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Celia Ledón em exposição na Ecosteel

  • Celia Ledón é uma reconhecida designer industrial e diretora de arte cubana.
  • Em 2018 foi considerada, pela revista Vaniy Fair, uma das cinco desenhadoras de moda mais inspiradores de Cuba.
  • As suas peças são consideradas “Instalações Vestíveis” e incorporam princípios justos e éticos de sustentabilidade: Reutilizar, Reaproveitar, Refazer e Desperdício Zero.

O Grupo ECOSTEEL (SA) possui a sua principal unidade de produção de metalomecânica num espaço que, inusitadamente, se apresenta como uma galeria de arte que acaba de acolher o que Celia Ledón, a reconhecida designer industrial e diretora de arte cubana, considera ser uma “instalação vestível”. Numa mostra de arte, inovação e design são mais de 7 as peças em exposição para visitar até ao final do ano.

Reconhecida internacionalmente por desenhar roupas com materiais industriais, onde cada trabalho é único e não segue nenhum padrão, Celia Ledón considera que “cada peça é uma afirmação em si mesma, que narra a opressão da moda como representação sistémica no seu ciclo inesgotável de consumo irracional, extravagância e beleza aterradora“.

Para a criadora, considerada em 2018, pela revista Vaniy Fair, como uma das cinco desenhadoras de moda mais inspiradores de Cuba,cada peça é uma afirmação em si mesma, que narra a opressão da moda como representação sistémica no seu ciclo inesgotável de consumo irracional, extravagância e beleza aterradora”. Cada uma das suas peças incorpora princípios justos e éticos de sustentabilidade: Reutilizar, Reaproveitar, Refazer e Desperdício Zero, princípios igualmente partilhados pelo Grupo ECOSTEEL, cujas empresas partilham um forte sentido de sustentabilidade. Segundo a criadora, “o reaproveitamento, a reciclagem e o uso de materiais obsoletos e descartados entrelaçam-se nas peças com diferentes técnicas manuais, criando diferentes camadas de interpretação e conceitos opostos que geram variados pares semânticos, como ‘o industrial‘ e ‘o manual‘, ‘o quotidiano‘ e ‘as extravagâncias‘, ‘o todo‘ e ‘a parte‘, ‘o homem‘ e ‘o homem objeto‘”.

A designer faz de cada peça um apelo à ação para a sustentabilidade, algo que faz também através da forma e meio de divulgar o seu trabalho. “A indústria da moda é uma das maiores poluidoras e o maior exemplo de produção em massa excessiva e ininterrupta, cujo único propósito passa a ser consumido, ao invés de servir ao seu objetivo utilitário. Um país subdesenvolvido pode ser um ambiente desanimador para um designer industrial e torna-se um desafio devido aos obstáculos de uma indústria subequipada e quase inexistente”, acrescenta.

A ECOSTEEL é hoje mais que uma unidade industrial. Considerada por muitos a “Fábrica criativa de Amorim” é um espaço onde industria e arte mantêm uma relação baseada na sustentabilidade ambiental, económica, e social. Nos jardins, que contrastam toda a envolvente industrial, é possível contemplar instalações artísticas de Siza Vieira, Aires Mateus, entre outros.

Artistas residentes da ArtWorks (empresa criada para apoiar produção artística) convivem com os técnicos industriais, trocando ideias e partilhando experiências. Cabrita Reis, José Pedro Croft ou Júlio Sarnento alguns dos nomes bem conhecidos desta casa. O grupo musical, composto por colaboradores, junta-se, ensaia e anima convívios ao som de originais que os próprios compõem. “A arte faz parte do processo criativo, de inovação e transformação de algo, o que acaba por ser aquilo que nos diferencia enquanto empresa. Nesse sentido, o que poderá haver de mais inspirador que a própria arte nas suas mais variadas vertentes?” questiona José Maria Ferreira, CEO da ECOSTEEl.

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