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Ministro da Cultura apresenta Prémios Literários Estoril Sol

Em cerimónia solene, agendada para a próxima quarta-feira, 23 de novembro, a partir das 18 horas, no Auditório do Casino Estoril, o Ministro da Cultura, Pedro Adão e Silva, entrega os Prémios Literários Fernando Namora e Agustina Bessa-Luis, instituídos pela Estoril Sol, e referentes a 2021, respectivamente, a João Tordo e Catarina Gomes, bem como o Prémio Vasco Graça Moura – Cidadania Cultural. atribuído ao editor Zeferino Coelho.

O Júri deliberou atribuir o Prémio Literário Fernando Namora, com o valor pecuniário de 15 mil euros, ao escritor João Tordo pelo romance “Felicidade”.

Em acta ficou registado que “Felicidade” “é um romance de formação emocional e afectiva de um homem constituído em narrador, embora sem nome que o identifique ao longo do livro. O dramatismo de solidão do narrador e protagonista de romance assume grande intensidade e poder de envolvência no leitor. Também a engrenagem se situa num plano de realização preciso mas criativo. Os nomes das três figuras femininas, Felicidade, Esperança e Angélica, projetam um simbolismo que expande o próprio processo imaginativo”.

Por sua vez, em relação ao Prémio Literário Revelação Agustina Bessa-Luís, com o valor de 10 mil euros, o Júri distinguiu a jornalista Catarina Gomes com a obra original “Terrinhas”.

Ao eleger “Terrinhas”, o júri considerou tratar-se de “um romance que, a partir do ponto de vista de uma mulher tipicamente citadina, coloca em confronto o mundo rural e o mundo urbano. A memória dos pais, que quase religiosamente vão à terra para trazer batatas, as quais invadem a cozinha e o imaginário da narradora, fornece a visão irónica e, por vezes, mesmo hilariante, com que esta avalia a infância e enfrenta dores e dramas da idade adulta. A alegria e a comovente ternura na avaliação da vida e da morte, associadas a uma escrita fluida e elegante, dão a este romance, um indiscutível alcance literário, que importa valorizar e divulgar”.

Finalmente, o Prémio Vasco Graça Moura – Cidadania Cultural, o Júri entendeu distinguir o editor Zeferino Coelho, enaltecendo a “ação desenvolvida, ao longo de mais de cinquenta anos, como editor e ativo promotor da literatura e da cultura da língua portuguesa no mundo”.

Na acta do Júri lê-se que Zeferino Coelhoiniciou o seu trabalho como editor em 1969 na Editorial Inova, onde esteve até ao ano de 1971, tendo em 1977 entrado para a Editorial Caminho. Foi editor de José Saramago, desde o romance Levantado do Chão e todos os outros livros publicados, até à sua morte, pelo Prémio Nobel da Literatura portuguesa. Foi ainda editor de oito vencedores do Prémio Camões, o mais importante da nossa língua – por ordem cronológica da sua atribuição: José Craveirinha, o próprio Saramago, Sophia de Mello Breyner, Luandino Vieira, Arménio Vieira, Mia Couto, Germano Almeida e Paulina Chiziane. Só por si, este conjunto de autores editados, entre muitos mais, por Zeferino Coelho, demonstra bem a importância da intervenção cultural do premiado, em especial no tocante à difusão nacional e internacional da literatura de língua portuguesa”.

Presidido por Guilherme d`Oliveira Martins, o Júri dos Prémios da Estoril Sol, foi ainda constituído por José Manuel Mendes, pela Associação Portuguesa de Escritores, Manuel Frias Martins, pela Associação Portuguesa dos Críticos Literários, Maria Carlos Gil Loureiro, pela Direcção-Geral do Livro, Arquivos e Bibliotecas, Ana Paula Laborinho, Liberto Cruz e José Carlos de Vasconcelos, convidados a título individual e, ainda, Dinis de Abreu, em representação da Estoril Sol.

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