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Governo dos Açores inaugura inovador e único centro nacional de formação para profissionais marítimos

O Governo Regional do Açores, numa obra a cargo da Secretaria Regional do Mar e das Pescas, inaugura no próximo dia 09 de fevereiro, o primeiro centro regional e também nacional de formação para profissionais marítimos, no Parque de Limitação de Avarias, localizado no complexo da ex-Estação da Rádio Naval da Horta, na ilha do Faial.

Este centro inovador, que será gerido pela Escola do Mar dos Açores (EMA), vai formar e preparar os profissionais marítimos das diversas fileiras associadas à economia azul açoriana, para que possam passar a exercer as suas funções com todos os conhecimentos, qualificações e níveis de segurança.

Num investimento de cerca de 1,5 milhões de Euros o centro vai ter capacidade para 32 formandos em simultâneo, constituindo, um impulso na oferta e qualidade formativa proporcionada pelo Governo regional, ao responder às necessidades formativas dos profissionais ligados à economia azul, e aos demais (sub)setores de atividade e serviços prestados na Região Autónoma dos Açores, podendo ainda, vir a formar profissionais provenientes de outras regiões ou do continente.

Apoiado num corpo docente de formadores certificados, a oferta formativa deste novo centro, foi delineada com o objetivo primário de satisfazer as necessidades identificadas e não existentes de formação em Prevenção e Combate a Incêndios estruturais em embarcações e navios, extinção de incêndios em hidrocarbonetos, treino de incêndios em espaços confinados, brigada de incêndios, curso de meios de primeira intervenção, curso de salvamento e desencarceramento, intervenção em incidentes biológicos e tamponamento de Fugas para profissionais marítimos, de acordo com a Convenção Internacional STCW (Normas de Formação, de Certificação e de Serviço de Quartos para os Marítimos).

Focado na economia azul, fundamental nos Açores, vai ainda ser possível, no centro, ministrar formação em mergulho profissional a profissionais de mergulho, uma atividade com cada vez mais procura na região.
Outra das mais valias, deste novo centro é de que pode paralelamente, ministrar formação diferenciada em Prevenção e Combate a Incêndios a vários outros sectores da sociedade, tais como bombeiros, serviços públicos e privados, indústria, estabelecimentos comerciais e particulares.

Os potenciais destinatários deste Centro são os profissionais integrados em entidades públicas ou privadas, designadamente: Bombeiros (formação inicial e treino), Proteção Civil; Agentes aeroportuários, marítimos profissionais e marítimos portuários, Atlânticoline, Portos dos Açores, Municípios Açoreanos, forças de Segurança Pública, Serviços Florestais, serviços de Obras Públicas, Hospitais, Centros de Saúde e demais Empresas (transporte; oficinas; segurança privada; parques de armazenamento de combustíveis, revendedores de combustíveis; comércio e industrias alimentares; carpintarias e mercenárias entre outras).

Todos estes profissionais, vão encontrar no Parque zonas de treino, de simuladores de incêndios diversos para treino e formação com extintores, simuladores de incêndios em hidrocarbonetos na fase líquida e gasosa, extinção de incêndios em espaços confinados como numa casa das máquinas de um navio, nos alojamentos e na ponte. Há ainda, zona de treino de manuseamento de equipamento hidráulico, busca e Salvamento em espaços confinados e/ou em altura, inundações em espaços confinados e por fim um tanque para treino e formação em mergulho profissional e profissionais do mergulho.

A defesa do Meio Ambiente, e uma reduzida pegada verde, foi outra das preocupações centrais na construção deste parque, onde está incluído o Centro, tendo sido concebido de forma a minimizar as emissões para a atmosfera através da implementação de um sistema de controlo do fluxo de combustíveis para os simuladores e da utilização de combustíveis com baixa emissão de fumos, como por exemplo o heptano.

O sistema de drenagem e recolha de águas utilizadas nos treinos, permite que sejam posteriormente decantadas, procedendo-se à remoção dos hidrocarbonetos e em seguida são reintroduzidas no circuito. A preocupação com o meio ambiente passa ainda pela criação de um sistema de recolha de águas pluviais, não sendo assim, utilizada qualquer água da rede pública no abastecimento dos tanques.

Na interligação com a comunidade local, o Parque está preparado, para em caso de necessidade, efetuar o abastecimento de água às viaturas das corporações de bombeiros locais.

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