O 41º Festival de Almada abre portas dia 4 de Julho, como habitualmente ao longo dos últimos 40 anos. As honras de abertura este ano cabem a Terminal (O Estado do Mundo), texto de Inês Barahona com encenação de Miguel Fragata, pela Formiga Atómica.
Mas antes, às 17h, abre o espaço da Esplanada da Escola D. António da Costa, com o Bar da Esplanada; às 19h, abre o Restaurante da Esplanada, onde além de poder jantar vai poder assistir ao primeiro concerto do Festival de Almada. A Música na Esplanada começa às 20h30, com Cante Alentejano e é de entrada livre; às 21h, serão inauguradas as exposições Liberdade! Liberdade! A Revolução no Teatro, na Sala Polivalente da Escola D. António da Costa, e logo de seguida a instalação Um sonho de Federico García Lorca em Lisboa, de homenagem à companhia A Barraca; às 22h, o Palco Grande da Escola D. António da Costa recebe Terminal (O Estado do Mundo).
Ao longo de Terminal, observamos, ouvimos cinco personagens cujas vidas confluíram naquele lugar onde tantos destinos se fecham, e onde muitos outros se abrem. O espaço confinado (mas aberto) serve de metáfora a esta reflexão sobre o planeta que habitamos e a relação que mantemos com ele: na iminência de um ponto de não-retorno climático que poderá levar à extinção da nossa espécie, as histórias contadas pelas personagens revelam-se outras tantas portas entreabertas para um novo destino – uma nova chance – para a Humanidade, assente sobre outros pressupostos. Na convicção de que o teatro mantém ainda o poder de despertar, de interpelar e de esperar de nós a mesma generosidade com que ele se dá diante de nós. Terminal foi precedido de um aturado trabalho de campo, que cobriu o território continental e os Açores, mais dois locais em França, conducente a um levantamento das preocupações centrais da peça. Conclui um díptico iniciado em 2021, com O Estado do Mundo (Quando Acordas), que já teve mais de 120 apresentações em Portugal, França e Espanha. Do Festival de Almada, Terminal vai para o de Avignon.
A celebrar o seu 10.º aniversário, a Formiga Atómica foi fundada por Miguel Fragata (Porto, 1983) e Inês Barahona (Lisboa, 1977), tendo desde então esta dupla criado nove espectáculos (este incluído), sendo que três deles já têm versão francesa, dois versão em castelhano e um, versão alemã – com destaque para A caminhada dos elefantes (2013: espectáculo de estreia da companhia), já traduzido nessas três línguas.
Terminal (O Estado do Mundo) (Palco Grande da Escola D. António da Costa, dia 4 de julho, às 22h)
Texto: Inês Barahona
Encenação de Miguel Fragata
Interpretação: Anabela Almeida, Carla Galvão Miguel Fragata, Vasco Barroso e (música ao vivo) Hélder Gonçalves e Manuela Azevedo
Cenografia: Eric da Costa
Figurinos: José António Tenente
Música: Hélder Gonçalves
Desenho de luz: Rui Monteiro
Desenho de som: Nelson Carvalho
Formiga Atómica
Co-produção: Cine-Teatro São Pedro, Lavrar o Mar, RTP, Teatro Municipal de Ourém, Teatro Nacional D. Maria II, Teatro Nacional S. João, Teatro Virgínia, Teatro Viriato, ACERT, Théâtre du Point du Jour, e Festival d’Avignon
Língua: Português
Duração: 1h30m
Classificação: M/14
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