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“À distância de um braço” de João Miguel Barros inaugura dia 18 na Lumina Galeria

Exposição individual de fotografia em Lisboa

A Galeria Lumina inaugura, a 18 de Abril, “À distância de um braço“, exposição individual de fotografia de João Miguel Barros.

É a primeira mostra individual do autor em vários anos e a segunda em Portugal, depois da exposição de 2018 no Museu Berardo/CCB, e funciona como uma síntese do seu trabalho recente, organizada em núcleos autónomos que chama “short stories” — pequenas sequências narrativas com lógica própria.

João Miguel Barros

A maioria das fotografias expostas tem origem no projecto editorial Zine Photo, com 12 números publicados entre 2020 e 2023, cada um deles dedicado a um tema ou território específico. A exposição inclui imagens de outros projectos mais recentes e ainda em curso e quatro fotografias que integraram a Bienal Internacional de Arte de Macau, em 2021, sob o título “Allegory of Globalization”.

O título da exposição remete para a ideia de uma distância mínima — a que separa o fotógrafo do que fotografa, mas também a que se estabelece entre a imagem e quem a observa. Essa proximidade controlada, que oscila entre intimidade e contenção, é o fio condutor de todos os núcleos apresentados.

©João Miguel Barros

Acompanhar a exposição até 30 de maio, teremos no Le Mur – um território de encontro entre a fotografia e outras práticas artísticas com curadoria de Rute Reimão“Arquitectura de uma flor”, de Paulo Canilhas, que nasce da observação de formas de vida que persistem nas fissuras da cidade.

Lumina Galeria Rua Actor Vale 53 A, Lisboa (Alameda)
Quarta a sexta 15:00-19:00, sábado até às 20:00
www.luminagaleria.com | www.jmb.photo

©João Miguel Barros

Sobre a Lumina Galeria
Lumina vem do latim lumen, palavra que nos fala de luz, claridade e descoberta. A Lumina Galeria nasceu da vontade de revelar histórias que a luz desenha. É um espaço dedicado à fotografia documental e de autor, pensado para um público atento, curioso e receptivo ao investimento em arte. Na Lumina, cada imagem convida a uma pausa, a um olhar mais demorado, onde a arte se aproxima da vida e se oferece como território de reflexão e beleza. A galeria abriu portas no final de novembro do ano passado, junto à Fonte Luminosa, em Lisboa, com a exposição “Route 66”, projecto criado em 1995 por Luís Vasconcelos.

A Lumina Galeria inaugura também Le Mur, um território de encontro entre a fotografia e outras práticas artísticas. Sob a curadoria de Rute Reimão, cada exposição apresentará um artista cuja obra estabelecerá um diálogo com o tema em foco, reunindo vozes consagradas e emergentes num espaço de cruzamento e descoberta.

À frente deste projecto culturalmente ambicioso está Bruno Portela, que iniciou o seu percurso na fotografia em 1990, no Público. Ao longo dos últimos quinze anos, através de colectivos que ajudou a fundar, dedicou-se a promover a linguagem fotográfica, organizando exposições, festivais, edições de livros e encontros que fortaleceram a cultura visual no país. A criação da Lumina surge como passo natural: um lugar onde se apresenta, agora a solo, com o propósito de destacar o que de mais notável se faz nesta área, aproximando o público de obras que podem ser adquiridas e integradas em colecções privadas ou institucionais.

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