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Festival “SBSR.FM Em Sintonia” – Palco Santa Casa

O "SBSR.FM Em Sintonia – Sintoniza-te na Música Nacional!" levou artistas nacionais à Altice Arena, em Lisboa, nos dias 17 e 18 de Dezembro, para um festival imperdível que marcou 2020.

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Veja as galerias e fique a conhecer os artistas que atuaram no Palco Santa Casa no SBSR.FM Em Sintonia

O festival Rádio SBSR.FM Em Sintonia – Sintoniza-te na Música Nacional! surgiu como resposta à impossibilidade de realizar este ano o Super Bock em Stock, no contexto atual da pandemia da COVID-19 e respetivas restrições, tanto de circulação de artistas internacionais, como da lotação das salas de espetáculos.

O festival ofereceu 3 palcos diferentes.  O Palco Santa Casa (Sala Tejo), o segundo palco, abriu com Ivandro, pelas 17h15, ouvimos de seguida Paulo Bragança, às 18h35, e Closer Integral 2020, às 20h45. No dia seguinte, 18 de dezembro, atuou Ian às 17h15, seguido por Pedro de Tróia, pelas 18h45, e Filipe Karlsson, pelas 20h40.

Ivandro

Ivandro tem 23 anos e neste momento está no segundo ano da Licenciatura de Tecnologias da Música. Desde 2013 que trabalha em originais, e além de tocar guitarra e cantar, aventurou-se também a mixar e a masterizar alguns dos seus temas e também de outros artistas. Participou no programa “Ídolos” em 2015 e depois de um período de silêncio voltou a lançar originais, não só temas acústicos, mas também a explorar sonoridades e beats r&b.

Em 2017 começou a dar nas vistas nas redes sociais e desde então tem vindo a trabalhar com artistas como Instinto 26, Waze, Gson, Valdo e Goblin. Em 2019, assinou pela Label Mentalidade Free (produtora fundada pelo rapper Bispo), e com ele lançou uma musica que oficializou essa união – “Bispo ft Ivandro – Essa Saia” que já conta com a marca de Tripla Platina.

Em 2020, o Ivandro lançou o tema “Mais Velho” e “Não É Fácil” e são esperadas ainda mais novidades até ao final do ano.

 

Paulo Bragança

Começou a sua carreira em 1986 e gravou o primeiro disco em 1992: “Notas sobre a Alma“. David Byrne, líder dos Talking Heads, impulsionou-o para uma carreira internacional que viria a ser invejável. Apelidado pela imprensa internacional de “fadista punk”, Paulo Bragança foi uma das caras mais identificativas de uma nova fase da história do fado. Depois do sucesso, viveu em absoluta e austera reclusão durante quatro anos.

Pensar o pensamento era a rotina exaustiva diária desses tempos. E depois de seis anos sem ter qualquer contacto com Portugal, voltou ao nosso país com Carlos Maria Trindade, seu editor e amigo de sempre, e logo começaram a preparar novidades. Não demorou muito até que editasse “Cativo“, o seu EP de regresso. Este registo é um encontro com “a voz natural presa à Voz do Verbo que no Início ERA!“. Ao vivo espera-se a alma e a irreverência daquele que já foi considerado por alguns como o Variações do fado – e que, em 2020, continua a ser uma das vozes mais orginiais da música portuguesa.

 

Closer Integral 2020

Em 2020, o álbum “Closer” dos Joy Division está a celebrar 40 anos e, para assinalar a data, foi pensado um espetáculo, com músicos nacionais, para ser apresentado originalmente ao vivo no Super Bock Super Rock. Na impossibilidade da realização do SBSR, o concerto foi apresentado em dezembro na Altice Arena, no Festival Rádio SBSR Em Sintonia.

O segundo e último disco de estúdio de uma das bandas mais significativas do movimento pós-punk, na década de oitenta, foi editado no dia 18 de julho de 1980. Estava pejado de genialidade, desde o início da sua criação, envolta nesse mistério que só a cabeça insana de Ian Curtis conseguia descortinar e entender. Mas era sabido que dali iria sair um objeto de arte maior. Até porque para obter o efeito desejado, as canções seriam todas gravadas debaixo uma abóbada de estuque especialmente construída, com o intuito de simular a ressonância de uma capela.

40 anos depois, para fazer a magia acontecer, em palco estarão alguns dos melhores representantes do pop rock nacional. São eles que irão tocar “Closer” na íntegra, tal como aparece na rodela do vinil, se aceitarmos a convenção que determina Atrocity Exhibition como a primeira canção do disco. São eles: Luís San Payo na bateria,Alexandre Cortez no baixo, Flak na guitarra, Felipe Valentim nos teclados, e João Peste e Nancy Knox nas vozes.

 

IAN

É impossível resistir ao talento de IAN depois de nos cruzarmos com a sua música. Depois da edição do primeiro EP, e de ter aberto nos Coliseus de Lisboa e Porto os concertos dos The Gift, IAN atuou em palcos internacionais como o Clube Sixteen Tons, em Moscovo, e o Museu Erarta de São Petersburgo.

O EP “Seguir em Frente” foi a segunda investida de IAN. Temas como “Spring or Desire”, “Stop Stop Never” e “No Name” revelavam que o violino era o seu maior cúmplice. De resto, é o violino que também a acompanha profissionalmente, todos os dias, na Orquestra da Casa da Música do Porto. Como se percebe, no percurso de Ianina Khmelik (IAN) nada foi estático, e é precisamente essa a sua constante.

Achar que “o resto está sempre por fazer” e acreditar que o caminho é sempre em frente. E é seguindo o mesmo espírito que edita o seu primeiro disco: “Raivera“. São nove canções sob a epígrafe do filósofo Arthur Schopenhauer: “É difícil encontrar a felicidade dentro de nós mas é impossível encontrá-la noutro lugar”. Com produção de Nuno Gonçalves, este registo de estreia conta com pérolas como “Again“, “Boarding Now” ou “Vera“.

Sobre a sua personalidade em palco, IAN não tem dúvidas: “Em palco estou sozinha e livre, o que adoro. E tenho uma forte componente teatral, que acho que resulta“. E por isso é que IAN é uma artista obrigaória, tanto em disco, como ao vivo.

 

Pedro de Troia

Pedro de Tróia já é uma figura ímpar e inimitável no panorama musical português, com a sua visão disruptiva, uma extrema habilidade para as palavras e uma voz sempre envolvente. Num processo de reconciliação consigo mesmo, Pedro de Tróia editou em março de 2020 o seu disco de estreia a solo.

Depois de encabeçar uma das bandas mais criativas que a música portuguesa conheceu nos últimos tempos, Os Capitães da Areia, o cantor e compositor apresenta-nos agora um incomum e memorável trabalho, repleto de delicadeza e generosidade, com a elegância pop que o caracteriza a servir de fio condutor para uma descoberta que também é nossa.

Ao longo de dez canções, oferece-nos muito do que sonhou, do que perdeu, do que aprendeu, e também aquilo por que lutou nos últimos tempos. “Depois Logo Se Vê“, com produção e arranjos de Tiago Brito, é de um músico que se dá inteiro e que, dessa forma, consegue fazer um dos melhores discos portugueses do ano de 2020.

 

Filipe Karlsson

O EP “Teorias do Bem Estar” marca a estreia a solo de Filipe Karlsson, multi-instrumentista luso-sueco baseado em São João do Estoril. O disco, que foi totalmente composto, tocado e produzido pelo próprio, saiu em maio 2020.

Este trabalho cruza com mestria e sem preconceitos o brilho da pop sueca de décadas passadas com o rock n’roll imponente dos seus Zanibar Aliens, num resultado final composto, em doses iguais, por riffs de guitarra orelhudos e melodias de teclado que teimam em não nos sair da cabeça. “Bem Estar” e “Prejuízo” são algumas das canções que fazem de Filipe Karlsson um nome a ter em conta no atual cenário da música portuguesa.

 

Este festival foi uma produção de Musica no Coração com as parcerias de Super Bock, Santa Casa de Lisboa, Casa Ermelinda Freitas, Tranquilidade, SIC, MOP, Filfogo e World Academy.

O Super Bock em Stock regressa em 2021, nos dias 19 e 20 de novembro.

 

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