A rapper Capicua abriu as comemorações do Dia da Liberdade, já noite dentro, a música ficou a cargo dos Karetus, entre fogo e muita animação, a Praça da Liberdade, em Almada, foi o palco de mais uma celebração da Revolução do 25 de Abril de 1974.
Almada deu vida a mais uma celebração da Revolução do 25 de Abril de 1974, primeiro com Capicua, depois com os Karetus, para uma plateia cheia que os recebeu em euforia, com um cenário fantástico, o duo encheu o recinto de alegria e música.

Os Karetus, uma dupla formada por Carlos Silva e André Reis, são os grandes alquimistas da música eletrónica em Portugal. Eles conseguiram criar algo que parecia impossível: pôr o público dos grandes festivais de EDM a dançar ao som de bombos de Lavacolhos, adufes e vira.

Os Karetus não se prendem a um género. O lema deles é o “Full Flavor”, o que significa que num set ou numa produção deles podes encontrar, Dubstep e Trap, a base pesada que os lançou internacionalmente. Folclore Português, a grande marca diferenciadora. Eles pegam na herança de Zeca Afonso, na música tradicional da Beira Baixa ou do Minho, e dão-lhe uma roupagem futurista e ainda Moombah e Hip-Hop, ritmos que garantem que ninguém fica parado.
A lista de artistas que já passaram pelas mãos dos Karetus é vasta e eclética, Wet Bed Gang em “Burra”, um dos maiores sucessos de sempre, que mistura o rap cru com a energia eletrónica. “Malhão de Cinfães”, um exemplo perfeito de como transformar uma música tradicional de aldeia num hino de discoteca. “Maluco” com MC Bin Laden, a ponte entre o funk brasileiro e a eletrónica europeia, e ainda “Diz-me” com Syro onde mostram que também sabem produzir pop de rádio com uma qualidade impecável.

Ver os Karetus ao vivo não é apenas ouvir um DJ set. É uma experiência visual e performativa. Usam frequentemente as suas máscaras icónicas e trazem instrumentos tradicionais para o palco, criando uma ponte entre o passado e o futuro.
























