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Post Saudade vencem edição 2026 do Festival da Música Moderna de Corroios

Reportagem @ Festival da Música Moderna de Corroios < 2026.04.11 ©ineews < ©Luís M. Serrão < @luisfmserrao

O Cineteatro do Ginásio Clube de Corroios recebeu mais uma final da edição do Festival da Música Moderna de Corroios, uma noite de rock com três bandas, Post Saudade, d’Amélia e Traz os Monstros, que deram tudo em palco e prometem dar muito mais no futuro, concerto que terminou com os Máquina.

Os Post Saudade foram a banda vencedora de mais uma edição do Festival da Música Moderna de Corroios, uma banda do Porto formada em 2023, subiu ao palco de Corroios com ganas de ganhar e não perdeu tempo para conquistar o público com o seu som cru e visceral a que chamam Pop Noise Underground.

Post Saudade @ Festival da Música Moderna de Corroios < 2026.04.11 ©ineews < ©Luís M. Serrão < @luisfmserrao

O grupo transforma o quotidiano e a escuridão dos tempos modernos num espetáculo intenso, hipnótico e catártico. Após a estreia com Play (Music for Modern Life) em 2024 e o segundo álbum Watchdogs em 2025, a banda afirma-se como uma das propostas mais ruidosas e obscuras da nova cena portuguesa.

A banda está intrinsecamente ligada à cultura underground do Porto, sendo presença habitual em salas icónicas como o Maus Hábitos e o Socorro. A sua estética visual e sonora remete para um lado mais obscuro e experimental da cidade, afastando-se da pop convencional.

 

 

As estrelas da noite eram os MAQUINA uma das bandas mais impactantes e refrescantes da nova cena musical portuguesa. Formado em Lisboa, este trio tem dado que falar pela sua sonoridade explosiva e hipnótica.

A música dos MAQUINA é uma fusão poderosa de vários géneros, criando um som que é simultaneamente orgânico e maquinal, ritmos de bateria repetitivos e constantes que lembram bandas como os Can ou Neu!, energia e a estrutura das batidas aproximam-se da música de dança eletrónica, mas tocada com instrumentos reais (baixo, bateria e guitarra) que juntam ambientes densos e distorcidos que levam o ouvinte para um estado de transe.

Máquina @ Festival da Música Moderna de Corroios < 2026.04.11 ©ineews < ©Luís M. Serrão < @luisfmserrao

O seu álbum de estreia, Dirty Tracks for Clubbing (2023), colocou-os no mapa. É um disco cru, gravado quase como se fosse ao vivo, que captura perfeitamente a energia da banda. PRATA (2024), o álbum mais recente, onde exploram ainda mais as texturas industriais e as batidas “danceable” feitas para serem sentidas num clube escuro ou num festival suado.

Mas é no palco que os MAQUINA mostram toda a sua força. Concertos de altíssima intensidade, onde as músicas se fundem umas com as outras, criando uma experiência contínua e imersiva que não deixa ninguém parado. 

Máquina @ Festival da Música Moderna de Corroios < 2026.04.11 ©ineews < ©Luís M. Serrão < @luisfmserrao

Enquanto o júri do festival decidia, os MAQUINA, deram um concerto intenso e energético, para um público que delirou a vê-los, com pouca interessam com o público mas com uma energia que fala por si.

Passaram pelos principais festivais e salas de Portugal (como o Paredes de Coura, Kalorama ou o Milhões de Festa) e já começaram a internacionalização pela Europa.

Máquina @ Festival da Música Moderna de Corroios < 2026.04.11 ©ineews < ©Luís M. Serrão < @luisfmserrao

A banda é um trio composto por músicos que dominam a arte de criar texturas com poucos elementos, focando-se no groove e na repetição, Halison na bateria, Tomás no baixo e João na guitarra.

 

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