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Ministra da Cultura entregou os Prémios da Estoril Sol a Emílio Rui Vilar, Francisco José Viegas e Marta Pais de Oliveira

Cerimónia realizada no Auditório do Casino Estoril

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O Auditório do Casino Estoril acolheu a entrega do Prémio Vasco Graça Moura – Cidadania Cultural – a Emílio Rui Vilar, e dos Prémios Literários Fernando Namora e Agustina Bessa-Luis, instituídos pela Estoril Sol, e referentes a 2020, respetivamente, a Francisco José Viegas e Marta Pais de Oliveira. A Ministra da Cultura, Graça Fonseca, presidiu a este evento, referindo, “quero agradecer o convite para participar na cerimónia de entrega destes prémios que evocam três figuras singulares não só da literatura portuguesa, mas também da nossa cultura e cidadania”.

A Ministra da Cultura congratulou-se por o Grupo Estoril Sol, “a cada ano, criar novos caminhos na cultura portuguesa, mostrando que é um autêntico mecenas da criação literária em Portugal e do reconhecimento da cidadania cultural. A continuidade e persistência com que o têm feito são especialmente importantes no contexto social que atravessámos e na qual o apoio à criação cultural foi tão fundamental para que a cultura pudesse continuar a acontecer”.

No enquadramento das obras vencedoras, Guilherme d’Oliveira Martins, Presidente do Júri, recordou que “A Luz de Pequim”, de Francisco José Viegas, que venceu o Prémio Fernando Namora, “é um romance que interroga o tempo e o que fazemos com ele, fazendo uma avaliação de experiências passadas e incertezas atuais”. Já sobre Marta Pais de Oliveira que foi distinguida com o Prémio Revelação Agustina Bessa Luís, realçou que a obra vencedora, “Escavadoras”, se destaca “por uma narrativa que atrai naturalmente, não só pelas vertentes oníricas, mas também pelo sentimento de perda que ume o universo existencial das personagens”.  

Em relação ao Prémio Vasco Graça Moura, o Presidente do Júri disse que “Emílio Rui Vilar constitui um expressivo exemplo de cidadania cultural. O percurso profissional constitui a afirmação de uma constante, importante e significativa ação cultural desenvolvida durante um longo e profícuo período, mormente como administrador ou gestor à frente ou com responsabilidades em grandes e prestigiadas instituições”. 

No uso da palavra, Emílio Rui Vilar sublinhou, “O nome do patrono do prémio – Vasco Graça Moura – é razão de júbilo. O Vasco Graça Moura foi uma das pessoas mais talentosas que conheci. Parecia um homem do renascimento: a cultura invulgar, o domínio das línguas, a capacidade criativa e inventiva, o conhecimento musical e as suas invejavelmente bem arrumadas bibliotecas tornavam-no apto a fazer bem tudo – e foi muito – a que meteu mãos: poesia, romance, ensaio, tradução, polémica para além de ter sido advogado e gestor cultural. Defensor da língua, na longa lista de prémios que recebeu, falta um que merecia: o Camões. Mas é a sina dos melhores”.

Já Francisco José Viegas começou por agradecer “o Prémio Fernando Namora à Estoril Sol. Faço-o na pessoa do Dr. Mário Assis Ferreira, que conheci justamente na entrega de outros Prémios Fernando Namora, ironia pessoal, hoje temporariamente mudei de campo, traindo o lugar de editor e passando para o lugar de autor. Devo admitir que é mais confortável.

Por sua vez, Marta Pais de Oliveira, vencedora do Prémio Agustina Bessa Luís, afirmou: “Honra-me receber o Prémio com o seu nome. Agradeço à Estoril Sol o serviço prestado à cultura, defender a cultura é defender o pensamento e a democracia. Agradeço a quem leio. A quem me lerá agradeço. Perseguirei agora os livros que ainda não o são.

Na abertura da cerimónia, Mário Assis Ferreira, referiu: A promoção da Cultura é um desígnio que nos acompanha há muito nesta Casa e ao qual nos queremos manter fiéis, não obstante as contrariedades conjunturais que nos assediam. De facto, a aposta nas Artes, na Cultura, na Música e no Espetáculo continua a ser um objetivo estruturante da Estoril Sol, um conceito original de que nos orgulhamos e que faz a diferença, embora a crise epidémica nos tivesse forçado a limitar a oferta, em obediência aos normativos das autoridades da Saúde, condicionantes dessas atividades em espaços fechados. 

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