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Chris Ware vence grande prémio do festival de BD de Angoulême

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O festival de Angoulême anunciou que o prémio de carreira, um dos mais importantes na área da banda desenhada, foi atribuído a Chris Ware, num ano em que eram também finalistas ao galardão as autoras francesas Pénélope Bagieu e Catherine Meurisse.

Chris Ware, 53 anos, começou a publicar na década de 1990, depois de ter participado na antologia Raw, de Art Spiegelman e Françoise Mouly, sendo autor de obras como “Rusty Brown”, “Jimmy Corrigan” e a invulgar novela gráfica “Building Stories”, um livro-objeto composto por mais de uma dezena de pequenos livros, cuja ordem de leitura fica ao critério do leitor.

Amplamente premiado, nomeadamente com os galardões Harvey e Eisner, Chris Ware recebeu em 2003 o prémio de melhor álbum de BD em Angoulême, com “Jimmy Corrigan” e, uma década depois, o prémio especial do júri com “Building Stories”.

Chris Ware já tinha sido finalista do Grande Prémio de Angoulême entre 2018 e 2020.

O Festival de Banda Desenhada de Angoulême deveria ter acontecido, como habitualmente, em janeiro, mas acabou adiado para o verão por causa da pandemia da covid-19, com a organização esperançosa de que, nesta altura, já poderia acolher público. Tal não aconteceu, embora tenha sido mantida a atribuição dos prémios.

Em anos anteriores, o Grande Prémio foi atribuído a nomes como Emmanuel Guibert, Franquin, Zep, Art Spiegelman, Bill Watterson e Richard Corben.

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