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O MEO Arena esgotado recebe os Tame Impala em apoteose

Os Tame Impala sobiram ao palco do Meo Arena e os fãs nas bancadas levantaram-se para os receber em delírio, na expectativa de um excelente concerto que se confirmou.

Foi com “Apocalypse Dreams”, “The Moment” e “Borderline” que Kevin Parker abriu o concerto na maior sala de Portugal, acompanhado desde o primeiro acorde por uma legião de fãs que encheram o MEO Arena, depois de uma noite gloriosa no Porto, foi a vez de Lisboa.

©Everithing is New

Sempre em crescendo, o concerto seguiu com “Loser”, “Breathe Deeper”, “Gossip” e “Elephant”, mas foi com “Afterthought”, “Feels Like We Only Go Backwards” e “Dracula” que a sala explodiu; os fãs estavam tão encantados que nem se importaram com uma pequena interrupção.

Kevin entorna bebida na pedaleira e os técnicos tiveram de ir limpar; ele, no entanto, aproveitou para confessar o seu amor a Portugal. Feliz por estar pela primeira vez em terras lusas como cabeça de cartaz, depois de vários festivais, num país de que muito gosta.

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O palco redondo no todo da sala permitiu que todos se distribuíssem virados para o público com Kevin a cantar o topo virado para o público, mas indo a todos os lados para cantar para todos os fãs.

Em “No Reply” (Instrumental), Kevin subiu ao palco secundário sozinho, enquanto a banda se manteve no palco principal, no centro da Arena, muito perto dos fãs, sentado e deitado no chão, cantou ainda “Ethereal Connection” e “Not My World”.

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Os Tame Impala passaram em revista músicas de vários álbuns, Deadbeat e Currents foram os mais tocados, mas Lonerism, The Slow Rush e Innerspeaker também estiveram representados.

Um espectáculo fantástico com luzes e laser sempre diferentes, cada canção teve coreografia luminosa diferente, com os raios laser a criar formas geométricas nas paredes, que deslumbraram os fãs, que com as lanternas dos telemóveis completaram o espetáculo luminoso. 

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De volta ao palco principal nova explosão dos fãs com “Let It Happen”, “Nangs” e “Obsolete”, com o concerto a chegar ao final, Kevin apresentou ainda “Alter Ego”, “Yes I’m Changing”, “Eventually” e em plena apoteose “New Person, Same Old Mistakes” com que terminou o concerto, ou não, os fãs queriam mais, e pediram com aplausos, muitos aplausos.

Do encore “servido” pelos Tame Impala fizeram parte “My Old Ways”, “The Less I Know the Better” e “End of Summer”, uma noite inesquecível com a assinatura Everything is New.

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Tame Impala

Tame Impala é um projeto de rock psicadélico do multi-instrumentista australiano Kevin Parker. O que começou como um som mais cru e de garagem em Perth evoluiu para uma das sonoridades mais influentes e reconhecíveis da música moderna, fundindo sintetizadores cósmicos, batidas de discoteca e uma produção impecável.

Tame Impala é, na sua essência, um projeto a solo em estúdio. Kevin Parker escreve, canta, toca todos os instrumentos e produz cada faixa sozinho. Ao vivo, faz-se acompanhar por uma banda (muitos deles membros dos Pond) para recriar as suas camadas sonoras complexas.

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A discografia de Tame Impala mostra uma evolução constante. Innerspeaker, editado em 2010, tem um som psicodélico clássico, com foco em guitarras e distorção, seguiu-se Lonerism de 2012, é o disco que o catapultou para o estrelato mundial com “Elephant“.

Em 2015 editou Currents, a mudança para o Synth-Pop e R&B. Um dos álbuns mais influentes da década, a que se seguiu The Slow Rush, editado em 2020, é uma exploração sobre o tempo, com ritmos mais dançáveis e influências de disco.

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As suas canções mais icónicas são “The Less I Know The Better”, da qual faz parte um dos riffs de baixo mais famosos da música moderna, “Let It Happen”, uma odisseia eletrónica e psicadélica de quase 8 minutos, “Feels Like We Only Go Backwards”, “Borderline”, “New Person, Same Old Mistakes” e que foi até interpretada por Rihanna.

Hoje, Kevin Parker é um dos produtores mais requisitados do mundo, tendo colaborado com artistas como Dua Lipa, Lady Gaga, Travis Scott e The Weeknd, levando o seu “toque psicadélico” para o topo das tabelas de vendas.

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Alinhamento

  • Apocalypse Dreams
  • The Moment
  • Borderline
  • Loser
  • Breathe Deeper
  • Gossip
  • Elephant
  • Afterthought
  • Feels Like We Only Go Backwards
  • Dracula

B-Stage

  • No Reply (Instrumental)
  • Ethereal Connection
  • Not My World

Palco principal

  • Let It Happen
  • Nangs
  • Obsolete
  • Alter Ego
  • Yes I’m Changing
  • Eventually
  • New Person, Same Old Mistakes

Encore:

  • My Old Ways
  • The Less I Know the Better
  • End of Summer

As fotos foram fornecidas pela Everything is New, devido às restrições para Foto-Jornalistas, não podemos fotografar o concerto como é habitual.

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