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Festival “SBSR.FM Em Sintonia” – Palco Super Bock Arena

O "SBSR.FM Em Sintonia – Sintoniza-te na Música Nacional!" levou artistas nacionais à Altice Arena, em Lisboa, nos dias 17 e 18 de Dezembro, para um festival imperdível que marcou 2020.

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Veja as galerias e fique a conhecer os artistas que atuaram no Palco Super Bock no SBSR.FM Em Sintonia

O festival Rádio SBSR.FM Em Sintonia – Sintoniza-te na Música Nacional! surgiu como resposta à impossibilidade de realizar este ano o Super Bock em Stock, no contexto atual da pandemia da COVID-19 e respetivas restrições, tanto de circulação de artistas internacionais, como da lotação das salas de espetáculos.

O festival ofereceu 3 palcos diferentes. O palco principal, Palco Super Bock (Arena), abriu com a banda Ganso pelas 18h, seguidos pelo grupo Conjunto Cuca Monga, às 19h15, Chico da Tina às 20h30, e Profjam & Benji Prince que fecharam o primeiro dia do festival, pelas 21h30. No dia 18 atuou Afonso Cabral, às 18h, seguido por B Fachada às 19h15, Papillon às 20h15, e a banda Capitão Fausto que encerrou o festival.

Ganso

Depois de tomarem o país de rajada em 2015 com “Costela Ofendida”, e de cimentarem esse trabalho em 2017 com “Pá Pá Pá”, os GANSO regressaram no ano de 2019 com novo lançamento discográfico. “Não te Aborreças” e “Os Meus Vizinhos” foram os primeiros avanços dessa nova etapa. “Não Tarda”, o segundo longa-duração do quinteto de rock alternativo lisboeta, foi de novo produzido nos estúdios Cuca Monga, em Alvalade.

Este novo disco denota uma maior maturidade no processo de composição da jovem banda, afastando-se dos riffs rasgados que marcavam os dois trabalhos anteriores e deixando espaço para uma abordagem mais contemplativa, assente em cadências mais relaxadas e ambientes mais complexos. Como preparação para o lançamento do novo álbum, a banda juntou-se aos Reis da República para apresentar “EQUINÓCIO”, uma digressão nacional conjunta que passou por doze cidades entre abril e junho de 2019.

Conjunto Cuca Monga

No solitário confinamento deu-se um processo criativo particular que reuniu remotamente 20 músicos e colaboradores da Cuca Monga (com membros de Capitão Fausto, Ganso, Luís Severo, Rapaz Ego, Zarco, entre outros).

Desse processo, resultaram, em menos de dois meses e da forma mais natural e espontânea, dez canções, que compõem “Cuca Vida”, um álbum assinado pelo Conjunto Cuca Monga. Por por ter começado como uma brincadeira, que se manteve despretensiosa durante todo o confinamento, o álbum “Cuca Vida” tem de tudo um pouco tanto no género, na estética e no léxico. Ao mesmo tempo, “Cuca Vida” é um disco que transparece a amizade, risota e liberdade com que foi forjado, e talvez seja esse o tema do disco: não fala sobre estar fechado – pelo contrário – é aberto e livre.

Chico da Tina

Chico da Tina, que é como quem diz “Francisco da Concertina”, é uma proposta meta-irónica que consiste num trap subvertido ao linguajar e costumes do universo minhoto. No entanto, para além desta “colagem” estética entre dois universos que à primeira vista poderiam ser opostos, há um atrevimento lírico que se pretende afirmar pelo desafio ao politicamente correcto e aos limites da linguagem, que ultimamente se têm vindo a estreitar.

Com números impressionantes no YouTube, o músico natural de Viana do Castelo já possui um EP, “Trapalhadas“, com cinco faixas capazes de abrir o apetite para o seu universo, e um disco, “Minho Trapstar“, um registo com músicas repletas de letras críticas e caricaturais que, juntamente com sua imagem, criam uma combinação inédita entre o trap, a concertina e as gírias regionais, unindo a tradição e a modernidade como poucos.

ProfJam e Benji Price presentam “SYSTEM”

SYSTEM“, o álbum que resulta do inevitável encontro de fôlego de ProfJam e benji price, é uma prova de fé: no poder da escrita, na capacidade de encaixe, na força de uma visão. E essa visão tem um nome: Think Music. “badman ting” já tinha deixado o aviso: o poder de fogo concentrado nesta dupla é considerável. benji foi, de forma não tão discreta quanto isso, afirmando a originalidade da sua postura e da sua escrita em vários temas soltos que causaram sobressaltos na internet, tamanha a sua diferença.

E ProfJam é um portento, claro. Os galardões de platina com que a Think Music decora as paredes do seu quartel general são troféus de uma caminhada singular que viu o MC tornar-se num dos maiores fenómenos da cena rap nacional, com temas como “Água de Coco” ou “À Vontade” a somarem, juntos, quase 20 milhões de visualizações no YouTube. Era inevitável que os dois pilares da Think Music acabassem por unir esforços num projeto. “System” é o resultado de observações sobre a vida e o sucesso, sobre o game que ambos continuam a querer matar, sobre o futuro e os prazeres, sobre o autoconhecimento. Há espírito neste disco. E nervo. E coragem e humor. Há ProfJam e há benji price. E só isso já é garantia de algo muito especial.

Afonso Cabral

Mais conhecido pelo seu trabalho enquanto vocalista dos You Can’t Win, Charlie Brown, Afonso Cabral revelou em 2019 o seu primeiro disco em nome próprio e em português. Elemento habitual da banda que acompanha Bruno Pernadas em palco, estreou-se na escrita de canções a solo com o tema “Perto”, interpretado por Cristina Branco. Escreveu com Francisca Cortesão a canção “Anda Estragar-me Os Planos” para o Festival da Canção – tema que viria a ser alvo de uma nova versão por Salvador Sobral e, mais tarde, por Tim Bernardes.

No final do ano passado, o músico levou ao palco do Centro Cultural de Belém, em Lisboa, a formação de 14 elementos que gravou “Morada” e aproveitou para registar esse concerto num EP recentemente editado. “Ao Vivo no CCB” inclui uma canção inédita, uma versão de um tema de Luís Severo e um dueto com Francisca Cortesão. A convite da Antena 1, revisitou o tema “Ai Mouraria” no disco de homenagem a Amália Rodrigues, “Com Que Voz”.

B Fachada

B Fachada escreve canções que dão mostras de ser recebidas como ciência social, mas o inverso também é verdadeiro. Tem muitos descendentes, mas é mais que a soma dos por si já influenciados. Na música popular portuguesa do século XXI não há outra figura como B Fachada, o nome artístico de Bernardo Fachada, compositor, multi-instrumentista, produtor.

Notabiliza-se por um espantoso, e até certo ponto impiedoso, ritmo de edições, através do qual frequentemente subverte o cânone e converte os dogmáticos, baralha as expetativas, coça rótulos, caça ruturas… Entre formatos físico e digital, lançou cinco EPs, três mini álbuns e seis registos de longa-duração. O seu impacto conjunto testa os limites daquilo que, neste domínio, se entende por produção cultural. Entre 2009 e 2012, fez também parte da banda Diabo na Cruz, com a qual percorreu o país de lés a lés. Fachada está interessado em questionar convenções no seu próprio tom, no seu próprio tempo, nos seus próprios termos. E é isso que também acontece no recente “Rapazes e Raposas“, síntese de um percurso único na música portuguesa.

Papillon

Papillon é o nome artístico de Rui Pereira, um dos grandes valores da nova música portuguesa. Com a sua participação na Liga Knock Out e com o crescimento do grupo GROGNation, Papillon foi emergindo como um dos melhores rappers da nova  geração. E o ano de 2018 marcou a verdadeira metamorfose, quando Rui Pereira saiu do casulo e lançou o seu primeiro álbum como artista a solo.

Unindo-se a Slow J e Sente Isto, Papillon bateu as asas e lançou “Deepak Looper“, um conto autobiográfico que explora as raízes e cicatrizes do artista de Mem Martins. Desde então os palcos passaram a ser a sua casa e o público foi-se rendendo a Papillon, que surpreendeu nas suas passagens pelos principais palcos nacionais. Durante o ano de 2019, Papillon e a sua banda (composta por Vasco Ruivo, Luís Logrado e X Acto) continuaram a levar “Deepak Looper” aos ouvidos de todos os admiradores de música autêntica. E temas mais recentes como “Sweet Spot” (Feat. Murta) ou “Iminente” (Feat. Plutonio) provam que o músico está em grande forma.

Capitão Fausto

A descrição é simples: “somos uma banda de Lisboa”. E essa simplicidade na descrição também fica patente na música. Os Capitão Fausto fazem canções que nos desarmam de tão autênticas e genuínas. A história de Tomás, Salvador, Francisco, Manuel e Domingos tem o seu primeiro capítulo em 2011 com o disco “Gazela” – aí podemos encontrar a urgência das canções juvenis, os irresistíveis hinos pop que se cantam e que sabem sempre a pouco.

Em 2014, chega o segundo disco, “Pesar o Sol”, que confirma as melhores expectativas e serve de mote para vários concertos memoráveis nos grandes e pequenos festivais, nos clubes, nos teatros e um pouco por todo o país. O terceiro disco surgiu em 2016, com o nome “Capitão Fausto Têm os Dias Contados” e é, sem dúvida, um dos melhores discos portugueses dos últimos largos anos. São pouco mais de 30 minutos de música e palavras em modo pop, recheados de primor e requinte, e que contam as estórias de vida de cada um dos membros da banda.

Os elogios chegam de todo o lado, a crítica ficou rendida e elevou-os a voz de uma geração – “Amanhã Tou Melhor” foi um dos refrões mais cantados no nosso país desde então. Entretanto, em Dezembro de 2017, os Capitão Fausto estiveram em São Paulo, no Brasil, a preparar o quarto álbum de originais. Gravado nos Red Bull Studios São Paulo por Rodrigo “Funai” Costa, assistido por Alejandra Luciani e Fernando Ianni foi produzido e misturado em Alvalade pela própria banda. A masterização esteve a cargo de Brian Lucey no Magic Garden Mastering em Los Angeles.

Sempre Bem” foi o primeiro avanço para “A Invenção do Dia Claro”, o disco mais recente dos Capitão Fausto. Este é um álbum com sabor paulista, um registo tropical e luminoso que promete conquistar o público português. “Amor, a Nossa Vida” e “Boa Memória” são alguns dos novos temas que confirmam os Capitão Fausto como uma das melhores bandas portuguesas da atualidade.

 

Este festival foi uma produção de Musica no Coração com as parcerias de Super Bock, Santa Casa de Lisboa, Casa Ermelinda Freitas, Tranquilidade, SIC, MOP, Filfogo e World Academy.

O Super Bock em Stock regressa em 2021, nos dias 19 e 20 de novembro.

 

 

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