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Festival do Maio com Sérgio Godinho, Slow J e Ana Tijoux, no Seixal

A segunda edição do Festival do Maio voltou ao Seixal, uma iniciativa da Câmara Municipal do Seixal, com direção artística de Luís Varatojo.

No passado fim de semana, dias 28 e 29 de maio, deu-se a segunda edição do Festival do Maio, no Parque Urbano do Seixal. Duas noites de concertos que tiveram como elemento central o seu discurso de intervenção, da política à crítica social, do ativismo ambiental às lutas contra a discriminação de etnia e género, passando pelas questões relacionadas com a defesa das identidades culturais e dos direitos à autodeterminação.

Em ambos os dias, nos intervalos entre as atuações, foram mostrados vídeos em que atores e cantores interpretaram poemas marcantes da poesia de cunho interventivo, que versam sobre temas como a paz, o trabalho, a mulher, o racismo e a liberdade, da autoria de António Gedeão, Sidónio Muralha, Manuel Alegre, Ary dos Santos, Vinicius de Moraes e Luís Silva (Cuti), entre outros.

O primeiro dia abriu as portas pelas 17h30 o concerto de abertura, pelas 20h, foi com A Garota Não, projeto da cantautora setubalense Cátia Mazari Oliveira. Pela sua voz, de forma poética e genuína, viajamos pelo amor, pelo sofrimento, mas também por uma música de intervenção do nosso tempo: são cantados problemas sociais, políticos, com o objetivo de transmitir a precariedade em que a maioria dos portugueses vive, com uma visão real e crua.

De seguida ouvimos no grande palco o projeto Luta Livre, pelo músico Luís Varatojo que resulta de um olhar interventivo sobre a sociedade e a atualidade.

Subiu então ao palco a estrela da noite, a chilena Ana Tijoux, iniciada no hip-hop, atravessa as fronteiras do género, muito graças à poderosa trajetória como artista a solo que iniciou em 2009 e que a transformou na figura chilena de maior relevância internacional da sua geração.

Para fechar a primeira noite, subiram ao palco os Beatbombers, dupla formada por DJ Ride e Stereossauro, que exploram as potencialidades do gira-discos enquanto instrumento musical, aprimorar a arte de criar batidas, e não perdem oportunidade de sair e animar multidões de todos os tamanhos, em clubes ou em festivais, tal como este.

O segundo e último dia do festival deu início com o concerto do grande Bezegol, um dos grandes poetas urbanos do panorama musical nacional, com um timbre inconfundível e único, que vai do reggae ao hip-hop, entre outros.

De seguida, ouvimos um dos artistas que marcam Portugal, Sergio Godinho trouxe ao Festival do MaioNação Valente“, o seu mais recente disco. Às canções que compõem o disco juntaram-se outras, menos recentes, das mais e menos conhecidas, e que enriqueceram o retrato da nação portuguesa.

O Festival do Maio encerrou da melhor forma, com Slow J, aclamado pelo público e pela crítica, sendo um dos artistas de hip-hop nacional que melhor faz a ponte entre o underground e o mainstream, com letras intimistas e autênticas e instrumentais poderosos e inovadores. Este concerto marcou também o regresso de Slow J aos palcos desde 2019.

Além das propostas musicais, houve também uma zona de street food no recinto, cumprindo, claro, todas as normas das autoridades de saúde. O Festival do Maio encerra assim a sua segunda edição com a promessa de que volta em 2022 com mais música.

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