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Festival MED’26: A magnifica Lura e o abraço de Vitorino a Sérgio Godinho

Reportagem @Festival MED'26 < 2026.06.25 ©ineews < ©Ana Cabrita

Um dos momentos mais aguardados da noite acabou por ser também o mais emotivo, antes mesmo dos primeiros acordes. O Palco Cerca deveria ter sido o cenário para a estreia absoluta do icónico Sérgio Godinho no Festival MED. Contudo, um imprevisto físico de última hora obrigou o “escritor de canções” a cancelar a atuação.

Para o seu lugar, o festival convocou um histórico e profundo conhecedor das raízes alentejanas: Vitorino. Subindo ao palco com o espetáculo “50 Anos a Semear Salsa ao Reguinho”, o cantautor transformou a noite num tributo à música de intervenção e à tradição oral. A plateia, longe de se mostrar desapontada, entregou-se num coro cúmplice e emocionado, provando que a poesia e a portugalidade têm um lugar cativo no coração do MED.

Festival MED'26 < 2026.06.25 ©ineews < ©Ana Cabrita
Festival MED’26 < 2026.06.25 ©ineews < ©Ana Cabrita

A Pulsação Global nos Palcos Principais

Se a Cerca se fez de palavras e memórias, os restantes palcos principais foram autênticos territórios de dança e vibração multicultural:

  • A Mensagem Intacta do Reggae: O Palco Matriz tremeu com o roots reggae e o dub progressivo dos norte-americanos Groundation. Sob o comando magnético de Harrison Stafford, a banda californiana assinou uma das atuações mais enérgicas da noite, colando o público ao chão com as suas longas improvisações e um forte apelo à união global.

  • Emoção e alegria em palco: Lura, um dos concertos mais aguardados, celebrou os seus 33 anos de carreira com uma atuação repleta de energia, emoção e dos ritmos cabo-verdianos que conquistaram o público do MED.

Festival MED'26 < 2026.06.25 ©ineews < ©Ana Cabrita
Festival MED’26 < 2026.06.25 ©ineews < ©Ana Cabrita

Sofisticação no MED Jazz e Tradição Erudita

A noite de 25 de junho soube também encontrar os seus refúgios de intimidade. Longe dos grandes aglomerados, no icónico espaço do MED Jazz junto às Bicas Velhas, o Javier Ortí Quarteto apresentou os caminhos contemporâneos do jazz ibérico através das texturas do álbum Revelación.

Pouco antes, ao final da tarde, as portas da Igreja Matriz tinham-se aberto para acolher o MED Classic, onde os instrumentistas de “The English Concert” proporcionaram aos amantes da música antiga um momento raro de absoluta contemplação acústica com instrumentos históricos.

Com um alinhamento inaugural que soube equilibrar a festa, o improviso e o respeito pela memória cultural, o primeiro dia de concertos do MED 2026 estabeleceu uma fasquia elevadíssima para as jornadas que se seguem na capital da world music.

 

 

Ontem passaram pelos palcos do MED:

Palco Matriz
22h30 – Asian Dub Foundation (UK)
00h30 – Groundation (US)

Palco Cerca
21h30 – Vitorino (PT)
23h30 – Lura (CV)
01h30 – Dikanda (PL)

Palco Chafariz
20h45 – Sangue Suor (pt)
22h45 – Tangomotán (fr)
00h45 – Lalalar (TR)

Palco Castelo
21h45 – Lala Tamar (MA)
23h45 – Tulipa Ruiz (BR)

Palco Hammam
22h00 – Ablaye Cissoko & Cyrille Brotto (SN/FR)

Palco MED Classic
Curadoria: Sérgio Leite
19h45 – QUARTETO DO “THE ENGLISH CONCERT” (uk)

Palco MED Jazz
Curadoria: Mákina de Cena
23h45 – Javier Ortí Quarteto – “Revelación”(es)

Palco MED Lounge
Curadoria: Sylva Drums
21h00 – Sylva Drums (PT/FR)
23h00 – Bruno Zarra (PT/CH)

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