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Compreenda os juros: como avaliar e comparar as taxas de juro dos empréstimos pessoais?

Não raras vezes, a distância entre o sonho e a concretização de um projeto pessoal está no dinheiro que temos ao nosso dispor. Contudo, porque nem sempre as nossas finanças ajudam, existem no mercado soluções de financiamento pessoal que saem em nosso auxílio nestas situações, como é o caso do crédito pessoal.

O que é um empréstimo pessoal?

Um crédito/empréstimo pessoal é, na prática, uma solução financeira sem finalidade específica que, segundo o Banco de Portugal (BdP), se consubstancia num “contrato de crédito celebrado com particulares, sem fins comerciais ou profissionais, para financiar a aquisição de bens de consumo”.

Em termos de montantes e prazos, esta solução de empréstimo individual coloca ao nosso dispor entre 200 euros e 75 mil euros com prazos de reembolso fixados entre 24 e 84 meses.

Porém, o dinheiro que pedirmos terá um custo, as denominadas, de uma forma geral, taxas de juro, um fator que merece toda a nossa atenção quando estivermos a analisar diferentes propostas de crédito, uma vez que elas terão um peso importante na dívida pessoal que iremos contrair.

Como avaliar e comparar as taxas de juro dos empréstimos pessoais?

Para começarmos ajudá-lo a avaliar as diferentes taxas de juro oferecidas pelas instituições de crédito presentes em Portugal, nada melhor do que traduzi-las:

Comecemos pela TAEG.

  • TAEG – Taxa Anual de Encargos Efectiva Global

Esta taxa corresponde ao total de encargos que terá ao longo do contrato de crédito pessoal que está a pensar contratar.

Nesta taxa, incluem-se as seguintes despesas:

 Juros;

– Comissões;

– Despesas com impostos e emolumentos relativos ao registo da hipoteca (caso se trate de um crédito com garantia hipotecária);

– Seguros exigidos para obtenção do crédito;

– Comissão de manutenção de conta à ordem (em caso de obrigatoriedade de abertura da mesma);

– Remuneração do intermediário de crédito, caso essa remuneração seja paga pelo consumidor;

– Outros encargos associados ao contrato de crédito.

De forma a ajudá-lo na comparação entre propostas, é importante sublinhar que, para soluções de crédito com o mesmo montante, prazo e modalidade de reembolso, a proposta que apresente a TAEG mais baixa será a mais barata para si.

  • TAN – Taxa Anual Nominal

A TAN corresponde, na prática, ao juro do empréstimo, isto é, ao preço que vai pagar pelo dinheiro que lhe será emprestado.

O apuramento da TAN faz-se pela soma do Spread com o Indexante (taxa de juro Euribor, por norma) e não inclui, como a TAEG, as despesas relacionadas com comissões, seguros e outros encargos.

  • TAE – Taxa Anual Efectiva

A TAE é, sinteticamente, a TAEG uma vez subtraídos os impostos. Nesta incluem-se os juros, comissões bancárias e seguros com exceção dos impostos.

Por norma, esta taxa não aparece nos simuladores de crédito online.

  • MTIC – Montante Total Imputado ao Consumidor

Para saber qual o valor total em que terá de reembolsar o banco ou a instituição de crédito ao longo do contrato de crédito, terá de olhar para o MTIC, uma vez que este indicador absorve todos os custos com juros, comissões, impostos e outros encargos.

Em créditos pessoais, o MTIC não sofre variações ao longo do contrato, algo que não acontece em contratos com taxa de juro variável ou mista.

Exemplo prático

Nada melhor do que um exemplo prático para perceber como estas taxas afetam um contrato de crédito pessoal.

Imagine que pretende pedir um empréstimo pessoal de 15 mil euros para abrir um negócio em nome individual, empréstimo que, segundo as suas estimativas, conseguirá pagar em 60 meses.

Depois de uma rápida pesquisa na internet, acaba por decidir clicar na solução de crédito pessoal do Credibom.

No momento em que entra nesta página, vai deparar-se com um simulador de crédito pessoal onde vai poder calcular a sua prestação mensal em função da escolha de montantes de financiamento entre os 5 mil e os 75 mil euros e prazos de reembolso que vão dos 24 aos 84 meses com TAN desde 6,55% e TAEG desde 9,18%.

Feitas as contas, para um pedido de financiamento de 15 mil euros a pagar em 60 meses, o simulador dá-lhe uma mensalidade de 320,12 euros com uma TAEG de 12,13%, TAN de 9,80% e MTIC de 19651,20 euros.

Caso, ao invés de 60 meses, quiséssemos pedir 15 mil euros e pagá-los em 84 meses, o simulador dava como resultado uma mensalidade de 254,98 euros com uma TAEG de 12,40%, TAN de 10,35% e MTIC de 21862,32 euros.

Conclusão

Como pudemos perceber pelo exemplo anterior, quanto maior o prazo de reembolso, maior será a TAEG e a TAN aplicáveis e, consequentemente, o MTIC a pagar.

Além disso, quando estiver a comparar duas propostas de crédito em que uma delas tem uma TAEG mais alta do que a outra, a opção mais barata para sua carteira será aquela que apresente a TAEG mais baixa.

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