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D. Pedro e Inês de Castro regressam ao TMJB em “Reinar depois de morrer”

Reinar depois de morrer“, de Luis Vélez de Guevara, com encenação de Ignacio García, regressa ao TMJB de 20 de Janeiro a 12 de Fevereiro.

Uma co-produção da Companhia de Teatro de Almada e da Compañia de Teatro Clásico, de Madrid. O mito ibérico de D. Pedro e Inês de Castro vai estar em cena de quinta a sábado, às 21h, e quartas e domingos, às 16h.

Todos os sábados, às 18h, no foyer do TMJB, durante a carreira de Reinar depois de Morrer, haverá as habituais Conversas com o Público, desta vez moderadas por José Mário Silva.

Reinar depois de morrer, da autoria de Luis Vélez de Guevara e escrita em 1635, é uma peça do siglo de oro espanhol com temática portuguesa — o mito de D. Pedro e Inês de Castro. Na sua abordagem a esta tragédia ibérica o autor inspirou-se e combinou ambas as línguas e sensibilidades — a saudade portuguesa e a crueza castelhana —, criando um milagre teatral com uma força imensa, que culmina na cena necrófaga e aterradora do cadáver reinante, metáfora barroca e símbolo de uma justiça tardia e estéril. A Companhia de Teatro de Almada repõe, com um novo elenco, uma criação estreada em 2019 que resultou de uma co-produção com a Compañia Nacional de Teatro Clásico. Reinar depois de morrer integrou a Mostra Espanha desse ano e subiu à cena no ano seguinte, em Madrid, com um elenco espanhol. Às récitas em Almada e no Porto, no Teatro Nacional São João, assistiram mais de 5.000 espectadores. Este espectáculo valeu a José Manuel Castanheira o Prémio Autores para Melhor Cenografia, e a Ignacio García o Prémio de Melhor Encenação, atribuído pela Associação de Encenadores de Espanha.

O encenador Ignacio García é programador do Festival Dramafest (dedicado à dramaturgia contemporânea, que decorre na Cidade do México) e director do Festival Internacional de Teatro Clássico de Almagro. Grande divulgador do reportório do siglo de oro, divide-se entre os textos clássicos e os contemporâneos. Para a Companhia de Teatro de Almada encenou também, em 2017, História do Cerco de Lisboa, de José Saramago, e Nem come nem deixa comer, uma versão de O cão do hortelão, de Lope de Vega.

Reinar depois de morrer (Sala Principal, de 20 de Janeiro a 12 de Fevereiro, de quinta a sábado, às 21h, quartas e domingos, às 16h.) M/12 | 90 min. | Preço: entre 6,50€ e 13€ (Clube de Amigos: entrada livre)

  • Texto de Luis Vélez de Guevara
  • Encenação de Ignacio García
  • Tradução Nuno Júdice
  • Adaptação José Gabriel Antuñano
  • Cenografia José Manuel Castanheira
  • Figurinos Ana Paula Rocha
  • Desenho de luz Guilherme Frazão
  • Voz e elocução Luís Madureira
  • Interpretação Ana Cris, David Pereira Bastos, Erica Rodrigues, João Cabral, João Farraia, Leonor Alecrim, Maria Frade e Pedro Walter

Companhia de Teatro de Almada e Compañia Nacional de Teatro Clásico

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