O último grande festival de verão, voltou a abrir as portas de Faro, o Festival F foi Vila Adentro cheio de excelentes artistas e boa música, ontem Nininho Vaz Maia, Ivandro, Long3 Johny e Biia no Palco Sagres foram os cabeças de cartaz, com concertos cheios de público e alegria, mas foram muitos os concertos magníficos que passaram pelos diversos palcos da capital algarvia.
O Festival abriu pelas 19.30 com Alek Rein no Arco por onde passaram também IBSXJAUR e Sotto. Pelo Palco Museu passaram Amar Guitarra, Inês Apenas e ambos maravilharam os muitos que assistriram ao concerto e André Amaro.

Já no palco Águas do Algarve – Castelo podemos ver os concertos de Azart um artista da zona de Lisboa, que tem criado grandes expectativas, assinou um contrato com a Sony music e em 2023 lançou o seu álbum de estreia Foco já disponível, Azart mostrou em Faro a sua música e teve a acompanhalo um ainda pequeno mas fiel grupo de fãs, que o acompanharam e apoiaram em todas as canções, neste palco actuaram ainda os Imune.

No palco Músicos podemos ver o grupo Miguel Martins “Kaleidoscópio” num concerto deslumbrante, grupo que conta já com 15 anos de Lisboa, acompanhado por dois dos nomes mais importantes do jazz e música português, José Salgueiro na bateria e Carlos Barreto ao contrabaixo, a qualidade estava garantida.

Cátia Alhandra apresentou temas de Vozes d ́água o seu ultimo trabalho musical, fundindo os encantos da world music e a sofisticação do jazz moderno, com uma abordagem que incorpora a improvisação e arranjos musicais ousados, traz a música tradicional a novas e diferentes abordagens combinando os seus elementos convidando-os a explorar novas e diferentes texturas não só tímbricas como rítmicas, ao palco subiu ainda Spielberg.

Enquanto no palco Carby – Magistério podemos ver Tribruto, Baleia Baleia Baleia uma dupla formada por Manuel Molarinho (baixo e voz) e Ricardo Cabral (bateria e voz), que chegaram do Porto duo formado em 2015 a partir de jams informais, no estúdio Quarto Escuro em Cedofeita. Com dois 2 discos editados, depois de um primeiro EP pirata em 2018 lançaram o disco de estreia homónimo e, em 2022, lançaram Suicídio Comercial.
Com uma presença em palco fantástica e energética não deixaram ninguem indiferente, neste que é o seu habitat preferido.

Seguiram-se os Máquina um trio português conhecido pela sua música enérgica e dançante. Lançaram o seu álbum de estreia, Dirty Tracks for Clubbing, em janeiro de 2023, uma mistura de rock sujo, elementos psicadélicos e influências de dança industrial. A banda é constituída por Halison Peres, Tomás Brito e João e já passaram por várias salas e festivais e estiveram ontem em Faro.

O palco Bandida do Pomar – Quintalão contou com a excelente Ana Lua Caiano, que levou a tradição e da modernidade a Faro, a artista portuguesa que se tem destacado no panorama musical nacional pela sua abordagem inovadora e experimental. Com uma sonoridade única que mistura elementos da música tradicional portuguesa com a eletrónica e o hip-hop, cria um universo musical singular e cativante.
Ana Lua Caiano é uma verdadeira “one-woman band”, tocando vários instrumentos e assumindo todas as etapas da produção musical, desde a composição à mistura. Esta independência artística permite explorar sonoridades e ideias de forma livre e autêntica.

Utiliza elementos como coros, harmonias e cânones, típicos da música popular portuguesa, combinados com sintetizadores, beat-machines e samples, criando uma sonoridade moderna e vibrante.
As letras de Ana Lua Caiano são marcadas pela intensidade e personalidade, falando de amor, das relações e da sociedade, utilizando uma linguagem poética e expressiva.
Para além da sua carreira musical, Ana Lua Caiano destaca-se também como produtora e artista plástica. A sua criatividade transcende a música, manifestando-se em diversas formas de expressão artística.

Depois foi o sempre incrível Filipe Karlsson o talentoso multi-instrumentista e músico luso-sueco, que levou a sua música e alegria ao Quintalão, um palco intimista e por vezes muito pequeno para a quantidade de público que quer assistir. Karlsson continua a deslumbrar acompanhado por uma devota legião de fãs que o segue para todo o lado.
“1 Casa 2 Portões”, “Compromisso” e “Como Não Danças” são algumas das suas músicas, cheias de alegria e humor onde fala da vida quotidiana, criando uma experiência auditiva distinta e envolvente.

Leo2745 terminou o primeiro dia do F no Quintalão, Leandro Tavares, rapper português de Queluz, Lisboa, desde de 2021 tem conquistado o seu espaço e rapidamente ganhou popularidade no panorama musical português, “FAMA”, “Ela Queria Mais” e “Nuvens” são alguns dos seus temas mais conhecidos. Mistura de narrativa pessoal e batidas cativantes, tornando-o um artista de destaque no género hip-hop.
Mas claro o Palco Grupo Timing – Sé com uma selecção fantástica, Camané, Tiago Bettencourt e The Legendary Tigerman foi um dos palcos mais concorridos a par do palco palco Ria.
O palco Sé, abriu com uma das mais importantes vozes do Fado, Camané, nome artístico de Carlos Manuel Moutinho Paiva dos Santos, uma voz inconfundível e interpretação intensa dos temas tradicionais do fado, que tornaram o fadistam um dos maiores embaixadores desta expressão musical portuguesa.

Nascido em Oeiras, em 1966, Camané teve o seu primeiro contacto com o fado ainda criança, ao ouvir os discos de grandes nomes como Amália Rodrigues e Carlos do Carmo e assim nasceu a paixão que o levou a trilhar um caminho que o tornou um dos maiores intérpretes da nova geração do fado.
Camané iniciou a sua carreira profissional nos anos 90, apresentou-se em diversas casas de fado de Lisboa. O seu talento e carisma conquistaram o público que em Faro assistiu a mais um concerto memorável no palco da Sé, o fadista continua a levar a canção portuguesa aos maiores palcos nacionais e internacionais, esgotando salas e apaixonando-se pelo fado para sempre.
Ao longo de sua carreira, Camané lançou diversos álbuns que foram aclamados pela crítica e pelo público, como Camané, Sempre de Mim e Do Amor e dos Dias. O artista é um dos renovadores do fado, sem perder a essência da tradição. Com arranjos modernos e interpretação pessoal de temas clássicos trouxeram uma nova sonoridade ao fado, atraindo um público mais jovem.
Camané é um dos maiores embaixadores do fado pelo mundo, Património Cultural e Imaterial da Humanidade pela UNESCO desde 2011, e continua a arrebatar o coração de todos os que o ouvem.

Seguiu-se Tiago Bettencourt uma das vozes mais importantes da música portuguesa contemporânea, as suas músicas e letras são inconfundíveis, sendo um dos artistas mais admirados de sua geração. Tiago rapidamente conquistou o público que marcou presença junto ao palco Sé, com uma lista enorme de êxitos, foi sem espanto que a ele se juntou um grande coro, que o acompanhou tema após tema de início ao fim.

Foi nos Toranja que iniciou a sua carreira musical, anos 90. Após o sucesso da banda, iniciou uma carreira a solo, mostrando todo o seu talento e versatilidade. Com um repertório extenso e diversificado, Tiago Bettencourt canta o amor, a desilusão, os sonhos e a passagem do tempo, sempre com letras, cheias de profundidade e emoção, que não deixam ninguém indiferente.
Tiago é um dos autores mais reconhecidos da música portuguesa, e uma referência para as novas gerações de músicos portugueses, com quem colabora com frequência, continuando a maravilhar quem o ouve.

O primeiro dia no palco Sé terminou com The Legendary Tigerman, e não podia ter terminado melhor o primeiro dia do Festival F, Paulo Furtado levou a Faro o rock and roll, um concerto fantástico onde o rock, blues e música folk do The Legendary Tigerman encantou uma praça cheia de fãs.
A sua música cheia de energia crua, letras poéticas e um toque de músicas cheias de força foram encantados musica a musica, O Tigerman tem levado a sua música aos palcos nacionais e internacionais, acompanhado por uma legião de fãs devotados por todo o mundo. Os seus concertos ao vivo são intensos e cheios de paixão, com o músico a interagir frequentemente com o público, por vezes inesperadas.
O palco principal, Ria, contou com 4 nomes de peso, Nininho Vaz Maia, Ivandro, Long3 Johny e Biia que fechou o primeiro dia deste grandioso festival na capital do Algarve.

Nininho Vaz Maia, o fenômeno da música portuguesa, que não passa despercebido no cenário musical nacional, continua a conquistar o público por onde passa, ontem em Faro, foi fantástico, acompanhado por uma plateia que viveu cada nota, cada palavra deste cantor português. Com sua voz marcante e um estilo que mistura flamenco, pop e tradição cigana, conhecido pelos seus concertos cheios de energia e alegria, cantou todos os seus êxitos para alegria dos muitos fãs que marcaram presença.
Nascido em Lisboa, Nininho começou a ganhar notoriedade em 2019, quando seus vídeos no YouTube viralizaram. Sua história de vida, marcada pela superação e pela paixão pela música, o tornou um exemplo para muitos. As suas letras falam sobre amor, vida, superação e identidade, tocando o coração de quem ouve.
Seguiu-se Ivandro é um dos, já confirmados dos novos talentos, e como em todos os seus concertos, cativa sempre o público que o houve, levando sempre uma legião de fãs aos seus concertos.
Com um estilo musical único e música cativante que mistura elementos do pop, soul e R&B, ele conquistou o coração de todos os que marcaram presença no Festival F. Ivandro ganhou destaque nacional após sua participação em programas como o “Ídolos” e o “Got Talent Portugal“. Sua versatilidade e carisma tornaram-no num dos favoritos do público, que acompanha a sua carreira sempre com muito entusiasmo.

As várias parcerias com outros artistas, catapultaram ainda mais a sua carreira, onde Ivandro demonstra uma grande capacidade de interpretar diferentes estilos musicais, mantendo sempre a sua identidade. Pelas suas letras passam o amor, vida e sentimentos, que conquistam o coração dos fãs a que junta concertos sempre bem conseguidos, muita energia e positividade, onde o público se diverte e canta com ele como no Festival F, em que cantaram do início ao fim todos os seus sucessos.

Long3 Johny subiu então ao palco, um artista português que se tem destacado no cenário musical urbano. O seu estilo próprio e letras sobre o quotidiano, conquistam um público fiel e é uma das vozes mais promissoras da nova geração.
Nascido em Lisboa, Long3 Johny começou sua carreira musical ainda jovem, dando-se a conhecer nas redes sociais. O seu talento e dedicação levaram-no a conquistar um grande número de seguidores e a destacar-se no cenário musical português.
Long3 Johny é conhecido por seu estilo urbano, que combina elementos do rap, trap e R&B. Entre os seus maiores sucessos estão as músicas “Sucesso”, “A Nave Vai Em Tour” e “Não Há Tempo”. Conquistando Portugal mas tem também cativado muitos públicos nos concertos internacionais que tem realizado, sempre com muita aderência de fãs e seguidores com ontem em Faro.
O primeiro dia do Festival terminou com BIIA uma força feminina na música eletrônica, a portuguesa é uma DJ e produtora portuguesa que se vem destacando no cenário da música eletrônica em Portugal, o seu estilo único e talento é inegável, ela tem conquistado fãs em todo o mundo, e foram muitos os que não abandonaram o palco Ria sem a ver e dançar ao som da sua selecção musical.
BIIA é uma artista muito versátil, conhecida por sua habilidade de misturar diferentes gêneros, como techno, acid, electro e breakbeat, criando sets energéticos e envolventes.
Hoje e amanhã pode ver no Festival F
6 de setembro
- 19.30 Romeu Bairos < Palco Arco
- 20.00 Luís Domingos Miguel Quinteto < Palco Músicos
- 20.15 Emmy Curl < Palco Museu
- 21.00 Capitão Fausto com Orquestra do Algarve < Palco Grupo Timing – Sé
- 21.30 Marisa Liz < Palco Sagres Ria
- 21.45 Moda Vestra < Palco Museu
- 22.00 Manga Limão < Palco Carby – Magistério
- 22.00 Lana Gasparotti < Palco Arco
- 22.30 Milhanas < Palco Bandida do Pomar – Quintalão
- 23.00 Papillon < Palco Grupo Timing – Sé
- 23.00 The Black Teddys < Palco Músicos
- 23.30 Carolina Deslandes < Palco Sagres – Ria
- 23.30 Bandua < Palco Museu
- 23.45 Pikika < Palco Carby – Magistério
- 23.45 B Fachada < Palco Aguas do Algarve – Castelo
- 00.00 Rick Offen < Palco Arco
- 00.15 Glockenwise < Palco Bandida do Pomar – Quintalão
- 01.00 Deejay Telio < Palco Grupo Timing – Sé
- 01.00 Micáh < Palco Músicos
- 01.15 Artmusa < Palco Aguas do Algarve – Castelo
- 01.30 Dillaz < Palco Sagres – Ria
- 01.30 Acácia Maior < Palco Carby – Magistério
- 02.15 Moullinex GPU Panic < Palco Bandida do Pomar – Quintalão
- 03.00 Drenchill < Palco Sagres – Ria
7 de setembro
- 19.30 Norberto Lobo < Palco Arco
- 20.00 Al Guitar Duo < Palco Músicos
- 20.15 Filipa Vieira < Palco Museu
- 21.00 Carminho < Palco Grupo Timing – Sé
- 21.30 Resistência < Palco Sagres – Ria
- 21.45 Jean Christian Et Les Rêves Enfouis < Palco Museu
- 22.00 Na Mesma Rua < Palco Carby – Magistério
- 22.00 Girls 96 < Palco Arco
- 22.30 Virgem Suta < Palco Bandida do Pomar – Quintalão
- 23.00 Iris < Palco Grupo Timing – Sé
- 23.00 The Dead Men Shoes < Palco Músicos
- 23.30 Van Zee < Palco Sagres – Ria
- 23.30 Inês Monstro < Palco Museu
- 23.45 Vaiapraia < Palco Carby – Magistério
- 23.45 Lum < Palco Aguas do Algarve – Castelo
- 00.00 DUO42 < Palco Arco
- 00.15 Expresso Transatlântico < Palco Bandida do Pomar – Quintalão
- 01.00 Pongo < Palco Grupo Timing – Sé
- 01.00 Two Step Flow < Palco Músicos
- 01.15 Cachupa psicadélica < Palco Aguas do Algarve – Castelo
- 01.30 T-Rex < Palco Sagres – Ria
- 01.30 Putzgrilla < Palco Carby – Magistério
- 02.00 Danzo < Palco Músicos
- 02.15 Throes + The Shine < Palco Bandida do Pomar – Quintalão
- 03.00 Karetus < Palco Sagres – Ria
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