O Teatro Maria Matos recebeu Tom Smith, a voz que deu nome aos Editors a banda de indie rock britânica que conquistou muitos fãs no início do milénio.
Tom Smith é reconhecido pela sua voz profunda de barítono, muitas vezes comparada à de Ian Curtis (Joy Division) ou Paul Banks (Interpol). A sua presença de palco intensa e as letras introspectivas tornaram os Editors uma das bandas mais influentes da cena post-punk revival.

Músico, cantor e compositor britânico, Tom Smith, passou por Lisboa, agora a solo, para apresentar o seu repertório, “não faço ideia se é folk, country, uma balada romântica ou o quê; simplesmente sempre tive a vocação para escrever e cantar canções tristes”, explica o artista sobre o seu primeiro álbum There Is Nothing In The Dark That Isn’t There In The Light.
A sala de Lisboa recebeu Tom com muito carinho e expectativa, assim que se apagaram as luzes, recebeu um enorme aplauso e frases de apoio, cada canção foi venerada e aplaudida à exaustão.

Abriu o concerto com “Deep Dive”, ”How Many Times”, “Endings Are Breaking My Heart”, mas foi com “All the Kings” (Editors) e “The Weight” (Editors) que os fãs o acompanharam cantando e com palmas, aquecendo ainda mais o concerto.
Um concerto entre a melancolia e melodias tristes, que cativou pela sua voz e talento, terminou em beleza com um misto de Editors e a sua carreira a solo, passado e presente, “The Hills We Died Upon” (Editors), “Lights of New York City” e “Smokers Outside the Hospital Doors” (Editors), um dos seus mais conhecidos hinos.

Nos Editors, lançou álbuns de grande sucesso como The Back Room (2005), An End Has a Start (2007) e o mais eletrónico In This Light and on This Evening (2009), embora seja o seu principal projeto, Tom Smith tem explorado outros caminhos musicais, em Smith & Burrows, um projeto em duo com Andy Burrows (ex-Razorlight), lançou um álbum de Natal Funny Looking Angels (2011) e, mais recentemente, Only Smith & Burrows Is Good Enough (2021). Trabalhou com artistas como os Magnus e participou em projetos de caridade, demonstrando a sua versatilidade para além do rock alternativo.
As suas canções mais emblemáticas são “Munich”, tema que os lançou para o estrelato mundial, “Papillon”, um marco da fase mais eletrónica e sintetizada da banda, “Smokers Outside the Hospital Doors”, “An End Has a Start” e “A Ton of Love”

Ao longo dos anos, Tom Smith guiou os Editors de um som puramente focado em guitarras para explorações industriais e eletrónicas, mantendo sempre a melancolia e a grandiosidade que definem a sua identidade artística.
Alinhamento
- Deep Dive
- How Many Times
- Endings Are Breaking My Heart
- All the Kings (Editors song)
- The Weight (Editors song)
- Life Is for Living
- Honesty (Editors song)
- No Sound but the Wind (Editors song)
- Souls
- Broken Time
- The Phone Book (Editors song)
- What Is This Thing Called Love (Editors song)
- Northern Line
- An End Has a Start (Editors song)
- Blood (Editors song)
- Leave
- Munich (Editors song)
- Ocean of Night (Editors song)
- Papillon (Editors song)
- It Ain’t Me, Babe (Bob Dylan cover)
- The Hills We Died Upon (Editors song)
- Lights of New York City
- Smokers Outside the Hospital Doors (Editors song)






















