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Escândalo em Nova Iorque: Haaland destrói o sonho do Hexa e tomba o Brasil

Numa das maiores surpresas do Campeonato do Mundo de 2026, a Noruega eliminou o Brasil nos oitavos de final com uma vitória por 2-1 no New York New Jersey Stadium.

O avançado Erling Haaland assumiu o papel de carrasco da canarinha ao marcar dois golos nos últimos dez minutos do tempo regulamentar, carimbando uma qualificação histórica para os quartos de final e provocando a saída mais precoce dos sul-americanos de um Mundial nos últimos 36 anos.

O muro de Nyland e o penálti falhado

A partida começou com sinal mais para a formação comandada por Carlo Ancelotti, que dispôs de uma soberana oportunidade para inaugurar o marcador logo aos 13 minutos. Após uma falta de Kristoffer Ajer sobre Matheus Cunha na grande área, confirmada pelo VAR, Bruno Guimarães assumiu a marcação da grande penalidade, mas permitiu a defesa com classe do veterano guarda-redes Ørjan Nyland.

O guardião norueguês, aliás, acabou por ser uma das figuras da primeira parte, segurando o nulo com duas intervenções cruciais perante os remates perigosos de Gabriel Martinelli e Vinícius Júnior. O Brasil dominava as operações, mas exibia uma preocupante apatia na definição das jogadas.

O furacão Haaland dita a sentença

Na segunda metade, as substituições operadas pelo selecionador da Noruega começaram a surtir efeito. A equipa europeia equilibrou os acontecimentos e conseguiu fechar os caminhos para a sua baliza, frustrando as investidas do recém-entrado Endrick.

Aos 79 minutos, o balde de água gelada caiu sobre os milhares de adeptos brasileiros no estádio. Numa jogada coletiva de envolvimento pleno, Andreas Schjelderup cruzou com conta, peso e medida para o coração da área, onde Erling Haaland subiu mais alto do que toda a defesa brasileira para cabecear de forma fulminante para as redes de Alisson.

Em desespero, o Brasil balanceou-se para a frente, mas o “ciborgue” da Escandinávia voltou a atacar aos 90 minutos. Haaland recebeu a bola na transição ofensiva, progrediu e desferiu um remate rasteiro que passou por entre as pernas de Danilo, fixando o 2-0 e garantindo o seu sétimo golo na prova.

Adeus amargo e a “besta negra” histórica

Já no décimo minuto de compensação, o árbitro assinalou um novo penálti a favor do Brasil. Chamado a cobrar, Neymar não falhou e reduziu a desvantagem para 1-2, mas o golo surgiu tarde demais para evitar as lágrimas de desalento e a consumação do fracasso.

Com este resultado, a Noruega preserva o estatuto de única seleção do futebol mundial que o Brasil nunca conseguiu vencer na sua história (com um registo que passa agora a contabilizar três derrotas e dois empates oficiais). Enquanto os escandinavos seguem em festa rumo aos quartos de final, a seleção canarinha regressa a casa mais cedo, vendo o sonho do hexacampeonato ser adiado uma vez mais.

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