O Coliseu Club recebeu Manuel Fúria, que apresentou o seu novo álbum, Verde Veneno, para uma plateia de amigos e fãs.
O seu novo álbum editado pela FlorCaveira conta com os singles “O último que apague a luz”, “Eu devia estar calado” e “Verde Veneno”.

Podemos ler na apresentação do álbum: É uma obra sobre infiltrações: ideias, imagens e hábitos que se instalam lentamente até tomarem conta de tudo. O “verde” é a cor do que nasce, do que apodrece e do que intoxica. O “veneno” é o mal antigo, recorrente, que atravessa a tecnologia, a linguagem, o corpo e o quotidiano.
Nas palavras de Carlos Maria Bobone: “Verde-veneno, ou uma esperança que mata. Parece um paradoxo, mas é o nosso modo natural de olhar para as coisas. Tanto que subvertemos a própria ideia de esperança. Quem vai ter com Cristo nos Evangelhos são aqueles a quem chamaríamos de desesperados. E verde-veneno tem isto: uma esperança asfixiante, de quem perdeu o chão das promessas vãs. Este não é um disco de canções gloriosas, no sentido em que já foram tantas das canções de Fúria. É um disco que percebe a esperança como uma doença, que só é ganha quando é perdida.

A percepção de que uma esperança pode ser corrosiva, de que há uma promessa com que o mundo nos alimenta sem nos dar o que promete, pode ser devastadora, ou pode levar-nos a perceber que a verdadeira esperança é outra coisa. Não para nos dar o mundo, mas para nos salvar dele.”
Concerto com a assinatura UGURU, que poderá ver no Porto dia 23 de maio no M.Ou.Co.
No concerto teve a companhia do talentoso João Eleutério (multi-instrumentista) e Sebastião Macedo (teclados, guitarra elétrica e segundas vozes).






















