Slow J é atualmente um dos nomes mais relevantes e influentes da música portuguesa e conquistou o Coala com o seu Hip-Hop mais puro.
O concerto no Coala foi apenas mais uma noite de glória de Slow J, uma entre tantas outras a que os seus fãs, e não só, têm tido o privilégio de assistir, uma noite de música honesta, pura e de letras ricas, como nos tem habituado ao longo da sua carreira.
Ele é um dos principais arquitetos do novo som de Portugal.Slow J destaca-se por não se querer encaixar em gavetas. O seu som é uma amálgama de Rap, R&B, Música Eletrónica e, mais recentemente, uma forte influência da música lusófona e tradicional portuguesa.
Ele produz grande parte das suas músicas, o que dá ao seu som um selo de autenticidade muito marcado. Cada projeto de Slow J marca uma fase distinta da sua vida e da sua evolução artística.
The Art of Slowing Down de 2017 é um álbum fundamental para o rap português moderno, onde explorou a introspeção e a vida entre Portugal e o estrangeiro, já em You Are Forgiven editado em 2019, é um disco mais maduro, focado na cura, no perdão e na aceitação, com faixas que se tornaram hinos nacionais, como “Te Quiero”.
Editado em 2023, Afro Fado é o seu trabalho mais ambicioso. Slow J funde o Fado, a música africana e o rap num álbum conceptual que tenta responder à pergunta: “O que é ser português hoje?”, foi um sucesso de crítica e público, esgotando palcos como a Altice Arena.
São vários os temas que o definem, que o destacam entre os seus pares: “Te Quiero”, “Complicado” (com Gson), “Casa”, “Tata” e “Sem Ti” (do álbum Afro Fado) são dos mais importantes.
A sua ligação à cidade de Setúbal é um elemento recorrente na sua lírica, servindo de base para o seu sentido de comunidade, família e valores. Ele é reconhecido pela sua escrita honesta e pela forma como consegue falar de sentimentos complexos — que muitas vezes os homens são desencorajados a expressar — com uma clareza desarmante.