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Novas ameaças digitais colocam cibersegurança no topo das prioridades das organizações

Num contexto marcado pelo aumento dos ataques cibernéticos e pela crescente sofisticação das ameaças digitais, as organizações públicas e privadas enfrentam desafios cada vez mais exigentes na proteção de sistemas, dados e infraestruturas críticas.

Os incidentes de cibersegurança estão a aumentar em Portugal, reforçando a necessidade de investir em medidas eficazes de prevenção, deteção e resposta. Para refletir sobre estes desafios e partilhar estratégias de mitigação de risco, o Centro de Competências em Cibersegurança e Privacidade (C3P) da Universidade do Porto promoveu o evento “C-HUB | Organizações Mais Seguras: Casos Reais, Estratégia e Inovação”. A iniciativa teve lugar na Porto Business School e reuniu representantes de entidades públicas, empresas e especialistas do setor para um debate sobre os principais desafios da cibersegurança, da resiliência organizacional e da inovação aplicada à transformação digital segura.

O evento assinalou o encerramento do projeto C-HUB – Cybersecurity Digital Innovation Hub, desenvolvido pelo C3P ao longo dos últimos meses, com o objetivo de sensibilizar as organizações para a capacitação em cibersegurança, proteção de dados e inclusão digital segura.

C-HUB | Organizações Mais Seguras: Casos Reais, Estratégia e Inovação
C-HUB | Organizações Mais Seguras: Casos Reais, Estratégia e Inovação

Para Luís Antunes, diretor do C3P, o projeto demonstrou a relevância da colaboração entre a universidade, o setor público e o tecido empresarial na resposta aos desafios crescentes da cibersegurança. “Mais do que transferir conhecimento técnico, o C-HUB criou espaços de partilha de experiências e de aprendizagem colaborativa, fundamentais para reforçar a preparação das organizações perante um cenário de ameaças cada vez mais complexo e dinâmico”, afirma.

Um dos momentos centrais do evento “C-HUB | Organizações Mais Seguras: Casos Reais, Estratégia e Inovação” foi a apresentação de casos reais de incidentes de cibersegurança e de experiências de reforço da resiliência organizacional, através dos testemunhos de Filipe Costa, das Águas e Energia do Porto, Rui Pereira, do município de Valongo e Luís Valente, da SONAE.

“A partilha destas experiências permitiu identificar desafios concretos, principais aprendizagens e boas práticas implementadas para reforçar a capacidade de prevenção, deteção e resposta a incidentes”, continua Luís Antunes.

O programa incluiu ainda a mesa-redonda “Cibersegurança: Riscos e Oportunidades”, moderada por Carlos Brito, presidente da Ordem dos Economistas-Norte. O debate contou com a participação de António Rio Costa, do Centro Nacional de Cibersegurança (CNCS), Nelson Escravana, diretor da área de Comunicações e Cibersegurança da INOV INESC Inovação, Óscar Azevedo, diretor informático da Associação Empresarial de Portugal, e Nuno Sousa e Silva, da sociedade de advogados Pinheiro Torres Cabral, Sousa e Silva Associados.

Houve também espaço para uma intervenção dedicada às oportunidades de financiamento e investimento disponíveis no âmbito do programa COMPETE 2030, conduzida por Alexandra Vilela.

De referir que o debate decorreu num contexto de crescente pressão sobre as organizações para reforçarem a sua capacidade de prevenção, deteção e resposta a incidentes de cibersegurança, num cenário de risco digital cada vez mais complexo.

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