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Microsoft anuncia nova cloud para ajudar as organizações a alcançar emissões líquidas zero

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  • A empresa apresenta a preview pública da Microsoft Cloud para Sustentabilidade, uma cloud especializada para acelerar a jornada da Sustentabilidade das organizações
  • No último ano, a Microsoft assinou acordos de compra de energia renovável em 10 países, tornando-se na maior compradora corporativa de energia renovável em 2021
  • A Microsoft lançou um plano para reduzir o uso de água nos seus centros de dados arrefecidos por evaporação em 95% até 2024

Desde 2010, o número de utilizadores de Internet em todo o mundo duplicou e, até 2022, espera-se que o tráfego global aumente em 4,2 zettabytes por ano, enquanto as ligações móveis e de Internet das Coisas (IoT) se multiplicam. Estas tendências refletem uma digitalização exponencial que é sustentada pela cloud e que se traduz numa procura crescente por centros de dados. Como resultado, a indústria da cloud enfrenta um grande desafio: continuar a escalar a capacidade computacional – essencial para um modelo de economia digital – e reduzir as emissões de carbono para preservar o planeta.

Para avançar no objetivo “Net Zero” (emissões líquidas zero), a Microsoft está a investir significativamente em I&D nas suas infraestruturas de cloud e a partilhar a sua experiência nesta área, como também quer ajudar as organizações a registar, informar e reduzir com mais eficácia as suas emissões de carbono. Para isso, lança a preview do Microsoft Cloud para Sustentabilidade, uma cloud especializada que oferece às organizações a capacidade de aceder a um conjunto de conhecimentos completos, integrados e automatizados para acelerar cada etapa do seu caminho para a Sustentabilidade.

E a Microsoft Cloud para Sustentabilidade aproveita a amplitude de toda a cloud da Microsoft: é um pacote de solução de Software como Serviço (SaaS) que se conecta a fontes de dados, acelera a integração de dados e relatórios, fornece contabilidade precisa do carbono, mede o desempenho em relação a objetivos, e permite insights inteligentes para que as organizações possam tomar medidas mais eficazes em matéria de Sustentabilidade.

Os centros de dados devem ser parte da solução para a descarbonização generalizada, mas os desafios climáticos que enfrentamos não serão resolvidos por apenas uma empresa ou indústria. A nossa missão é encontrar formas de melhorar as operações dos nossos centros de dados, partilhar estas aprendizagens com toda a indústria da cloud e capacitar os nossos clientes e parceiros através de ferramentas para medir os seus progressos na sustentabilidade“, refere Noelle Walsh, Vice-Presidente Corporativa de Operações Cloud e Inovação da Microsoft.

O futuro do Centro de Dados
Com a crescente procura da cloud nos setores público e privado, é fundamental dedicar recursos para encontrar soluções criativas e inovadoras a fim de alcançar os objetivos ambiciosos de Sustentabilidade.

Atualmente, a migração para Azure oferece uma solução mais sustentável – até 98% mais eficiente em termos de emissões de carbono e até 93% mais eficiente em termos de consumo energéticos – do que os centros de dados tradicionais. No entanto, o compromisso da Microsoft vai mais longe: ser negativa em emissões de carbono até 2030 e, até 2050, remover do ambiente todo o carbono que a própria emitiu, diretamente ou através do consumo de eletricidade, desde a sua fundação, em 1975.

Para tal, a Microsoft lançou uma série de iniciativas que também podem ajudar a indústria a definir o futuro dos centros de dados. Algumas das mais significativas:

  • Reduzir a utilização de água nas operações dos centros de dados em 95% até 2024 e ser positiva em relação à água até 2030: a empresa está a trabalhar para alcançar a máxima otimização do consumo, adaptando-se ao clima em todas as partes do mundo. Este projeto tem o potencial de eliminar a utilização de água para arrefecimento de centros de dados em cidades como Amesterdão, Dublin, Virgínia ou Chicago, ao mesmo tempo que reduz a sua utilização em zonas desérticas até 60%.
  • Investigação contínua sobre arrefecimento por imersão como alternativa à água: a Microsoft foi o primeiro fornecedor de cloud a utilizar o arrefecimento por imersão líquida. Além disso, a sua aplicação em cenários de overclocking está a ser estudada, o que demonstra que este tipo de arrefecimento líquido pode ser aproveitado não só para fins de Sustentabilidade, mas também para alcançar um maior desempenho do chip em tecnologia de Inteligência Artificial e machine learning e criar servidores mais densamente compactados em espaços menores. Além disso, a utilização desta técnica de arrefecimento pode aumentar em 20% a vida útil dos chips, contribuindo para uma melhor utilização do hardware e uma maior Sustentabilidade.
  • Conceção de centros de dados que apoiam ecossistemas locais: a Microsoft tem vindo a avaliar o desempenho dos ecossistemas em 12 regiões de centros de dados em termos de quantidade e qualidade da água, ar, carbono, clima ou biodiversidade. O objetivo é renovar e revitalizar a área circundante para proporcionar valor regenerativo à comunidade local e ao meio ambiente. Os resultados desta investigação já estão a ajudar a dar forma a um dos seus primeiros projetos no norte da Holanda.
  • Reduzir a pegada de carbono da conceção e construção dos centros de dados: o carbono associado aos materiais e processos de construção representa pelo menos 11% das emissões globais de gases com efeito de estufa durante todo o ciclo de vida de um edifício ou infraestrutura, de acordo com os últimos dados da Global Alliance for Buildings and Construction. A Microsoft planeia construir anualmente entre 50 e 100 novos centros de dados e, graças à calculadora EC3 (Embodied Carbon in Construction Calculator) desenvolvida pela Building Transparency, estima que possa reduzir o carbono incorporado no betão e no aço utilizado entre 30 e 60 por cento.

Sucessos no compromisso com a Sustentabilidade
O nosso progresso atual é possível graças aos investimentos que realizámos no desenvolvimento de centros de dados avançados e no codesenvolvimento, em colaboração com os nossos parceiros, de soluções e ferramentas baseadas na cloud que podemos utilizar nas nossas operações diretas e que também estão disponíveis para o mercado em geral”, acrescenta Noelle Walsh.

Alguns dos marcos mais recentes alcançados pela Microsoft:

  • Energia renovável e descarbonização da rede: em julho, a empresa ampliou o seu objetivo de alcançar o fornecimento de energia 100% renovável até 2025, comprometendo-se a manter 100% do consumo de eletricidade 100% do tempo, através da compra de energia sem carbono. Nos últimos 12 meses, a Microsoft assinou novos acordos de compra de energia renovável para aproximadamente 5,8 gigawatts em 10 países de todo o mundo, com mais de 35 acordos individuais. De acordo com a BloombergNEF, a Microsoft é a maior compradora corporativa de energia renovável em 2021.
  • Criação de Microsoft Circular Centers para estender o ciclo de vida dos servidores e reutilizá-los, reduzindo o desperdício: em 2020, os principais fornecedores da Microsoft reduziram a sua pegada de carbono ao equivalente a 21 milhões de toneladas de dióxido de carbono e, durante o próximo ano, irão estender este modelo a todos os seus ativos de computação em cloud para alcançar uma reutilização de 90% dos equipamento eletrónicos.
  • Certificação LEED (Leadership in Energy and Environmental Design) Gold: a empresa planeia obter esta certificação para todos os seus centros de dados, garantindo assim a eficiência energética e os recursos de todos os seus edifícios. Até ao momento, o centro de dados de Arizona, que abriu em junho, já conta com esta certificação.
  • Trabalho conjunto com a cadeia de fornecimento da cloud para reduzir as emissões indiretas (Âmbito 3): os principais fornecedores da Microsoft já reduziram a sua pegada coletiva em 23,2 milhões de toneladas de dióxido de carbono equivalente (CO2e) e pouparam um total de 1,47 mil milhões de dólares, de acordo com o mais recente ciclo de relatórios do Carbon Disclosure Project (CDP).

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