do álbum e seu companheiro, para cantar ‘Linda Forma de Morrer’ e ‘Agarra Em Mim’, terminado com um carinhoso beijar de mão, que valeu uma chuva de aplausos e alguns assobios marotos.

Ana Moura > Coliseu dos Recreios ©Luís M. Serrão – ineews < 2023.03.19

Ana Moura continua esta noite irrepetível, nas palavras da cantora, com ‘Jacarandá’, com uma homenagem ao seu amigo Prince, e acrescenta “Ele dizia: ‘Ana, um dia ainda vou ouvir a tua música com um beat’, então fiz esta com um beat de quizomba” e acrescenta “para mim, estás vivo em cada jacarandá”.

Também Conan Osíris marcou presença no Coliseu, mesmo que não pessoalmente, a sua voz esteve em ‘Colheita’, segui-se ‘Trigo’, ‘Nossa Senhora das Dores’, de Maria da Fé, com Ana deitada numa cama de ferro. Sobe então ao palco uma convidada muito especial, enquando no écran sobre o palco se pede “Silêncio para não assustar a Emília”, Ana Moura volta então ao palco na companhia da filha para uns passinhos de dança, e Ana menciona que “Este concerto é muito sobre dançar e a Emília começou a andar há pouco tempo e aprendeu a dançar sem ninguém a ensinar”.

Ana Moura explica então a origem da musica ‘Mázia’, a canção que fez para a sua prima Cláudia, “Foi ao som do Paulo Flores que eu cresci e a canção que vou cantar agora é a peça central deste disco”, e acrescenta, “eu e a minha prima Cláudia costumávamos dançar para a avó Guilhermina. Éramos as melhores dançarinas do mundo. Quis fazer um semba de homenagem a esta mulher forte, com quem partilhava a nossa herança angolana. Ela chamava-se Cláudia, mas nós tratávamo-nos por ‘mázia’, diminutivo de ‘primázia’”.

Abre-se então o palco a Paulo Flores se junta a Moura, o Fado a cruza-se com o semba e o quizomba, sob um caloroso aplauso, e o cantor angolano menciona “Mais do que chorar quem não está, é importante celebrar a vida”, e juntos cantam ‘Mázia’ e ‘Poema do Semba’.

A noite aproxima-se do fim e para a terminar em alta temosClasse’, fado escrito por Conan Osíris, depois ‘Sozinha Lá Fora’, a que se segue o fandango ‘Arraial Triste’, mas claro o Coliseu queria mais, Ana Moura teve de regressar ao palco do coliseu, sob uma chuva intensa de aplausos.

Ana Moura volta então ao palco sozinha, para com ‘Loucura’ encetar uma dos momentos da noite, com exclamações de ‘Ah, fadista!’ a ouvirem-se pela sala, segue-se ‘Te Amo’ um sucesso dos Calema, que arrancou muitos aplausos do publico, que não queria sair da sala, por nada.

O fim deste concerto inesquecível seria ao ritmo de ‘Mázia’, com Ana a apresentar os seus músicos Gaspar Varela na guitarra portuguesa, no baixo André Moreira, na guitarra Rodrigo Correia e na bateria Ariel Rosa, chamou de volta ao palco os bailarinos e Pedro Mafama e Paulo Flores e despede-se com muitos beijos e dizendo “Foi só amor, o que aconteceu aqui”.

 

Alinhamento do concerto

  • ‘Minha Mãe’
  • ‘Janela Escancarada’
  • ‘Andorinhas’
  • ‘Corridinha’
  • ‘Estranha Forma de Vida’
  • ‘Linda Forma de Morrer’ com Pedro Mafama
  • ‘Agarra em Mim’ com Pedro Mafama
  • ‘Antes que Eu Morra’
  • ‘Jacarandá’
  • ‘Calunga’
  • ‘Desfado’
  • ‘Colheita’
  • ‘Trigo’
  • ‘Nossa Senhora das Dores’
  • ‘Birim Birim’
  • ‘Mázia’ com Paulo Flores
  • ‘Poema do Semba’ com Paulo Flores
  • ‘Classe’
  • ‘Sozinha Lá Fora’
  • ‘Arraial Triste’
  • ‘Loucura’
  • ‘Te Amo’
  • ‘Mázia’

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