O Coliseu dos Recreios recebeu o compositor italiano com casa cheia, aliás, vão ser 3 dias de casa cheia para ver Ludovico Einaudi na apresentação “Solo Piano”, uma série especial de concertos a solo, pensada para salas intimistas, onde a proximidade com o público amplifica cada gesto e cada nota.
Depois de esgotar seis noites consecutivas no icónico Royal Albert Hall, em Londres, o pianista e compositor regressa a Lisboa, num concerto com assinatura Uguru.

Einaudi é um dos compositores mais importantes da actualidade; cria paisagens sonoras, lugares imaginários a cada composição, leva-nos em viagens mágicas pelas suas músicas minimalistas e cinematográficas.
Um Coliseu cheio de apreciadores rendeu-se ao concerto e apreciou cada nota que Einaudi tocou sozinho no piano. São muitas as músicas que têm ganho uma vida ainda maior como banda sonora de séries e filmes e que lhe têm granjeado uma notoriedade ainda maior.

Temas emblemáticos como “Experience”, a par de composições menos conhecidas e novas peças concebidas para esta fase do seu percurso artístico, passaram pela sala de Lisboa.

Ludovico Einaudi
Ludovico Einaudi é um dos compositores e pianistas mais influentes e populares da atualidade. O seu estilo é frequentemente descrito como minimalismo, neoclássico ou música ambiente, caracterizando-se por melodias simples, repetitivas e profundamente emotivas.
Einaudi é um mestre em criar atmosferas. A sua música foge à complexidade técnica tradicional da música clássica, focando-se na emoção pura e na introspeção.

Utiliza estruturas repetitivas que criam um efeito quase meditativo ou hipnótico. Embora o piano seja o centro da sua obra, ele incorpora frequentemente instrumentos de cordas, elementos eletrónicos e sons da natureza.
A sua discografia é vasta e tem tido um sucesso comercial sem precedentes para um artista instrumental: Le Onde, editado em 1996, é o álbum que o lançou para a ribalta internacional, inspirado nas ondas do mar e no livro de Virginia Woolf.

Divenire, editado em 2006, um trabalho grandioso onde o piano se funde com uma orquestra de cordas, seguiu-se Seven Days Walking de 2019, um projeto ambicioso de sete álbuns lançados em sete meses, inspirado pelas suas caminhadas nas montanhas durante o inverno. Underwater, editado em 2022, é o seu primeiro álbum de piano solo em 20 anos, composto durante o confinamento.

Já “Nuvole Bianche” é provavelmente a sua peça mais famosa e tocada em todo o mundo, conhecida pela sua beleza melancólica. “Experience” tornou-se um fenómeno viral em bandas sonoras e redes sociais devido à sua progressão épica e intensa. A peça “Elegy for the Arctic”, editada em 2016, foi tocada pelo compositor num piano sobre uma plataforma flutuante no Oceano Ártico, como parte de uma campanha da Greenpeace para alertar para o degelo das glaciares.

A sua música é extremamente procurada por realizadores devido à sua capacidade de transmitir sentimentos profundos sem necessidade de palavras. Destacam-se as bandas sonoras de: Amigos Improváveis (Intouchables), Nomadland (vencedor do Óscar de Melhor Filme), This Is England e The Father (O Pai)
Einaudi detém o recorde de ser o artista de música clássica com mais transmissões de streaming da história, provando que a sua “música para a alma” ressoa com todas as gerações.



