O Fórum Municipal Luísa Todi acolheu o concerto duplo de Maria João e Samuel Gapp Trio & String Quartet para a 10ª edição do Círculo de Jazz Fest
O Círculo de Jazz Fest esteve de volta de 22 a 25 de julho, e este ano comemorou 10 anos de existência. Na passada sexta-feira o Fórum Municipal Luísa Todi, em Setúbal, acolheu os concertos de Maria João e Samuel Gapp Trio & String Quartet.
A primeira parte foi entregue a Samuel Gapp Trio & String Quartet onde dois universos opostos que se encontraram numa fusão natural de dois sons diferentes. O trio, enquanto formação elementar do Jazz, encontra no quarteto de cordas um parceiro à sua medida, misturando-se na sua sonoridade clássica. A liberdade, improvisação e flexibilidade do Jazz encontra o quarteto de cordas estático, baseado na tradição clássica e evolve num som novo, único e impressionante.
Em palco estavam Samuel Gapp no piano, Nelson Cascais no contrabaixo, João Sousa na bateria, Fernando Sá, Maria João e Ana Monteverde nos violinos, e Tiago Rosa no violoncelo.
[Best_Wordpress_Gallery id=”778″ gal_title=”Samuel Gapp Trio & String Quartet luisa todi”]Despois de um intervalo de 10 minutos, ouvimos o segundo espetáculo com Maria João, acompanhada por João Farinha, André Nascimento e Silvan Strauss.
Maria João é conhecida pela flexibilidade vocal e a capacidade de improvisação. Embora seja normalmente associada ao jazz, a sua música incorpora uma mistura de folk/étnico, jazz moderno, música brasileira, avant-garde, eletrónica, sinfónico e outros estilos.
A carreira de Maria João tem sido pautada pela participação nos mais conceituados festivais de jazz da Europa e do mundo. Iniciou o percurso na Escola de Jazz do Hot Clube de Portugal e que, em poucos anos, extrapolou fronteiras, fazendo de Maria João uma das poucas cantoras portuguesas aclamadas no estrangeiro. Possuidora de um estilo único, tornou-se num ponto de referência no difícil e competitivo campo da música improvisada. Uma capacidade vocal notável e uma intensidade interpretativa singular valeram-lhe não só o reconhecimento internacional, como a figuração na galeria das melhores cantoras da atualidade. Unânimes no aplauso, crítica e público nomearam-na “uma voz levada às últimas consequências”, declarando-a “uma cantora que não pára de evoluir”.
Para além da sua pareceria com Mário Laginha, gravou em nome próprio vários álbuns. A nível internacional trabalhou com prestigiados nomes da música, tais como: Aki Takase, Bob Stenson, Christof Lauer, Gilberto Gil, Joe Zawinul, Laureen Newton, Lenine, Guinga, Wolfgang Muthspiel, Trilok Gurtu, Ralph Towner, Manu Katché, Saxofour, Brussels Jazz Orchestra e Frankfurt Big Band, entre muitos outros.
No Ciclo Jazz Fest atuou também a Orquestra de Jazz de Setúbal, A Incerteza do Trio Certo, João Mortágua Quarteto, RAN e NOA.
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