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Festival “SBSR.FM Em Sintonia” – Palco Ermelinda Freitas

O "SBSR.FM Em Sintonia – Sintoniza-te na Música Nacional!" levou artistas nacionais à Altice Arena, em Lisboa, nos dias 17 e 18 de Dezembro, para um festival imperdível que marcou 2020.

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Veja as galerias e fique a conhecer os artistas que atuaram no Palco Ermelinda Freitas no SBSR.FM Em Sintonia

O festival Rádio SBSR.FM Em Sintonia – Sintoniza-te na Música Nacional! surgiu como resposta à impossibilidade de realizar este ano o Super Bock em Stock, no contexto atual da pandemia da COVID-19 e respetivas restrições, tanto de circulação de artistas internacionais, como da lotação das salas de espetáculos.

O festival ofereceu 3 palcos diferentes. O terceiro palco, o Palco Ermelinda Freitas (Sala Fernando Pessa), abriu com a banda Hause Plants, às 17h15, seguido por Domingues, às 18h35, e Amaura, pelas 20h15, e, no ultimo dia de festival recebeu Sreya, às 17h15, Acid Acid, às 18h45, e Jasmim pelas 20h.

 

Hause Plants

Na rotina do quotidiano, sonhar acordado pode impedir-nos de desvanecer. E é esse o mote para Hause Plants. Para Guilherme Correia, que compõe, produz e grava a partir do seu quarto sob a assinatura de Hause Plants, esses sonhos chegam na forma de canções.

Perdidas entre a vida urbana das saídas à noite, dúvidas existenciais típicas da pós-adolescência e temas como a ansiedade social, as canções de Hause Plants são bedroom pop na sua essência, mas também existem para serem ouvidas e tocadas ao vivo, juntando a urgência e a vitalidade do pós-punk dos anos 80 com as paisagens etéreas do dream pop e do shoegaze. “City Vocabulary”, um tema misturado e masterizado por André Isidro, é o primeiro single de Hause Plants e a primeira amostra do que será “Public Speaking”, o EP de estreia com data de lançamento prevista para este 2020. Com pulsação acelerada, guitarras fuzzy e uma atmosfera carregada de reverb, as melodias delicadas da voz de Guilherme Correia descrevem uma relação à distância pela lente de uma geração jovem, sem medo das consequências.

 

Domingues

Diogo Domingues estreou-se na música com apenas 11 anos. Estudou violino na conservatória de música durante cinco anos até que abandona esses estudos para trocar o violino pela guitarra – em modo autodidata. Começa a fazer os seus covers sem nunca os tirar do quarto, até que compõe a sua primeira canção original: “Insubstituível”. Partilhou-a no Twitter e surpreendentemente teve um feedback tão positivo que o incentivou a expor as suas histórias, com a perfeita noção que havia espaço para elas fora da sua cabeça.

Os seus pensamentos, por vezes confusos, ganham um outro valor nas rimas e melodias que tem o dom de criar. E desse processo nascem músicas como “Café em Paris” ou “Deixa Arder”. Graças a temas como estes vê o feedback do público aumentar significativamente, uma tendência que culmina em “Fica”, um gigantesco sucesso que vem provar o porquê de Domingues ser já por muitos considerado o futuro da música portuguesa. A música soma mais de 5 milhões de streams nas diferentes plataformas digitais e 4,5 milhões de visualizações no YouTube. Logo depois seguiu-se “Romance de Cinema”, mais um tema a figurar nos tops de todas as plataformas digitais e que marca a estreia pela label Good Fellas Good Music.

 

Amaura

Amaura é um belo exemplo de como a fusão entre culturas pode impactar o panorama musical português. Nascida e criada em Lisboa, Maura Magarinhos desde cedo descobriu a sua paixão pela música. Autodidata, começou a compor os seus primeiros temas sobre bases instrumentais de outros artistas, evoluindo pouco a pouco na escrita que hoje a caracteriza.

O Rio Tejo surge sempre como pano de fundo para os vários episódios rotineiros abordados nos seus temas, transformados em momentos únicos pela voz madura com que as interpreta. A sua afirmação como cantora veio mais tarde, incentivada por amigos, e fez com que fosse atrás de um sonho antigo: fazer r&b escrito e cantado em português. Percorreu o circuito de bares da grande Lisboa e após fazer pequenos concertos com bandas como Bling Project ou TNT, surgiram convites para colaborar com nomes sonantes da cultura urbana portuguesa, como Sam The Kid ou Fred Ferreira. E o primeiro registo discográfico também está a sair. “Em Contraste” promete fixar o nome de Amaura no mapa da melhor soul e r&b feitos em Portugal.

 

Sreya

A Sreya faz canções de forma leve, mas comprometida, numa mistura franca da realidade com uma muito própria fantasia. Depois de “Emocional” (2017), que nos trouxe canções em formato worldbeat, produzidas por Conan Osiris, com melodias e linguagem tanto estranhas como familiares à música portuguesa, chega agora “Cãezinha-Gatinha“, um oceano pop desaguado por vários afluentes – desta feita a produção ficou a cargo de Primeira Dama e Bejaflor).

O título “Cãezinha Gatinha” nasce de uma aglutinação de termos que Sreya usa para descrever a sua dualidade, um princípio bastante presente na linguagem, sons, ambientes, cores e humores das suas criações artísticas: numa narrativa dividida em duas partes, “Cãezinha Gatinha” terá, respectivamente, canções escritas numa temporada passada na República Checa e outra metade composta já em Lisboa. “Do Frio” é feito de uma aura densa e melancólica, na composição, na lírica e até nos instrumentos escolhidos. Em “No Calor” encontram-se músicas com energia mais alta, tempos mais acelerados e auras mais leves.

Num disco marcado pela diversidade e pela consistência, pela tradicionalidade e pela modernidade, características tanto da Sreya como da pop, há um constante tom melancólico-alegre com um twist que passa da incerteza a um final mais ou menos feliz.

 

Acid Acid

Acid Acid é a aventura musical de Tiago Castro, uma das vozes da Rádio SBSR. O projeto criado em 2014 tem crescido e conquistado novos fãs a cada passo desse crescimento. Partindo da guitarra e das teclas, Tiago dá-nos uma música ambiental capaz de nos envolver numa viagem onde a próxima paragem é sempre um lugar de contemplação. E é isso que acontece no novo disco.

Após o álbum homónimo de 2016, Tiago Castro apresenta agora uma nova edição em vinil, com o selo da Nariz Entupido. “Jodorowsky” é uma leitura sobre o universo do realizador chileno Alejandro Jodorowsky, um trabalho que aprofunda a visão do autor em torno de uma linguagem musical sem fronteiras, onde as eletrónicas se fundem com ritmos tribais e em que as guitarras psicadélicas dialogam com os  sintetizadores. “Jodorowsky” decorre de um desafio lançado pelo Motelx e conta com a participação de Violeta Azevedo (flauta e efeitos), que criou texturas de ímpar beleza, acompanhando toda a composição, do primeiro ao último minuto.

O álbum foi gravado no estúdio Spring Toast em Lisboa com produção de Rui Antunes e Violeta Azevedo. A capa e composição gráfica, que recupera a simbologia do universo de Jodorowsky, é da autoria de Carlos Gaspar. E, como qualquer trabalho do projeto Acid Acid, esta é uma experiência também para ter ao vivo.

 

Jasmim

Jasmim tornou-se num caso sério do nosso espectro musical contemporâneo após ter surpreendido com a demo “Primavera” (2016) e com o EP “Oitavo Mar” (2017), mostrando a sua lírica bucólica ao público e à crítica. Com o “Culto da Brisa” (2019), disco de plena contemplação, conseguiu ainda mais elogios de boa parte da imprensa nacional.

Em pleno verão de 2020, apresenta “Aqui não falta nada“, que faz parte do novo conjunto de canções que Jasmim está a gravar nos Estúdios Pontiaq, com a produção de Miguel Vilhena. Destas sessões surgirá o seu terceiro registo de originais, com edição prevista para o primeiro trimestre de 2021. Em palco, Jasmim faz-se acompanhar por uma ilustre banda, formada por Violeta Azevedo, Humberto Dias e Bia Diniz.

 

Este festival foi uma produção de Musica no Coração com as parcerias de Super Bock, Santa Casa de Lisboa, Casa Ermelinda Freitas, Tranquilidade, SIC, MOP, Filfogo e World Academy.

O Super Bock em Stock regressa em 2021, nos dias 19 e 20 de novembro.

 

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