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Carlão, Barbara Bandeira, Kevinho e Os Quatro e Meia, as super estrelas que iluminaram a Caparica

Festival O Sol da Caparica

O Sol da Caparica, terminou, Carlão, Barbara Bandeira, Kevinho e Os Quatro e Meia foram as estrelas que brilharam muito no ultimo dia, quase fazendo esquecer as muitas polémicas e reclamações que fizeram parte do festival de cinco dias.

O ultimo dia começou no Palco Comédia com Chico Alves, depois Rui Xará e terminou com o consagrado Aldo Lima, para mais um inicio cheio de gargalhadas do ultimo dia do Festival O Sol da Caparica.

Depois da comédia o palco passou a Jazzy, e foi a dança que lhe deu vida, D. Life Acadamy, Lil Malaikes, Jazzy Dance Crew e Feel it Dance foram os protagonistas de momento incríveis que muitos dos que se deslocaram ao festival não quiseram perder.

Palco Unlock Energy dedicado á musica electrónica teve a presença de Massivedrum, Vanco e Dieff madrugada a dentro.

O Palco Free Now, teve várias actuações surpreendentes, apesar de mais uma vez com atrasos e alterações de ultima hora no alinhamentos dos concertos, Maneva banda brasileira de reggae de São Paulo, foram os primeiros a subir ao palco secundário da Caparica. Composta por Tales de Polli, voz, Felipe Sousa na guitarra, Fernando Gato no baixo, Fabinho Araújo na bateria e Diego Andrade na percussão, apresentaram no Festival o seu novo album “Mundo Novo“, para alem dos seus temas mais conhecidos, e foram recebidos por muitos fans, especialmente brasileiros, que aproveitaram este ultimo dia para ver os vários compatriotas que estiveram presentes.

Yuri NR5 autor de “Notas de 100” e “Ganda Moca”, foi o artista que se seguiu no palco Free Now, muito apoiado por um publico muito jovem, que cantou com ele os vários temas.

Papillon um dos grandes valores da nova música portuguesa, tem consolidado o seu papel como um dos melhores rappers da nova geração, e no placo secundário provou isso mesmo, com um excelente concerto, que deixou o publico rendido.

O palco Free Now recebeu então Maninho, guitarrista, compositor, cantor, nasceu no Brasil, mas a viver em Portugal desde criança, tem acompanhado artistas como Mariza, Héber Marques, Bárbara Bandeira entre outros levou “Pode Tentar” e “Vem Pra Cá” entre outros temas, que tanto sucesso têm tido na rádio e online.

Gil Semedo foi o artista que se segui e o ritmo de Cabo-verde voltou a imperar no festival, batizado como o ‘Rei do Pop’, colocou todo o publico a dançar e cantar com ele. Nenny, fechou o palco no ultimo dia de festival, a cantora, compositora e rapper portuguesa, Nomeada para Melhor Artista Portuguesa nos MTV Europe Music Awards em 2021, é mais que um a promessa, é uma voz que promete pôr o mundo a dançar.

José Cid, foi quem abriu o palco Super Bock, depois de estar anunciado para a 01H00 da manhã, trocou com a Barbara Bandeira, que subiu ao palco à 01H25 da manhã, Cid autor de tantos temas míticos, que continuam na memória de todos, e o publico muito jovem que estava presente, isso comprova, pois cantaram e dançaram musicas, que têm passado por tantas gerações e continuam a ser um sucesso, tal como no dia em que José Cid as tocou a primeira vez.

Tiago Bettencourt cantor e compositor de Coimbra, autor de algumas das mais belas composições da música portuguesa, entrou no palco principal da Costa da Caparica, para levar quem estava no recito numa belíssima viagem musical, onde tocou alguns dos temas que o tornaram conhecido, e onde tantos outros podiam ter figurado, musicas de uma simplicidade de poemas e melodias, que conquistam sempre o publico.

MC Don Juan, entrou então em palco, quer dizer, mandou o seu DJ residente aquecer o publico, e por algum tempo, entre musica, e pedidos do DJ Buguinha para o publico chamar o MC Don Juan, cantor e compositor brasileiro de funk paulista, lá finalmente, entrou em palco, para delírio de um publico muito jovem, que cantou e dançou, e que MC Don Juan, acompanhou no seu concerto na Caparica.

Chegou então a vez de um dos concertos mais aguardados do dia, Kevinho, cantor e compositor brasileiro, compareceu em cadeira de rodas, depois ter sido operado ao tornozelo, mas mesmo assim tentou, dar o melhor concerto possível, e colocou o publico do festival a cantar e dançar, mesmo que ele não pudesse dançar, o autor de “Tumbalatum“, “Turutum“, “Olha a Explosão“, “Encaixa“, entre outros êxitos, sempre muito carinhoso com os seus fans, escolheu ainda da assistência alguns felizardos para o conhecerem pessoalmente no backstage a quem deu autógrafos.

Foi então a vez de Os Quatro e Meia, a banda de Coimbra, que continua a encher salas, por todo o pais, e que é sempre um sucesso onde vai, subiu ao palco para mais um noite fantástica, é incrível ver o publico de todas as idades a cantar os seus temas de principio ao fim do concerto, ver a alegria estampada no rosto da banda e do publico durante o espetáculo, momentos verdadeiros de felicidade.

Tiago Nogueira na voz e guitarra, Ricardo Liz Almeida na voz e guitarra, Mário Ferreira nos teclados e vozes, João Cristóvão Rodrigues no violino, Pedro Figueiredo na bateria e percussão e Rui Marques no baixo, autores de “P’rá Frente É Que É Lisboa”, “Pontos nos Is” e “O Tempo Vai Esperarforam um dos grandes momentos do festival.

A super estrela Carlão, foi o senhor que se segue, anunciado pelos Os Quatro e Meia, para mais um grande concerto do Angolano de nascimento, mas da margem sul do coração, primeiro morou na Costa da Caparica, depois em Cacilhas, por isso estava em casa.

Para surpresa de todos Marisa Liz que estava presente no concerto entrou em palco para cantar com ele, “A Noite” de Stereossauro. Carlão com sempre conquista o publico desde o primeiro sorriso e do seu primeiro tema, tantos são os êxitos que pode apresentar, que não cabem todos no alinhamento do festival, que com tempo contado obriga a deixar alguns de fora, e se o festival tivesse acabado neste momento teria sido épico.

Mas inda faltava outra estrela, Barbara Bandeira, a vencedora da “Canção do Ano “, com “ Onde Vais” em dueto com fadista Carminho em maio na cerimónia de entrega dos prémios PLAY – Prémios da Música Portuguesa no coliseu de Lisboa, veja a reportagem da ineews, entrou e conquistou o publico que a esperava ver desde as 18h.

Com apenas 20 anos, Bárbara Bandeira continua a somar êxitos uns a trás dos outros, que cantou para o publico d’O Sol da Caparica, encerrando o palco principal da edição de 2022.

O Sol da Caparica 

Este foi no entanto um festival cheio de polémica e reclamações desde o primeiro dia, desde o atraso na abertura de portas, e longas filas para entrar, que levou a atrasos enormes nos concertos, e mesmo a cancelamentos, Miguel Ângelo, entrou em palco ás 00H17, quando o concerto estava previsto para as 21H20, e pouco depois devido a uma falha de energia o concerto terminou mesmo, The Legendary Tigerman, foi mesmo cancelado.

Karetus também terminaram o concerto mais cedo, depois de pedirem á organização para mudarem o local, por razões de segurança, logística e dimensão, não conseguiram terminar o concerto pois alguém resolveu disparar um extintor dentro da tenda onde se realizava o espectáculo.

Já zona técnica, normalmente conhecida por fosso, inundada por pessoas com crachá de artista, que iam ver o concerto com permissão da organização, que impediam fotógrafos, técnicos e seguranças de fazer o seu trabalho, algo nunca visto, tornando-se até perigoso já que vários concertos tiveram pirotecnia, mais que uma vez a comunicação social foi barrada ou expulsa, da zona, por excesso de pessoas no local, ainda e devido ao calor e condições do publico, foram muitos os que necessitavam de assistência e foi necessário um trabalho redobrado da segurança e assistência médica, que todos os amigos, familiares, patrocinadores que estavam no fosso com cartão de artistas impediam ou dificultavam, no entanto a organização optou por os manter lá, e expulsar ou dificultar o acesso, a quem estava a trabalhar.

Durante o festival foram muitos os atrasos, foi normal ver-se o soundcheck das bandas já depois da abertura de portas, o que levava a mais atrasos, tal como alterações no alinhamentos dos concertos, que tinham pouco espaço de diferença entre os palcos, mas o culminar do desagrado e de reclamações do publico e artistas que encheram as redes socias de reclamações e comentários negativos, foi o desabafo d’Os Quatro e Meia em pleno concerto que estava a ser transmitido em directo pela RTP1 “Esta noite nós estamos aqui em cima do palco por vocês, porque pagaram bilhetes… porque se fosse pela falta de respeito com que vários músicos durante este festival foram tratados e muito do público foi tratado, não vínhamos aqui nem mais uma vez com esta organização”, e acrescentou “Acabou-se o politicamente correto! Não brincam mais connosco!”.

O Sol da Caparica, tem tudo para ser um excelente festival, os artistas que estiveram presentes nesta edição deram, no geral, tudo o que tinham ao publico que esteve presente, com concertos de excelência, um festival que tem musica da melhor que se faz no mundo, a língua portuguesa como rainha, um espaço bom, num local excelente com praia a metros, mas necessita de pessoas na organização com experiência e capacidade para assumir uma tarefa, que não é fácil, mas que como se viu, tem muitos pontos para melhorar.

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