Os Muse, que vieram substituir Kings of Leon, que os fizeram esquecer, com um concerto soberbo, talvez o melhor concerto do festival 2025, poderoso, visualmente atractivo, um momento único no NOS Alive.
A banda inglesa de rock formada em Teignmouth, Devon, em 1994, não deixou pedra sobre pedra, um concerto inesquecível de uma das melhores bandas de rock. O trio é composto por Matt Bellamy (voz principal, guitarra, teclados), Chris Wolstenholme (baixo, voz de apoio) que vestiu as cores de Portugal em homenagem a Diogo J e Dominic Howard (bateria, percussão).

Foram recebidos por um recinto cheio de fãs para uma performance ao vivo visualmente espetacular, tal como é hábito da banda.
Os Muse passaram em revista uma carreira de êxitos, com canções que passaram pelos álbuns Absolution, Black Holes and Revelations, The 2nd Law, The Resistance, Will of the People, Drones, Origin of Symmetry, Showbiz e Simulation Theory.

Abriram com “Unravelling”, “Interlude”, “Hysteria” e “Stockholm Syndrome” (with Rage Against the Machine’s “Township Rebellion” and Nirvana’s “Endless, Nameless”).
“Simulation Theory Theme” / [JFK] (Matt Bellamy song) (“Woman will be what she was born to be..” instead of “Man will be what he was born to be..”), “Won’t Stand Down”, “Thought Contagion” e “Psycho” foram as canções que se seguira.

O som dos Muse é uma mistura poderosa e evolutiva de Rock Alternativo / Progressivo / Space Rock / Hard Rock / Space Rock / Art Rock e Eletrónica. Esta é a sua base, com estruturas complexas, mudanças dinâmicas e uma sonoridade épica, exploram temas cósmicos apresentando riffs de guitarra pesados e enérgicos.
Incorporam elementos experimentais, influências clássicas (particularmente de compositores românticos como Rachmaninoff e Chopin) e uma forte presença de sintetizadores e texturas eletrónicas. Muitas das suas músicas são hinos que ressoam em grandes públicos.

As letras de Bellamy abordam temas como conspirações governamentais, ficção científica, distopia, alienação, amor e apocalipse. As suas performances ao vivo são lendárias pela sua energia, espetáculo visual (com luzes, projeções e adereços de palco) e pela mestria musical da banda.
Continuaram com “Kill or Be Killed” (Felsmann + Tiley Reinterpretation; shortened; Matt vocals on tape; Chris and Dom on bass and drums), “Compliance”, “Madness”, “Plug In Baby”, “Unintended” (Matt and Dan only; Cryosleep acoustic version), “United States of Eurasia”, “Hanging in Victory Square” (Matt Bellamy song) (shortened; second half only), “Time Is Running Out”, “Supermassive Black Hole”, “Uprising” e “Knights of Cydonia” (with Ennio Morricone’s “Man With a Harmonica” intro).

Com o público conquistado, tiveram ainda tempo para deliciar os fãs com “The 2nd Law: Isolated System” (Dom and Dan only; Dan Lancaster remix), “Undisclosed Desires”, “Prelude” e ainda “Starlight”.

Destaque discografia
- Showbiz (1999): O seu álbum de estreia, que mostrou o falsete de Bellamy e um estilo melancólico de rock alternativo.
- Origin of Symmetry (2001): Ampliou a sua instrumentação, incorporando influências clássicas e solidificando a sua reputação por performances energéticas.
- Absolution (2003): O primeiro de sete álbuns consecutivos a alcançar o número um no Reino Unido, com sucessos como “Time Is Running Out” e “Hysteria”.
- Black Holes and Revelations (2006): Incorporou elementos eletrónicos e pop, com singles como “Supermassive Black Hole” e “Knights of Cydonia”, que lhes trouxe maior sucesso internacional.
- The Resistance (2009)
- The 2nd Law (2012)
- Drones (2015): Um álbum conceptual que marcou um retorno a um som mais pesado.
- Simulation Theory (2018): Destacou-se pela forte presença de sintetizadores e influência de ficção científica.
- Will of the People (2022): O seu álbum mais recente, que combina muitos géneros e temas dos seus trabalhos anteriores.
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