Já são conhecidos os vencedores da 12ª edição Apps for Good 2026
A final da 12ª edição do Apps for Good, o programa educativo tecnológico promovido pelo CDI Portugal, teve lugar hoje no Pavilhão do Conhecimento.
Num evento que reuniu os projetos de alunos do ensino básico, secundário e, pela primeira vez, do ensino superior, foram premiados os melhores projetos e propostas inovadores que respondem aos desafios reais nas áreas da educação, saúde, igualdade de género, indústria, inovação, sustentabilidade, ação climática, cidades e comunidades sustentáveis, erradicação da pobreza, justiça e instituições eficazes.

Entre os convidados esteve James Garnett, Presidente do Conselho de Administração do Apps for Good UK, que sublinhou o impacto do programa na confiança e na capacidade de intervenção dos jovens: “É por isso que programas como o Apps for Good são importantes. Porque a coisa mais valiosa que criam não é uma aplicação. Não é um protótipo. É confiança. É a convicção de que a vossa voz importa e de que podem fazer a diferença”, refere
Também Erin Chemery, Senior Project Officer da UNESCO e membro da Teacher Task Force, destacou o valor de modelos educativos que envolvem ativamente os alunos na identificação de desafios e na construção de respostas concretas: “O Apps for Good mostra o que acontece quando damos aos jovens espaço para identificar os problemas que os rodeiam, experimentar soluções e aprender com esse processo. Não se trata apenas de tecnologia: trata-se de desenvolver confiança, pensamento crítico e a capacidade de participar ativamente na construção das comunidades e do futuro que querem.”

A final da 12.ª edição do Apps for Good contou ainda com a presença de Alexandre Homem-Cristo, Secretário de Estado Adjunto da Educação, que encerrou o momento institucional e participou na entrega dos prémios aos projetos distinguidos nesta 12.ª edição do Apps for Good.
VENCEDORES ENSINO BÁSICO
1º PRÉMIO: BOOKS4ALL – Escola Portuguesa de Cabo Verde
A BOOKS4ALL combate a escassez de manuais escolares que afeta muitas ilhas do arquipélago. A solução, sem fins lucrativos, permite a troca de livros entre escolas de diferentes ilhas, facilitando o acesso à educação.
2º PRÉMIO: TRAVELBUDDY – Escola Jerónimo Emiliano de Andrade
App de guia turístico interativo dos Açores com realidade aumentada, roteiros personalizados e recomendações de restaurantes e atrações para uma experiência de viagem memorável e única.
3º PRÉMIO: PETECH – Escola Básica de São Lourenço, Ermesinde, Valongo
App que acompanha tutores e animais em todas as fases da adoção, com IA para escolher o animal ideal, calendário de cuidados, rede de voluntários e treino comportamental.

VENCEDORES ENSINO SECUNDÁRIO
1º PRÉMIO: ELITE FISHING – EB1,2,3/S/JI de São Roque do Pico
App criada por alunos apaixonados por pesca, que conecta turistas, famílias e jovens a experiências de pesca únicas, promovendo natureza, bem-estar e solidariedade através da doação de peixe.
2º PRÉMIO: PEQUENOS HERÓIS – Escola Secundária Fernando Namora, Amadora
App de jogo interativo que ensina crianças a reagir em emergências de saúde, como desmaios ou feridas, sensibilizando desde cedo para a importância dos primeiros socorros.
3º PRÉMIO: BLACK GLOVE – Escola Secundária de Gafanha da Nazaré, Ílhavo
App ligada a uma luva inteligente que traduz linguagem gestual e Braille em tempo real, promovendo a autonomia comunicacional de pessoas surdas, cegas e surdocegas.

VENCEDOR ENSINO SUPERIOR
GROWRIGHT – Egas Moniz School of Health and Science
Projeto que pretende ajudar pais a identificar cedo sinais de alerta no desenvolvimento orofacial dos filhos. A solução propõe exercícios simples para promover hábitos mais saudáveis e um melhor equilíbrio muscular.

OUTRAS DISTINÇÕES ESPECIAIS
PRÉMIO ELECTRONICS FOR ALL:
- Categoria Ensino Básico: Projeto ECORAIN da Escola Secundária de Tondela. A ECORAIN, resolve a gestão ineficiente da água pluvial. A solução monitoriza e controla remotamente um sistema inteligente de recolha, gerindo rega, humidade do solo e irrigação programada por voz ou manualmente.
- Categoria Ensino Secundário: Projeto ARMIAC, Escola Secundária de Sacavém, Loures. robótica acessível a qualquer pessoa: um braço robótico controlado por voz ou texto, sem precisar de conhecimentos técnicos, com feedback visual em tempo real.
PRÉMIO MELHOR APP EM CENTROS EDUCATIVOS: Centro Educativo Padre António de Oliveira com o projeto “Podes ser o que tu quiseres”, que nasce para apoiar jovens a partir dos 16 anos na saída de centros educativos, um momento decisivo e muitas vezes desamparado. A solução orienta o percurso profissional com informação sobre carta de condução, currículos, cursos e estágios.

PRÉMIO ESCOLA: Escola Básica e Secundária do Cerco, Porto. O prémio distingue a instituição que mais se destacou na implementação do programa ao longo do ano letivo, reconhecendo o compromisso da comunidade escolar com uma educação tecnológica prática, inclusiva e orientada para a resolução de problemas reais.
PRÉMIO JOVEM ALUNA: Maria Afonso, do projeto EcoLens, da Escola Secundária Fernando Namora, na Amadora. Projeto quer travar o greenwashing. A solução identifica produtos verdadeiramente sustentáveis, analisando rótulos com termos como “eco” ou “bio”, e promove escolhas de consumo mais conscientes.
PRÉMIO DO PÚBLICO: Escola Secundária Castro Verde – Projeto Easy Cook. App que sugere receitas simples, rápidas e sem anúncios com os ingredientes disponíveis em casa, ajudando jovens a cozinhar de forma prática, acessível e sem desperdício alimentar.

12ª edição Apps for Good em números:
A 12ª edição do Apps for Good contou com a participação de 188 escolas e envolveu 396 professores, dos quais 60% já haviam participado em edições anteriores, o que revela a continuidade e o reconhecimento do valor do Apps for Good. O programa envolveu 3.816 alunos ao longo de todo o ano letivo, dos quais 46% foram raparigas, o que confirma o crescente envolvimento e participação em projetos desta natureza. Estes números revelam um crescimento do projeto em todos os campos (número de escolas, professores e alunos) face à 11ª edição, o que vem comprovar o sucesso desta iniciativa no panorama educativo português.
Na vertente de ensino superior, que se realizou este ano pela primeira vez, participaram 9 instituições de ensino, 500 alunos e 20 professores, com 93% dos projetos a serem desenvolvidos na área da educação. Esta forte adesão ao projeto vem confirmar a aposta inovadora do CDI Portugal em alargar o projeto ao Ensino Superior, numa iniciativa pioneira da rede internacional Apps for Good.
Ao longo dos seus 12 anos de existência, o Apps for Good já envolveu mais de 35 mil alunos, 1.800 professores e 800 escolas, responsáveis pela criação de milhares de soluções tecnológicas. O impacto do programa vai além da dimensão técnica, contribuindo para o desenvolvimento de competências como criatividade, pensamento crítico, liderança, colaboração e comunicação, bem como para uma maior vontade dos participantes de contribuírem para um mundo melhor.
João Baracho, Diretor-Executivo do CDI Portugal, sublinha que “A final do Apps for Good mostrou-nos que há uma geração pronta para olhar para os desafios das suas comunidades não como problemas sem solução, mas como oportunidades para criar e agir. Ao longo deste percurso, os alunos desenvolveram aplicações, mas desenvolveram sobretudo confiança, pensamento crítico, capacidade de colaboração e a consciência de que a tecnologia só cumpre verdadeiramente o seu propósito quando está ao serviço das pessoas. É esta passagem de consumidores a criadores que queremos continuar a promover nas próximas edições”, sublinha João Baracho.



