culturaeventosEventos 2024-07festivaismúsicateatro

Black Lights no Palco Grande dia 10

Festival de Almada

Na quarta-feira, dia 10, às 15h, continua o Sentido dos Mestres, no Salão das Carochas, com Rui Cardoso Martins; às 18h, temos Colóquio na Esplanada, com Ricardo Simões, autor e intérprete de Salgueiro Maia: cartografia de um monólogo.

A moderação é da jornalista Catarina Neves; às 19h, Sans Tambour, com encenação de Samuel Achache, pelo Théâtre des Bouffes du Nord, tem a última apresentação no Teatro Municipal Joaquim Benite; às 20h30, Música na Esplanada com os Balklavalhau; e por fim o Palco Grande da Escola D. António da Costa, às 22h, recebe Black Lights.

Este espectáculo baseia-se na série televisiva H24 (ARTE/2021), que reunia contos (de base verídica) de 24 autoras sobre a violência exercida diariamente sobre mulheres nas mais variadas situações. Porque “nada é mais violento do que a trivialização” (Mathilde Monnier), Black Lights constitui uma outra via possível para iluminar esse ponto de partida. Fá-lo por meio de textos e da coreografia, criando relações entre a cinética dos textos e a dos corpos, utilizando palavras que retêm toda a tensão e violência dos factos, tão firmes quanto delicadas, e que se ligam à energia da dança. Convoca ainda os corpos a darem testemunho e a trazerem a sua verdade, cada corpo partindo de onde as palavras terminam, para configurar as “rajadas de vento emocionais” que são o cerne destes testemunhos. E porque são as mulheres os mais precisos sismógrafos destes tempos de mudança, sobem à cena textos de nove autoras (oriundas de seis países), que carregam uma história do corpo — e oito bailarinas serão as irmãs, testemunhas e parceiras dessas narrativas. Cada qual com as suas palavras, e o seu movimento, contando a história da sua vida, com as suas forças e fragilidades, partindo do individual para o diálogo, e daí para o gregário.

Mathilde Monnier (n. 1959), bailarina e coreógrafa, dirigiu o Centro Coreográfico Nacional de Montpellier Languedoc-Roussillon (1994-2013) e o Centro Nacional de Dança (Pantin/Paris), de 2014 a 2020. Recebeu o Prémio da SACD (Coreografia) em 2003 e foi feita Cavaleira da Légion d’Honneur em 2013. Com Tiago Rodrigues e La Ribot, criou em 2019 Please Please Please.

Black Lights (Palco Grande da Escola D. António da Costa, dia 10 de julho, às 22h)

Texto e coreografia de Mathilde Monnier

Interpretação: Isabel Abreu, Aïda Ben Hassine, Kaïsha Essiane, Lucia García Pulles, Mai-Júli Machado Nhapulo, Carolina Passos Sousa, Jone San Martín Astigarraga e Ophélie Ségala
Dramaturgia: Stéphane Bouquet
Cenografia: Annie Tolleter (com o ateliê Martine Andrée e Paul Dubois)
Figurinos: Laurence Alquier
Director técnico: Emmanuel Fornès
Desenho de luz: Éric Wurtz
Sonoplastia: Olivier Renouf e Nicolas Houssin
Operação de som: Nicolas Houssin
Operação de luz: Emmanuel Fornès

Otto Productions (França)
Co-produção: Cie. MM, Festival Montpellier Danse, Le Quartz (Brest), Le Parvis (Tarbes), Théâtre Garonne (Toulouse), Théâtre Populaire Romand (La Chaux-de-Fonds, CH) e ADN-Danse Neuchâtel (CH)
Apoio: Institut Français du Portugal

Língua: Francês (com legendas em português)
Duração: 1h10m
Classificação: M/12

+info

Confirme sempre junto da sala de espetáculos ou promotor as condições de acesso, confirmação da data ou horário, local de venda dos bilhetes, preço e disponibilidade.

Siga-nos nas redes sociais como o Facebook, Twitter, Instagram, Youtube e TikTok e veja os nossos conteúdos exclusivos.

Please follow and like us:
Pin Share
Mostrar Mais

Artigos Relacionados

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Botão Voltar ao Topo
error: Content is protected !!