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Universidade de Lisboa atribui prémio a Irene Fonseca

uma das mentes mais brilhantes da matemática atual

  • A cerimónia está marcada para amanhã, 6 de maio, às 17h30, no Salão Nobre da Reitoria da Universidade de Lisboa, e conta com a presença da laureada.

O Prémio Universidade de Lisboa (ULisboa) é atribuído a Irene Fonseca, cientista e investigadora na área da Matemática, cujo contributo faz a ponte entre a Matemática e o mundo real, influenciando áreas como a Ciência dos Materiais e a Visão por Computador.

A viver e a trabalhar nos Estados Unidos da América há mais de 20 anos é uma das portuguesas de maior destaque na comunidade científica e este prémio visa reconhecer o impacto do seu trabalho na área da Matemática e Ciências, que a coloca como referência no panorama científico mundial.

Irene Fonseca nasceu em Lisboa, em 1956, e licenciou-se em Matemática na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, com média de 20 valores. De seguida, fez um mestrado e doutoramento nos Estados Unidos da América e um pós-doutoramento em Paris. Em 1987 fixou-se na Universidade de Carnegie Mellon, Pittsburg (EUA), onde se tornou professora catedrática e lidera, desde 1998, o Center for Nonlinear Analysis (CNA) que, sob o seu desígnio, tem conquistado reconhecimento internacional.

É fellow e vice-presidente (até 2026) da American Mathematical Society (AMS), da Society for Industrial and Applied Mathematics (SIAM), da European Academy of Sciences, e da Academia das Ciências de Lisboa. É autora publicada, com mais de uma centena de artigos e vários livros, e editora de várias revistas científicas. Atualmente, integra ainda vários painéis de avaliação científica de centros de investigação, institutos e departamentos de matemática nos Estados Unidos da América e na Europa.

O Prémio Universidade de Lisboa, instituído com o apoio da Caixa Geral de Depósitos, tem como objetivo distinguir e premiar uma personalidade, de nacionalidade portuguesa ou estrangeira, que tenha contribuído de forma notável para o progresso e o engrandecimento da Ciência e/ou da Cultura, bem como para a projeção internacional do país.

Ao longo das suas dez edições, foram distinguidos Adriano Moreira, Nuno Teotónio Pereira, Jorge Calado, Maria de Sousa, António Borges Coelho, Gonçalo M. Tavares, António Guterres, Maria do Carmo Fonseca, Luís Portela e Vítor Cardoso

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