O Coliseu recebeu Papillon para o seu primeiro concerto nesta sala mítica de Lisboa, e a estreia não podia ter sido melhor, numa noite cheia de emoções, lágrimas, garganta embargada e, claro, apoio do público, que sentiu alegria, a ansiedade, o nervosismo e o imenso talento do artista fantástico que se tornou Papi.
Bispo, um dos convidados, resumiu como ninguém o cantor que sempre foi Papi, mas também o artista que se tornou: Todos nós vimos a qualidade de Papillon desde o início.

Ontem, em Lisboa, Papillon elevou o nível artístico dos seus concertos, no Coliseu dos Recreios, com um percurso sólido no panorama do hip-hop e na música urbana portuguesa. Papillon tem vindo a consolidar uma identidade artística única, com uma presença em palco forte, mas humilde, segura e de qualidade.
Depois de uma introdução com os músicos em palco, Papillon apareceu no camarote presidencial, para quase instantaneamente estar em palco, como um golpe de mágica, o concerto abre com ”E SE” e “+1” e “WOW”, foi impressionante a recepção que Papi recebeu dos fãs que encheram a sala, o carinho e apoio que lhe dispensaram durante todo o concerto.

Um concerto dividido em duas partes, a primeira onde sozinho foi viajando com os fãs pela sua arte, pelas suas rimas, podemos ouvir, “Camadas”, “Aibofobia 1”, “In”, “Aibofobia 2”, “SÓ NOS”, “JÁ ENTENDI”, “OI RIO”, “IMAGINA”, “IMPASSE”, “Y”, “METAMORFOSE 2”, “PALÍNDROMO”, “AYOYA”, “SAIS E MINERAIS” e “FALA BONITO”, Papillon, deu-se ao fãs, abriu o seu coração, e deixou as emoções transparecer e os fãs sentiram isso e não o deixaram sozinho.

A segunda parte levou ao palco quatro convidados de peso, de qualidade indiscutível, Bispo, Plutónio, Slow J e Bárbara Tinoco, todos eles muitos importantes na carreira, admite o Papillon, em diferentes fases da sua carreira, e ouvimos “NÃO DÁ PRA PARAR”, “IMINENTE”, “FAM” e “NMN”, antes da entrada de Bárbara, surgiu uma dos momentos mais emotivos quando Papi dedicou a todas as mães “A MÃE TE AMA”, mas em especial á dele que estava presente num dos camarotes.

Com o concerto a chegar ao mim, Papi cantou, “SOMOS”, “SWEETSPOT”, “REVIVER”, “IMPEC” e terminou como começou com “E SE”, em comunhão com os fãs, que fizeram parte deste concerto inesquecível, de um dos maiores talentos da música portuguesa

Sobre Papillon
Rui Pereira, Papillon, é um dos rappers e compositores mais talentosos e respeitados da nova escola do Hip-Hop português. Natural de Mem Martins (Sintra), ele é um mestre da palavra, conhecido pela sua escrita conceptual, introspeção e uma técnica de flow invejável.

Papillon começou por ganhar destaque como membro dos GROGnation, um dos coletivos mais importantes do rap nacional (juntamente com Harold, NastyFactor, Pizzy e Neck). No grupo, ele já se destacava pela sua agilidade lírica, mas foi a solo que revelou toda a sua profundidade artística.
O que separa Papillon da maioria dos rappers é a sua capacidade de criar álbuns que contam uma história do início ao fim, Deepak Looper editado em 2018 e produzido por Slow J, é considerado um dos melhores álbuns de rap português de sempre. Explora temas como autoconhecimento, amor-próprio e o ciclo da vida.

Jony Driver, editado em 2022, é um álbum visual e conceptual que utiliza a metáfora de conduzir um carro para falar sobre o rumo da vida, escolhas e o peso da herança familiar.
O som de Papillon não é apenas rap puro; é uma fusão orgânica de Hip-Hop Moderno, Soul e R&B; as suas faixas têm um lado melódico muito forte, com arranjos vocais cuidadosos.

As letras são densas, cheias de jogos de palavras e metáforas, mas sempre com uma mensagem positiva e de superação. “Impec” é o grande hino de Deepak Looper, uma celebração do bem-estar e da gratidão; “Sweet Spot” (com Murta), um tema mais melódico e romântico; “Iraque de Beijos”, uma demonstração de criatividade lírica incrível; e “00FalaBarato” mostra o seu lado mais cru e técnico.
Papillon é frequentemente elogiado pelos seus pares (como Slow J, Dino D’Santiago e Sam the Kid) pela sua ética de trabalho e pela forma como ele eleva o nível da escrita em português. É um artista que “fala para a alma” tanto quanto “fala para os ouvidos”.
Alinhamento
- E SE
- +1
- WOW
- Camadas
- Aibofobia 1
- In
- Aibofobia 2
- SÓ NOS
- JÁ ENTENDI
- OI RIO
- IMAGINA
- IMPASSE
- Y
- METAMORFOSE 2
- PALÍNDROMO
- AYOYA
- SAIS E MINERAIS
- FALA BONITO
- NÃO DÁ PRA PARAR
- IMINENTE
- FAM
- A MÃE TE AMA
- NMN
- SOMOS
- SWEETSPOT
- REVIVER
- IMPEC
- E SE
































































