O LAV recebeu uma banda incontornável na música portuguesa, canções míticas, actuação fantástica, sala cheia, todos os ingredientes para uma noite incrível.
Os UHF foram ao LAV para apresentar aquelas músicas que, por uma razão ou outra, nunca entraram no alinhamento dos seus concertos. Por isso, a expectativa era grande e, sem fogos, serpentinas e papelinhos, a banda entrou em palco e ligou a “corrente” musical.

Os fãs não se fizeram rogados; entraram no concerto dos UHF, cantaram, dançaram, participaram nesta grande festa de rock. Felizmente, a banda tem muito por onde escolher e estes temas preteridos nos concertos ao longo dos anos são tão bons como os que neles entram, e os fãs conhecem todos.
António Manuel Ribeiro continua a manter vivo o seu rock, a sua postura e o seu discurso; não pretende ser politicamente correcto; continua a viver cada canção e a encantar quem o ouve.

Mas, como seria de esperar, dois temas não podiam faltar: “Cavalos de Corrida” e “Rua do Carmo”, duas canções que marcaram o rock português e fizeram dos UHF o que são hoje: uma banda mítica.

UHF
Os UHF são uma das bandas mais icónicas e resistentes do rock português, formados em Almada em 1978. Liderada pelo carismático António Manuel Ribeiro, a banda é considerada, a par dos Xutos & Pontapés, um dos pilares fundadores do “Boom do Rock Português” do início da década de 80.
Os UHF foram pioneiros ao trazerem uma sonoridade que misturava o Post-Punk com o Hard Rock, cantado com uma urgência e crueza que capturou o espírito da juventude portuguesa pós-revolução.

“Cavalo de Corrida”, editado em 1980, é um marco histórico; foi a canção que abriu as portas das rádios e das editoras para o rock cantado em português, tornando-se um hino geracional.
A discografia da banda é vasta, com mais de 40 anos de estrada e dezenas de lançamentos. À Flor da Pele, editado em 1981, é um dos discos de rock mais importantes de sempre em Portugal. Inclui “Rua do Carmo”. Persona Non Grata de 1982 é um trabalho mais denso e poético. Já Noites de Gala,editado em 1987, marcou o regresso ao topo das tabelas com “Matas-me com o Teu Olhar”.

São muitos os hinos que os UHF criaram para a música portuguesa “Cavalos de Corrida”, “Rua do Carmo”, “Matas-me com o Teu Olhar”, “Menina Estás à Janela”, “Estou de Passagem” entre outras.
António Manuel Ribeiro continua a ser a alma da banda, vocalista e principal compositor; é a única figura constante desde a fundação. Além de músico, António é poeta e escritor, o que se reflete na qualidade das letras dos UHF, que oscilam entre a crónica social, a política e o romantismo urbano.

Ao contrário de muitas bandas que pararam no tempo, os UHF nunca deixaram de gravar e de fazer digressões. São conhecidos pela sua forte ética de trabalho e por concertos intensos, mantendo uma base de fãs (“a família UHF”) que continua extremamente dedicada.
Alinhamento
- O Truque é morrer cedo
- Acende um isqueiro
- Persona non grata
- Concerto
- Devo eu
- Tu queres
- Lisboa hotel
- Quebra-me
- Geraldine
- Puseste o diabo e mim
- Ébrios (pela vida)
- Tudo o que é nosso
- Noites lisboetas
- Jorge morreu
- Vernáculo (para um homem comum)
- Há rock no cais
- Estou de passagem
- Quero sair vivo (deste mundo menor)
Encore
- Caçada
- Cavalos de corrida
- Rua do Carmo
- Bora lá




















