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André carvalho lança 3º single na semana em que arranca tour

Na semana que arranca a tour composta por uma série de concertos de apresentação de Lost in Translation, André Carvalho lança o 3º single intitulado “Luftmensch”.

Este é inspirado numa palavra Yiddish que serve para descrever alguém que é um eterno sonhador, que anda sempre com a cabeça na lua e tem dificuldade em estar no mundo presente e real.

Relativamente à tour, esta arrancará dia 8 de Março no Museu Nacional de Arte Antiga em Lisboa (concerto com o apoio da Antena2), 10 e 11 de Março, duas noites no Bilbaina Jazz Club (Bilbao), terminando dia 12 de Março no Liquidâmbar (Coimbra).

Inspirado em palavras intraduzíveis, André Carvalho lançou o seu 4º álbum em Outubro de 2021. Segundo o contrabaixista e compositor, após ter tropeçado no maravilhoso mundo das palavras intraduzíveis, escreveu um novo ciclo de música inspirado em palavras de mais de 10 línguas como o Sueco, Urdu e Wagiman (língua actualmente falada por apenas 2 pessoas no mundo).

Ao referir-se a este novo trabalho, André pretende colocar a seguinte pergunta: “Alguma vez quiseram dizer algo mas não encontraram a palavra certa?”. Segundo André, por vezes a palavra está mesmo na ponta da língua mas, outras vezes, simplesmente não existe uma palavra… Ou, pelo menos, na nossa língua. Carvalho continua dizendo que, por mais fascinante que a língua Portuguesa seja, sempre teve dificuldade em expressar certas ideias usando apenas uma palavra. E, mesmo que soubesse todo o léxico, tem a certeza que este problema persistiria.

Não só queria escrever música inspirada neste universo tão peculiar, como também usar uma instrumentação diferente da que usei nos meus anteriores álbuns. Paralelamente, idealizava um grupo sem bateria, onde o espaço e o respeito pelo silêncio fosse uma constante. E com vista a perseguir uma sonoridade contemplativa, intimista e ao mesmo tempo crua, algo que imaginava com bastante clarividência, tentei usar elementos colorísticos e texturais, para além dos tradicionais elementos musicais como a melodia, harmonia e ritmo. Com todos estes pressupostos a escolha dos músicos pareceu-me óbvia!”.

Assim, a Carvalho junta-se o saxofonista José Soares e o guitarrista André Matos, músicos com quem tem colaborado intensamente nos últimos anos e que formam, assim, o “core” do grupo.

Ao falar sobre “Lost in Translation“, André cita uma icónica frase de Wittgenstein: “os limites da minha língua significam os limites do meu mundo”. André diz realmente acreditar nisto e que, para si, ao aprendermos novas palavras, a nossa consciência se torna mais sensível aos outros, tornamo-nos mais empáticos e o nosso mundo se torna mais rico.

O álbum foi editado pela editora americana Outside in Music e conta com os apoios da Fundação GDA, Antena2, Companhia de Actores e do Teatro Municipal Amélia Rey Colaço. Gravado, misturado e masterizado pelo engenheiro de som Tiago de Sousa, com quem Carvalho trabalhou nalguns dos seus discos anteriores, o artwork foi desenvolvido pela designer Margarida Girão. “Lost in Translation” sucede-se a “The Garden of Earthly Delights” (Outside in Music, 2019), inspirado no famoso quadro homónimo de Hieronymus Bosch.

Para além dos habituais cd’s, fará pela primeira vez edição em LP e criou algum merchandise alusivo a “Lost in Translation“, nomeadamente totebags, imans (com algumas das palavras intraduzíveis escolhidas), songbook, posters, postais, sopas de letras (com as palavras incluídas no álbum), lápis e um jogo de memória. Grande parte destes estarão disponíveis nos espectáculos de apresentação, assim como no site de André Carvalho.

Concertos

  • 8 Março, Museu Nacional de Arte Antiga, Lisboa
  • 10 Março, Bilbaina Jazz Club, Bilbao
  • 11 Março, Bilbaina Jazz Club, Bilbao
  • 12 Março, Liquidâmbar, Coimbra

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