O mítico Estádio Azteca foi o palco de um carrossel de emoções onde os ingleses, apesar de terem jogado quase toda a segunda parte reduzidos a dez unidades devido à expulsão de Jarell Quansah, souberam sofrer para travar a alma azteca e agendar um duelo com a Noruega.
O furacão Bellingham silencia o colosso
A partida começou com o México a tentar assumir as despesas do jogo, empurrado por uma barulhenta e fervorosa moldura humana. Contudo, a eficácia britânica desmantelou a estratégia da formação da casa num piscar de olhos. Em apenas 98 segundos, Jude Bellingham assinou um bis supersónico que gelou o estádio.
Aos 36 minutos, após um cruzamento milimétrico de Bukayo Saka a partir da direita, o craque do Real Madrid apareceu nas alturas para inaugurar o marcador de cabeça. Logo após o reatamento, o México vacilou na posse de bola; a Inglaterra recuperou alto e Harry Kane serviu Bellingham na perfeição para um encosto fácil na pequena área.
Quando o cenário parecia desastroso para o “El Tri”, a reação surgiu ainda antes do intervalo. Aos 42 minutos, na sequência de um livre lateral aliviado a meias pela defensiva inglesa, a bola sobrou para Julián Quiñones, que desferiu um remate acrobático e sem hipóteses para Jordan Pickford, devolvendo a vida às bancadas.
Drama, expulsão e a lotaria dos penáltis
A segunda parte trouxe contornos dramáticos à eliminatória. Aos 54 minutos, o central Jarell Quansah cometeu uma falta dura sobre Jesús Gallardo. Após intervenção e revisão do VAR, o árbitro Alireza Faghani exibiu o cartão vermelho direto ao defesa do Liverpool, deixando os Three Lions em inferioridade numérica.
Apesar do forte pressing mexicano, foi a Inglaterra quem voltou a faturar. Volvidos apenas seis minutos da expulsão, Anthony Gordon foi derrubado na grande área pelo guarda-redes Raúl Rangel. Chamado a converter, o capitão Harry Kane não tremeu e fuzilou para o 3-1, apontando o seu sexto golo na competição.
O jogo recusava-se a ficar decidido e, aos 69 minutos, o próprio Harry Kane cometeu falta na sua área sobre Brian Gutiérrez. Nova consulta ao VAR e grande penalidade assinalada, desta vez a favor do México. O experiente Raúl Jiménez assumiu a responsabilidade e bateu Pickford com classe, fixando o resultado em 3-2.
Muralha final ruma a Miami
Os últimos vinte minutos e o longo tempo de compensação traduziram-se num sufoco total sobre a baliza inglesa. O selecionador britânico recompôs a sua linha defensiva com as entradas de John Stones e Dan Burn, construindo uma autêntica muralha que repeliu todas as investidas aéreas e cruzamentos da formação mexicana.
Com o apito final, confirmou-se o fim do sonho caseiro do México, que cai de pé perante os seus adeptos. A Inglaterra sobrevive a uma autêntica prova de fogo e rumam agora a Miami, onde irá defrontar a surpreendente seleção da Noruega no próximo sábado, dia 11 de julho, na luta por um lugar nas meias-finais.


