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Mariza, uma Voz incontornável, um Concerto Fenomenal

Campo Pequeno

A Fadista apresentou no Campo Pequeno o seu novo disco “Mariza canta Amália”, um disco tributo à grande Diva do Fado, Amália Rodrigues.

O Campo Pequeno foi pequeno para todos os que ali foram ouvir Mariza, a fadista, a embaixatriz do Fado.

Mariza apresentou-se ao Campo Pequeno com orquestra e com Filipe Ferreira na viola, Luís Guerreiro na guitarra portuguesa, João Frade no acordéon, Adriano Alves no baixo e João Freitas na percussão.

Mariza > Campo Pequeno ©Luís M. Serrão – iNeews < 2021.12.04

Ao som de “Estranha Forma de Vida” e “Com que Voz” deu-se início a uma excelente noite de fado, de emoções ao rubro e a noite continua com Mariza a dizer ao público que “cantar na minha cidade é tão bom, é um prazer enorme fazer este concerto e receber-vos, começamos com esta orquestra maravilhosa, trazendo temas do último disco, que é um tributo à grande voz do fado, de todo o sempre, a grande Amália Rodrigues. Confesso que estou nervosa, muito nervosa, cantar na minha cidade deixa-me sempre de nervos em franja, e por isso vamos animar a festa com outro tema de Amália, ‘Cravos de Papel’”.

E a fadista continua “também estou a comemorar os meus 20 anos de percurso artístico, quando gravei o disco no Brasil, com o produtor Jaques Morelenbaum, havia temas de que eu era mais fã do que outros, o próximo que vou cantar considera-o o seu tema favorito, para vocês (público), ‘Lágrima’”.

Mariza > Campo Pequeno ©Luís M. Serrão – iNeews < 2021.12.04

Mas Mariza não esqueceu outro nome grande do Fado e é com o tema “Gaivota” que recorda Carlos do Carmo. Também não esquece as suas origens, Moçambique, e assim ao som da morna ouvimos “Beijo de Saudade”.

A artista revelou que os pais são os seus maiores críticos, “a minha mãe é mais”, diz ela a rir, ela pôs o disco, ouviu as faixas, e quando chegou a ‘Foi Deus’ disse, “agora sim”….

De Matias Damásio que está na plateia e para quem a artista pede uma salva de palmas, canta “Quem me Dera”, seguiram-se “Meu Fado Meu”, “Alma” e “Quem me Dera”.

Mariza > Campo Pequeno ©Luís M. Serrão – iNeews < 2021.12.04

Numa noite de confidências revela a artista que é bastante chata na gravação de um disco, intromete-se na poesia, na composição, faz pesquisa e quanto ao tema que vai cantar a seguir, conta que  cantou-o em 2018, foi um momento inesquecível, um poema que ama de paixão, porque o que as palavras dizem são actos profundos de amor, e de Alexandre O’Neil, canta “Há Palavras que nos Beijam”. 

Um dos momentos mais extraordinários da noite foi criado com Filipe Ferreira, o músico fantástico que a acompanhou na guitarra e em que Mariza expõe toda a sua voz, sem microfone e para um Campo Pequeno, lotado, a fadista oferece “Chuva”. E arrepiante também foi ouvir “Melhor de Mim”, pois não foi só Mariza que cantou, o público encantou ao cantar com ela. 

Mariza > Campo Pequeno ©Luís M. Serrão – iNeews < 2021.12.04

Nas suas confidências revela ainda que também escreve e um dos seus poemas foi gravado, conta que considera ser bastante difícil cantar o que escreve, pois sabe o que sentia quando o escreveu, que tenta sempre tirar o tema do alinhamento mas os seus músicos não deixam (risos) e dedicada ao público canta “Oração”.

Segue-se um momento mais alegre com “Sr. Vinho”, “Verde Limão”, “Rosa Branca” e “Maria Lisboa”.

A terminar uma excelente noite de fado, e como não podia deixar de ser “Ó Gente da Minha Terra”, “Insensatez” e “Barco Negro”.

Este foi um concerto emocionante, uma viagem de memórias, recordando emblemáticos fados e grandes canções de Mariza.

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