Marisa Liz, Milhanas, Papillon, Capitão Fausto e Carolina Deslandes conquistam Faro
segundo dia do Festival F 2024
O segundo dia do Festival F tinha como principal destaque Marisa Liz, Carolina Deslandes, Dillaz e Drenchill mas também Emmy Curl, Capitão Fausto com Orquestra do Algarve, Milhanas e Papillon foram enormes no último grande festival de verão, com concertos fantásticos.
O Festival começou novamente no Palco Arco com Romeu Bairos natural das Furnas, influenciado pela cultura musical açoriana, leva os sons dos Açores no Festival da Canção 2021, compôs ainda “Saudade” que os Karetus levaram ao Festival da Canção.

Romeu participou ainda na série “Rabo de Peixe” da Netflix, ontem em Faro, integrando novos instrumentos, reinterpretou os cantares tradicionais açorianos, de forma alegre e bem disposta com que conquistou todos os que foram ao início do festival, por lá passaram também Lana Gasparotti e Rick Offen que fechou o segundo dia no Arco.

Já no palco Músicos que voltamos a ter o jazz a abrir, Luís Domingos Miguel Quinteto, liderado por Luís Domingos Miguel apresentou um repertório inspirado na tradição do jazz dos anos 50 e 60 mas com um toque de contemporaneidade. Uma homenagem aos mestres mas sempre com um estilo de modernidade.

Seguiram-se os The Black Teddys uma banda inspirada pelas guitarras elétricas dos The Strokes, pelos refrões melódicos de Arctic Monkeys mas também pela nostalgia e amor de artistas da década de 60 e 70 como The Beatles, David Bowie ou The Doors.
Editam em 2016 editam o seu primeiro trabalho, o EP Midnight Struggles e em 2018 o primeiro álbum, o espaço músicos foi pequeno para tantos que os queriam ver e ouvir, a festa na ARCM – Associação Recriativa e Cultural de Músicos e que todos os anos colabora com o Festival, terminou com Micáh natural Cabo Verde e que levou os ritmos quentes de África e América do Sul ao palco do ARCM.

O palco Museu continua a ser, no geral, sinónimo de boa música no festival, não comercial e ontem, Emmy Curl, Moda Vestra e Bandua foram os artistas escolhidos.
Emmy Curl é uma talentosa cantora e compositora portuguesa que nos levou para um mundo de sonhos e fantasia, com um grupo de fãs dedicados que esteve presente no concerto e a acompanhou na sua performance.
Catarina Miranda, conhecida como Emmy Curl com uma carreira já de 10 anos, combina elementos de folk, eletrônico e pop, uma mistura única e cativante a que junta dança e uma atmosfera mágica em palco. “Mirandum”, “Des é Feito” e “Botar Água na Vinha” são das suas canções mais conhecidas, editou Pastoral recentemente, onde explora a música tradicional portuguesa a que junta jazz e pop.

Os Moda Vestra subiram então ao palco Museu o duo algarvio constituído por João Frade no acordeão, Sickonce na eletrônica, que levaram sonoridades musicais tradicionais da região, com uma roupagem e interpretação contemporânea, foram os Bandua que terminaram o segundo dia de música no Museu.
Bandua nome que remete para a mitologia ibérica pré-romana, era uma das deusas protetoras dos Lusitanos, é o projeto do músico e produtor luso-brasileiro Tempura the Purple Boy e o músico português Edgar Valente.

Lançaram no início do ano passado o seu primeiro álbum, com música melancólica e contemplativa, cantado em português, com sonoridades, poemas e canções populares da Beira Baixa recriadas de forma contemporânea de pop electrónica influenciada pelas tradições pagãs e mouriscas desta zona raiana.
Com um visual arrojado e uma interpretação ousada, deram ao público um concerto energético e dançável que conquistou todos os que marcaram presença.
O Palco Águas do Algarve – Castelo contou neste segundo dia com B Fachada, o nome artístico de Bernardo Fachada, compositor, multi-instrumentista, produtor que fez parte da banda Diabo na Cruz, com a qual percorreu o país de lés a lés. Colaborou com Dead Combo, Lula Pena, Manel Cruz, Manuela Azevedo, Márcia, Norberto Lobo, Nuno Prata ou Samuel Úria, e abriu concertos de Kurt Vile e Vashti Bunyan. O segundo dia neste palco terminou com Artmusa que conta com o rapper Rafael Peyroteo, Andreia Viegas, cantora de igreja e Jorge Evaristo aka DJ JEXXX este grupo de Chill Out, Reggae e Rap.

No Carby – Magistério subiram ao palco Manga Limão, Pikika e Acácia Maior, com concertos bem conseguidos.
Manga Limão composto por Pedro Baptista, YURI, Mulé e Tommaso Antico levou o Disco e Hip-Hop, ao palco Magistério com uma música alegre e dançante encheu o espaço de público que se divertiu, cantou e dançou, de início ao fim, ao som de Manga Limão.

Seguiu-se Pikika, que com a sua voz doce conquistou quem a foi ver, cantora e compositora portuguesa conhecida pela sua música de dança melancólica, as suas canções mais conhecidas são “longe.com”, “Teima” e “amor fora de stock”.
O palco fechou com Acácia Maior de que fazem parte Henrique Silva e Luís Firmino, que apresentaram a sua música com raízes cabo-verdianas, têm colaborado com diversos artistas como Festival F 2024 e espalharam o calor de Cabo Verde pelo palco Magistério.

O Palco Bandida – Quintalão contou também com bons artistas, primeiro um excelente concerto Milhanas, depois Glockenwise e Moullinex GPU Panic.
Milhanas depois de a termos visto pela primeira vez no SuperBock em Stock que na companhia de Agir deu um excelente concerto, e continua a evoluir apresentado música com conteúdo, e Faro viu uma Milhanas fantástica.
Nascida em 2001, interessou-se pela música muito cedo, estudou violino, técnica vocal, fez parte de um combo jazz e outro de música moderna, participou no coro gospel, teve formação musical, história da música, composição e ainda teatro musical.
Tudo isto fez de Milhanas o que é hoje e o que esperamos seja no futuro, uma cantora e compositora inspirada não fosse Fausto a sua maior influência musical, com quem o seu pai produzia e atuava.
Lançou o seu primeiro tema original, “Lamentos”, em 2021, a que se seguiu, “Mais que Ao Sol” e “Mundo”. O seu álbum de estreia De Sombra a Sombra foi editado a 26 de Maio de 2023, com “Eu de Prosa” como single em destaque.
Em 2023 foi nomeada para os Globos de Ouro na categoria de Melhor Música com “Mais Que Ao Sol” e na categoria de Revelação, em Faro provou que é mais que uma revelação é já uma confirmação da nova geração de autoras portuguesas.

Os Glockenwise foram os segundos artistas a subir ao Bandida, a banda de Barcelos, no Minho e o palco fechou com Moullinex △ GPU Panic, que junta os dois nomes e experiências que continuam a crescer com novas metas criativas a cada concerto.

Mas claro a par do palco Sagres – Ria, o palco Sé que contou com os Capitão Fausto e a Orquestra do Algarve, Papillon e Deejay Telio previa ter momentos fantásticos, e assim foi.
São conhecidos pelos seus concertos fantásticos, pela sua legião de fãs que os segue para todo o lado e músicas que são autênticos hinos de uma geração. Em Faro os Capitão Fausto tiveram a companhia da Orquestra do Algarve, conduzida e com arranjos de Martim Sousa Tavares, num palco que foi muito pequeno para um conjunto enorme de músicos, que tirou liberdade de movimentos aos Capitão Fausto. Apresentaram no Algarve o seu álbum Subida Infinita, um concerto único, em que os arranjos orquestrais deram às canções dos Capitão Fausto uma outra beleza.
Um dos melhores concertos do segundo dia do Festival, que teve uma praça cheia a assistir, entre jovens e menos jovens, todos cantaram e dançaram aos temas da banda.

Seguiu-se Papillon que continua a trilhar o seu caminho com segurança e talento, é um dos mais energéticos e genuínos MC’s da música portuguesa. Cada concerto é uma viagem de emoções, do amor à mágoa, passando pela superação dos desafios a celebração da vida, continua a conquistar op público, que não lhe nega carinho e aplausos, Faro foi mesmo conquistada por Papillon, pela sua música e simpatia que não deixa ninguém indiferente.
Lançou o seu primeiro álbum em 2018, Deepak Looper, que leva ao mundo uma auto-reflexão que explora as raízes, cicatrizes, e os processos de aprendizagem do rapper, com produção executiva de Slow J e colaboração Plutonio, Lhast, Holly, Fumaxa, Charlie Beats, e que lhe deu reconhecimento.
O palco fechou com o som de Deejay Telio músico, produtor e compositor angolano, já assinou vários êxitos globais, conhecido por “Não Atendo” , “Molexado”, “Fazer acontecer”, ou ainda o recentes “Solteiros”, “Tropa do Madruga” e“Picareta”. Deejay Telio teve em Faro mais um dia de plateia cheia de fãs que vibraram a cada canção.

O palco principal contou com Marisa Liz, Carolina Deslandes, Dillaz e Drenchill com as duas artistas a terem “casa cheia” para dois grandes concertos que conquistaram plateias cheias de fãs.
Marisa Liz, cantora, autora e compositora e uma dos nomes mais importantes da música portuguesa actual, foi ao festival dar um grande concerto, o seu primeiro álbum a solo Girassóis e Tempestades continua a conquistar quem o ouve e o concerto é de facto incrível, se existe um defeito é a introdução de uns painéis que nada trazem ao espectáculo, separam a artista da banda, e diminuem a dinâmica do concerto, interrogo-me de quem terá sido esta ideia muito infeliz, e tremos de imagem é no mínimo, “parvo”.
Temas como “Guerra Nuclear”, um original inédito de António Variações que lhe foi oferecido pela família de Variações e no qual a voz do artista surge ao lado de Marisa Liz de forma surpreendente, “Olha Lá” e “Foi Assim Que Aconteceu” foram temas que passaram por Faro, a energia contagiante em palco de Marisa Liz conta com Vasco Duarte nas guitarras, Penthy Roussies no baixo, Ariel Rosa na bateria e Gui Salgueiro nos teclados e programações que não devem ficar escondidos por trás de uns paineis ridículos que nada trazem ao concerto, só o diminuem.
A vocalista dos eternos Amor Electro e Donna Maria, voltou a dar um concerto inigualável, a mentora no programa de televisão The Voice, durante 10 temporadas, Marisa Liz é uma figura muito importante e incontornável na música portuguesa.

Carolina Deslandes uma figura ímpar mas sempre controversa da música portuguesa, de um talento inigualável, junta ao seu redor, músicos talentosos, e uma legião de fãs que a seguem para todo o lado a acarinham em todos os consertos e vivem cada canção de forma intensa.
Editou em 2023 o álbum duplo CAOS e calma, que conta com os temas “Vai Lá”, “Saia da Carolina” e “Brincar de Ser Feliz” que se tornaram êxitos de um dia para o outro, que se juntaram a temas como “Avião de Papel”, “A Vida Toda” entre tantos outros que fizeram dela uma das artistas mais importantes da sua geração,
Carolina continua a encher salas por todo o país, entre as quais a Super Bock Arena, e foi primeira cantora pop portuguesa a atuar no Altice Arena, completamente cheio, em nome próprio num dos seus melhores concertos até hoje.
Em 2022 esgotou os Coliseus de Lisboa e do Porto e recebeu o Globo de Ouro de Melhor Atuação pelo concerto no Coliseu dos Recreios, que juntou aos dois que já tinha conquistado, para Melhor Música com “A Vida Toda” e “Por Um Triz”, música que levou ao Festival da Canção 2021.
Este ano estreou-se no teatro ao lado da sua “irmã” Bárbara Tinoco no musical “A Madrugada Que Eu Esperava”, que também deu origem a um disco, uma artista com tanto talento, facilmente conquistou um público de todas as gerações que esteve no recinto do Festival a sua alegria, simpatia e honestidade cativam sempre os seus fãs.

Dillaz foi o artista que se seguiu, rapper e produtor português conhecido pelo seu estilo inovador e letras socialmente conscientes, obteve um grande reconhecimento pela sua capacidade de misturar diferentes géneros musicais, hip-hop, armadilha e R&B, que lhe deu uma sonoridade única em Portugal.
Vencedor de vários prémios, incluindo o MTV Portugal Music Awards for Bep Hip-Hop Act e o Best Portuguese Act. tem em carteira álbuns aclamados pela crítica, como Reflexo e Vida Real, que conquistaram os fãs e as tabelas portuguesas.
Dillaz colaborou com artistas de renome de todo o mundo, como o rapper francês Booba e o cantor americano Ty Dolla $ign é um acérrimo defensor do ativismo social, a justiça social é uma das suas batalhas e utiliza a sua música e redes sociais para aumentar a consciencialização sobre questões importantes, como o racismo e a desigualdade.

O palco encerrou o segundo dia com Drenchill, coroado pelo Spotify Wrapped como o artista português mais transmitido em todo o mundo.
Os êxitos internacionais como “Freed From Desire”, “Never Never”, “Forever Summer” e “Starlight” trouxeram ao DJ e produtor a aclamação fora de Portugal, a que somou discos de ouro e platina.
O talento de Drenchill chamou a atenção de muitas figuras internacionais, por isso não foi com espanto que recebeu o convite para remisturar “Bailar Contigo” dos Black Eyed Peas e Daddy Yankee, que o grupo californiano promoveu na sua conta oficial de Instagram.
Drenchill mistura house, tech house e EDM comercial, e ao longo da carreira, tem estado igualmente no TOP 10 de airplay de várias estações de rádio internacionais, o que se alastra ao Shazam em múltiplos países, incluindo #1 em Espanha com “Freed From Desire”.
Os seus espetáculos são emblemáticos, inesquecíveis e emocionantes, e ontem, voltou a deixar agarrado todos os que não saíram do recinto sem ouvir Drenchill.
Hoje pode ver no Festival F
7 de setembro
- 19.30 Norberto Lobo < Palco Arco
- 20.00 Al Guitar Duo < Palco Músicos
- 20.15 Filipa Vieira < Palco Museu
- 21.00 Carminho < Palco Grupo Timing – Sé
- 21.30 Resistência < Palco Sagres – Ria
- 21.45 Jean Christian Et Les Rêves Enfouis < Palco Museu
- 22.00 Na Mesma Rua < Palco Carby – Magistério
- 22.00 Girls 96 < Palco Arco
- 22.30 Virgem Suta < Palco Bandida do Pomar – Quintalão
- 23.00 Iris < Palco Grupo Timing – Sé
- 23.00 The Dead Men Shoes < Palco Músicos
- 23.30 Van Zee < Palco Sagres – Ria
- 23.30 Inês Monstro < Palco Museu
- 23.45 Vaiapraia < Palco Carby – Magistério
- 23.45 Lum < Palco Aguas do Algarve – Castelo
- 00.00 DUO42 < Palco Arco
- 00.15 Expresso Transatlântico < Palco Bandida do Pomar – Quintalão
- 01.00 Pongo < Palco Grupo Timing – Sé
- 01.00 Two Step Flow < Palco Músicos
- 01.15 Cachupa psicadélica < Palco Aguas do Algarve – Castelo
- 01.30 T-Rex < Palco Sagres – Ria
- 01.30 Putzgrilla < Palco Carby – Magistério
- 02.00 Danzo < Palco Músicos
- 02.15 Throes + The Shine < Palco Bandida do Pomar – Quintalão
- 03.00 Karetus < Palco Sagres – Ria
Siga-nos nas redes sociais como o Facebook, Twitter, Instagram, Youtube e TikTok e veja os nossos conteúdos exclusivos.



