Capicua canta liberdade em Almada
Foto-reportagem @ Almada < 2026.04.24 ©ineews-press ©Pardal
A rapper Capicua abriu as comemorações do Dia da Liberdade, subindo ao palco da Praça da Liberdade, em Almada.
Capicua abriu as comemorações da Revolução do 25 de Abril de 1974 em Almada, uma plateia cheia cantou a liberdade com ela, a rapper portuense é uma das vozes activas e talentosas na música portuguesa.

Capicua (Ana Matos Fernandes) é, sem dúvida, a “madrinha” da escrita e do pensamento crítico no Hip-Hop português. Ela não é apenas uma rapper; é uma cronista da nossa sociedade, que usa a palavra como uma arma de precisão, mas com uma sensibilidade poética que poucos conseguem atingir.
A Capicua é conhecida pela sua forte carga política e social. As suas letras abordam o feminismo, é uma das vozes mais ativas na defesa da igualdade de género na música e na sociedade, ecologia e sustentabilidade, temas que transpõe tanto para as letras como para a sua forma de estar na vida e o “Porto“, a sua identidade tripeira, está presente em cada sotaque e referência geográfica.
Sereia Louca, editado em 2014, é o álbum que a catapultou definitivamente, com hinos como “Vayorken“, também Madrepérola de 2020 merece ser destacado, é um disco luminoso, que celebra a maternidade e a vida, mas sem perder o sentido crítico, que conta com a colaboração com o Emicida, e claro Mão Verde, um projeto dedicado ao público infantil em parceria com Pedro Geraldes, que mostra a sua, versatilidade e preocupação com a educação ambiental.
A Capicua é uma mulher das letras em todas as vertentes, cronista, escreve regularmente para jornais (como o Jornal de Notícias ou a Visão), onde analisa a atualidade com uma clareza impressionante, e letrista, já escreveu para grandes nomes do Fado e da música popular, como Gisela João, Camané ou Aldina Duarte.

Em 2026, a Capicua continua a ser uma figura central na curadoria cultural em Portugal. Tem estado muito envolvida em projetos que cruzam a música com a literatura e o ativismo, participando em debates e conferências sobre o papel da arte na transformação social.
A escrita dela é cheia de aliterações (repetição de sons) e jogos de palavras complexos, mas que soam naturais e fluidos. É o que ela chama de “artesanato das palavras”.



















