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mutu editam “A morte do artista” dia 28 de abril

e apresentam novo videoclip “A Seita”

“A Seita”, terceiro single dos mutu presente no álbum de lançamento da banda, centra-se numa das mais ancestrais ferramentas de controlo populacional: as seitas.

De um ponto de vista histórico, o exemplo mais vincado reside nas ordens religiosas, que utilizam figuras de poder superior como veículo para a implementação de regras sociais, controlo comportamental e exercício de poder em massa.

Nos dias de hoje, as seitas assumem uma figura bem mais camuflada. Numa sociedade onde a idolatração, a regra e o bem parecer imperam, os grupos de poder servem-se disso mesmo para exercer o seu controlo de forma subtil e eficaz.

Num constante assédio para seguir o “bom exemplo”, caso optemos pela diferença somos confrontados imediatamente pela crítica, o julgamento e a imposição do medo! Um claro exemplo disto está no atrito que os artistas enfrentam quando tentam evitar serem arrastados para o caudal da profissão convencional, facto este retratado no videoclipe do tema, produzido pela DOC Narrativa e realizado pela Juliana Ramalho.

“A Seita” pretende ser um estímulo à análise minuciosa das formas de poder que nos rodeiam e do seu impacto individual e social, mas também um grito de resistência à pressão por elas aplicadas.

ÁLBUM A MORTE DO ARTISTA

Com uma forte componente identitária, num registo musical contemporâneo, A Morte do Artista, o primeiro trabalho discográfico dos mutu mistura os diferentes percursos dos músicos envolvidos. A esse cruzamento de influências juntam-se mensagens que pretendem despertar no ouvinte pensamento crítico sobre problemáticas sociais dos dias de hoje.

A expressão popular que dá nome ao disco serve de invólucro dos vários temas abordados. Assistimos hoje a um desbaste colectivo da criatividade pela pressão crescente das rotinas quotidianas e do fluxo migratório colectivo para os grandes centros urbanos. Deixamos secar as nossas fontes criativas, as nossas origens, pessoas e costumes em prol do sonho do sucesso laboral e financeiro. Abdicamos muitas vezes de quem somos e do que realmente queremos, por este desconfortável conforto. Este disco é por isso uma chamada de atenção, um toque de despertar introspectivo para estas questões sociais e individuais que se tornam urgentes. Na era da tecnologia avançada criámos e desenvolvemos inteligência artificial criativa, algo irónico, pois enquanto as máquinas se tornam artísticas, nós definhamos esta dimensão tão humana. Será que estamos mesmo a assistir à Morte do Artista?

A Morte do Artista vai ser editado no dia 28 de Abril.

©Juliana Ramalho

BIOGRAFIA mutu

Os mutu são um projeto bracarense, com início em 2020, que consolida num só registo influências que vão desde a música electrónica à tradicional. Com uma abordagem moderna, procuram sensibilizar o público a refletir, através da arte, sobre o meio que o rodeia.

Conta com a participação de músicos oriundos de várias influências musicais: Diogo Martins na voz, Pedro Fernandes nos sintetizadores e guitarra, Nuno Gonçalves nos teclados e João Costeira na bateria.

Diogo Martins iniciou-se na música pela guitarra clássica e em 2009 fundou os Nó(s), um dueto acústico de originais em Português. Esteve envolvido nos grupos de percussão tradicional da Universidade do Minho e em 2010 fundou a Cabra Çega, banda dedicada à música de raíz tradicional que editou um álbum em 2012.

João Costeira, músico desde 2013, iniciou a sua formação em bateria em 2015 na Escola de Jazz do Porto. Projetos: Os Canto Esquina, GrandFather’s House, MÁLÁLÁ, Dead Men Talking, Palas. Discografia: EPs À Sorte 2014, Dente de Leão 2018 e Causa Perdida 2019; LPs Slow Move 2016, Diving 2017, Places Without Answers 2018.

Nuno Gonçalves, em atividade desde os 16 anos, estuda piano desde os 12 anos, tem os diplomas de 6º Grau de Piano Clássico e o 5º Grau de Piano Jazz pela ABRSM. Começou com o projeto Os Canto-Esquina que chegou ao fim. Integrou em 2017 o projeto GrandFather’s House. Neste momento conta com 2 discos editados.

Pedro Fernandes, músico com atividade desde os 15 anos. Projectos: Okultos (2002 a 2005) e EGGBOX (2005 a 2016). Instrumentos: Teclado, sintetizadores e guitarra. Trabalho discográfico: EP Contrariedades ambientais 2007, EP Blocked 2012, Colectânea À sombra de DEUS 2012, LP LALEIA 2015.

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