Beatriz Gosta, Luca Argel e Sexual Theatre marcam regress do Festival Política a Braga
Cinema, Teatro, Música, Humor, Conversas, Oficinas, Debates, Performances e Exposições
O Festival Política, o maior evento dedicado aos direitos humanos e cidadania, de entrada gratuita, volta em 2025 para mais uma edição em Braga.
De 6 a 10 de maio o festival instala-se no Centro de Juventude de Braga e no Theatro Circo com 23 atividades, todas elas gratuitas. A programação deste ano é marcada pelos 50 anos do Processo Revolucionário em Curso (PREC) e, por isso, estarão em destaque na programação as atuais “Revoluções em Curso”. Serão ainda assinalados os 50 anos das primeiras eleições livres em Portugal e o Verão Quente de 75 em Braga. A edição deste ano integra a programação do Sexual Theatre — Feminist Readings of Classics, projeto da Braga 25 – Capital Portuguesa da Cultura.

A programação do Festival Política combina cinema, teatro, música, humor, conversas, oficinas, debates, performances e exposições.
No humor, o palco será ocupado por Beatriz Gosta, comediante que dispensa apresentações e que apresenta-se no Festival Política num formato especial dedicado ao feminismo e ao combate às discriminações e ao preconceito. Será uma atuação onde os temas que percorrem o seu mais recente espetáculo de stand-up, “RESORT”, partilham o palco com as inquietações mais recentes, num formato pensado especialmente para o festival.

A programação musical propõe o artista luso-brasileiro Luca Argel, conhecido por discos como “Samba de Guerrilha” e “Conversa de Fila”. No Centro de Juventude, o artista apresenta “PREC: Pequenas Revoluções no Coração”, um novo espetáculo que nos questiona “Como pode a música transformar o mundo?”. Haverá ainda o concerto “As pedras têm entranhas?”, projeto vencedor do concurso de bolsas para jovens artistas, ativistas e criadores desenvolvido pelo Festival Política e pelo Instituto Português do Desporto e Juventude.
No cinema será apresentado o filme ucraniano “Intercepted”, de Oksana Karpovych, documentário nomeado para os Cinema for Peace Awards, Berlinale Documentary Award e LUX Prémio do Público de 2025. Este filme, que revela o teor das chamadas telefónicas de soldados russos na Ucrânia, exibido em parceria com o Gabinete do Parlamento Europeu em Lisboa. A programação conta ainda com duas sessões de curtas-metragens, cada uma delas refletindo sobre uma temática específica: o problema da habitação na “Sessão Desalojados” e as questões de identidade e sexualidade na“Sessão Maiores de 18”.

Uma das bases mais relevantes do Festival Política 2025 é a programação de teatro e artes de palco. Logo no primeiro dia em Braga há a sessão “Sai e Luta?”, de Lajla Kaikcija. Este espetáculo pretende homenagear o marco histórico do feminismo e da construção da democracia em Portugal na década de 1970, “Novas Cartas Portuguesas”, que é o ponto de partida para uma reinterpretação contemporânea do legado das três Marias. A programação inclui ainda uma peça feminista montenegrina, “A terra que nos negam”, de Laurent Berger; uma perspetiva feminina da Revolução Francesa em “Linda Voz”, de Minja Novaković; e o espetáculo da Bósnia “As Vivas”, de Júlio Cerdeira. Estes espetáculos integram o Sexual Theatre — Feminist Readings of Classics.

Além disso, no sábado, será apresentada a peça “Onde Estavas Quando Leste o Primeiro Jornal” de Cristóvão Cunha, sobre acesso à informação e a importância do jornalismo, assim como um monólogo de Filipe Amorim, “As maçãs que eram pêssegos”, outra proposta vencedora do concurso de bolsas para jovens.
O Festival Política continua a ver na participação cívica um dos seus pilares programáticos mais importantes. Para isso, há a promoção de oficinas, conversas e visitas guiadas. Um dos destaques é a oficina “O digital é político”, promovida pela Associação Literacia Para os Media e Jornalismo, que propõe uma leitura crítica da cultura visual digital contemporânea, explorando casos concretos de desinformação imagética e oferecendo ferramentas para uma cidadania mais consciente e ativa. Já a visita guiada “Verão Quente em Braga” irá evocar alguns dos cenários fundamentais decorrido na cidade no denominado Verão Quente de 1975, momento de tensões sociais e políticas verificado no decorrer do PREC – Processo Revolucionário Em Curso.

Ainda no Centro de Juventude de Braga será possível visitar as exposições de fotografia “Portugal em 1975 – Entre a revolução e a mudança”, de Marques Valentim, e “O que sopra aqui, hoje”, de Zenha Preto. Estarão também patentes as exposições “50 Anos das Primeiras Eleições Livres em Portugal” e “Barómetro da Imigração: a perspetiva dos portugueses”. Na Universidade do Minho (Gualtar) ficará exposta “História LGBT+ em Portugal”.
O Festival Política de Braga é um conceito da Associação Isonomia, que conta com o apoio da Câmara Municipal de Braga, InvestBraga, Centro de Juventude de Braga, Instituto Português do Desporto e Juventude, Comissão Nacional de Eleições e Parlamento Europeu – Gabinete em Portugal.

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