Silk Nobre prepara-se para lançar Construção Civil, o seu segundo álbum de originais, com edição prevista para outubro de 2026, e revela já o primeiro capítulo dessa nova fase: “Beleza vs Tristeza”, single disponível a partir de hoje em todas as plataformas digitais.
Um tema que cruza sonoridades com raízes cabo-verdianas com uma abordagem contemporânea, desafiando-nos a reflectir sobre o tempo, o envelhecimento e o valor que damos à experiência.
O artista é o mais recente agenciado da Força de Produção.
“Beleza vs Tristeza” nasce de um olhar crítico e sensível sobre a forma como diferentes culturas encaram o envelhecimento e o lugar dos mais velhos na sociedade.
“Desde criança que fui educado no respeito pelos mais velhos. Sempre gostei de conversar com pessoas muito mais velhas do que eu. Na coluna vertebral africana, duas figuras sempre se destacaram com igual importância: a feminina, matriarcal, e a masculina do ‘mais velho’. Ambos sinónimos de sabedoria”, reflecte Silk Nobre.

Entre essa herança e a realidade europeia que encontrou, o artista constrói um tema que questiona a forma como o tempo é vivido e valorizado: “Quando cheguei à Europa estranhei a forma como os filhos tratavam os pais, os mais velhos, os avós — como se estivessem a estorvar, muitas vezes colocados em lares, tratados sem consideração nem respeito.”
O resultado é uma canção que se move entre a beleza e a melancolia, entre o ritmo e a reflexão — um convite à dança, mas também a abrandar e a repensar o tempo: “Há qualidades e dádivas que só nos chegam com o passar do tempo, que vêm com a idade. A vida continua — com alegria e tristeza. Uma vida que corre, às vezes mais, às vezes menos.”
Primeiro de três singles que antecipam o novo disco, “Beleza vs Tristeza” abre caminho para um trabalho mais coeso e maduro, onde a palavra ganha ainda mais centralidade e intenção. Um disco que se constrói como narrativa, tema a tema, aprofundando o universo artístico de Silk Nobre.
“A beleza é o meu castigo. Está no sangue.”
Sem nunca abdicar da dança, Silk Nobre afirma-se como um criador que provoca pensamento enquanto nos move — um equilíbrio raro entre corpo e consciência.



