Cascais voltou a ser palco de alguns dos nomes mais relevantes da música em português. A tarde do segundo dia do Coala Festival arrancou de forma enérgica e, acima de tudo, elétrica – à imagem de uma das artistas que figurava no cartaz, Ana Frango Elétrico.
Depois da passagem por Portugal no ano passado, no Vodafone Paredes de Coura, a cantora brasileira regressou agora ao Hipódromo Manuel Possolo para um concerto que assinalou também a despedida de Me Chama de Gato Que Eu Sou Sua, álbum editado em 2023. Num recinto já bem composto para o segundo espetáculo do dia, ficou evidente desde cedo a ligação especial entre a artista e o público ali presente.

“Coisa Maluca” marcou o arranque do concerto, com Ana Frango Elétrico a entrar em palco com uma energia contagiante, que rapidamente se estendeu à plateia. Logo de seguida, trocou de idioma para o inglês em “Boy of Stranger Things”, mostrando a versatilidade que tem vindo a definir a sua carreira.
Natural do Rio de Janeiro, a artista trouxe para Cascais uma sonoridade que cruza o MPB, indie e experimentalismo, apoiada numa presença em palco descontraída, mas segura. Ao longo do concerto, foi reforçando a proximidade com o público, chegando mesmo a destacar que alguns dos seus melhores públicos têm sido em Portugal.

Um dos primeiros grandes momentos da atuação surgiu com “Dela”, tema que elevou ainda mais a energia do recinto e que foi recebido com um entusiasmo evidente. O alinhamento contou também com “O Leão e o Asno”, uma música que, apesar de não ser da sua autoria, encaixou naturalmente no ambiente do concerto e demonstrou a liberdade artística que marca o seu trabalho.

Ana Frango Elétrico apresentou em Cascais um espetáculo coeso, que manteve o público envolvido do início ao fim. A combinação entre irreverência, musicalidade brasileira e autenticidade resultou numa atuação que confirmou o crescente impacto da artista junto do público português.






























