“Onde eu me escondo” chega no exato dia em que Catarina Branco completa 30 anos e apresenta-se como o primeiro avanço do seu segundo longa-duração, com edição prevista para 10 de abril.
A canção surge como prenúncio do novo álbum e reforça o universo imagético que a cantautora tem vindo a desenvolver.
“Onde eu me escondo” é uma canção sobre alguém que, na espuma dos dias, se sente invisível. A letra invoca imagens alienantes, sempre de olhos no banal, no estilo poético concreto que caracteriza a escrita de Catarina Branco. O tema conta com Mariana Camacho nos coros e Sara Gonçalves na bateria, sendo os restantes instrumentos tocados pela própria artista.

O teledisco, realizado em plano-sequência por Leonard Collette, acompanha visualmente esta nova etapa criativa. O lançamento antecipa um novo álbum produzido pela própria, sucessor de Vida Plena (2022), e surge depois dos EPs Não Me Peças Mais Canções (2024) e 3 Canções, do ano passado. O disco será apresentado numa listening party na Casa da Mully, em Lisboa, a 9 de abril, seguindo-se o concerto de apresentação na Bota Anjos, também em Lisboa, no dia 2 de maio.
Catarina Branco foi forjada no ferro num deserto à beira-mar plantado, talvez por isso seja mais permeável ao frio e ao vazio do inverno do que à cor e ao calor do verão. A vida na zona fluvial do Oeste – tão capaz de ser agreste quanto prazerosa, quase nunca nas doses desejadas – atravessa a sua identidade artística. Daí poderá nascer a sua pintura de palhaça a preto e branco, onde o vermelho e outras cores típicas não entram: uma imagem de um visual gótico náutico que desbota para a música.

Depois dos soalheiros conjuntos de canções originais que antecederam este percurso, o novo capítulo aprofunda uma atmosfera densa e neblinosa, com canções começadas no preto e branco do piano e concretizadas no dramatismo e na melancolia que o contraste da maquilhagem invoca.
Com “Onde eu me escondo”, Catarina Branco inaugura uma nova fase criativa e abre caminho para um disco que promete aprofundar a sua linguagem poética, reafirmando uma identidade artística singular no panorama nacional.
Publicado em 2026.03.11



