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O que uma PME teve de mudar na gestão para estar entre as empresas mais bem avaliadas do mundo em sustentabilidade

UPPartner obtém 84 pontos em 100, 97.º percentil e Medalha Gold EcoVadis, posicionando-se no Top 1% das empresas avaliadas no setor de Publicidade e Pesquisa de Mercado a nível mundial.

O percurso mostra que integrar sustentabilidade na gestão passa menos por criar iniciativas isoladas e mais por transformar práticas em políticas, métricas e decisões consistentes.

Ter boas práticas já não é suficiente para uma empresa demonstrar o seu desempenho em sustentabilidade. É preciso conseguir identificá-las, formalizá-las, medi-las, acompanhar a sua evolução e demonstrar o impacto que produzem. Foi precisamente esse o caminho percorrido pela UPPartner, que alcançou este ano uma pontuação de 84 em 100 na avaliação EcoVadis, correspondente ao 97.º percentil, e voltou a conquistar a Medalha Gold, posicionando-se no Top 1% das empresas avaliadas no seu setor de atividade, Publicidade e Pesquisa de Mercado, a nível mundial.

O resultado representa uma evolução face a 2025, quando a empresa tinha obtido 78 pontos e o 96.º percentil, também com Medalha Gold. É o segundo ano consecutivo em que a UPPartner alcança esta distinção, depois de ter anteriormente obtido Silver.

Mais do que uma alteração radical na forma de trabalhar, o processo levou a UPPartner a estruturar de forma mais consistente práticas que já faziam parte do seu funcionamento, reforçando a documentação, a medição e o acompanhamento dos resultados.

“O maior impacto deste processo não foi começarmos a fazer coisas completamente diferentes. Muitas das práticas já existiam e fazem parte da forma como a UPPartner sempre geriu as suas pessoas, os seus clientes e a sua relação com a comunidade. O que mudou foi a nossa capacidade de as sistematizar, medir e perceber o impacto que efetivamente têm. Quando começamos a transformar práticas em dados, políticas e indicadores, passamos também a tomar decisões de forma mais consciente e consistente”, explica Teresa Sabino, Diretora de Recursos Humanos da UPPartner.

Sustentabilidade
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Entre os instrumentos que foram sendo incorporados e aprofundados neste percurso está o primeiro exercício de dupla materialidade da UPPartner, realizado sobre a atividade de 2025, seguindo recomendações do EFRAG. A análise permitiu mapear a cadeia de valor e identificar impactos, riscos e oportunidades em áreas como ambiente, pessoas, ética, proteção de dados e relação com a cadeia de valor.

O Relatório de Sustentabilidade referente a 2025 mostra também como a passagem de práticas para métricas permitiu tornar visível uma realidade que nem sempre estava quantificada. A empresa passou a acompanhar de forma mais sistemática indicadores relacionados com benefícios, desenvolvimento, mobilidade, formação, saúde e retenção. Entre os 49 colaboradores considerados nesse relatório, mais de metade tinha pelo menos dez anos de antiguidade na empresa, sendo que sete acumulavam 30 ou mais anos de casa.

Na componente ambiental, o mesmo relatório documenta medidas relacionadas com mobilidade, redução de materiais e reutilização de recursos. Em 2025, a UPPartner reforçou ainda o apoio à regeneração ambiental e à comunidade, incluindo a oferta de 100 colmeias a apicultores afetados pelos incêndios e a redistribuição de refeições excedentes de eventos através de parceiros sociais.

O próprio percurso da UPPartner evidencia também uma mudança mais ampla no mercado. A primeira aproximação da empresa à EcoVadis surgiu associada às exigências de procurement de um cliente multinacional, que integrava critérios mínimos de sustentabilidade na seleção e avaliação dos seus parceiros. A sustentabilidade deixou, assim, de estar apenas associada à reputação corporativa para passar a influenciar diretamente o acesso a determinados processos de compra e oportunidades de negócio.

“Hoje, uma PME pode ser confrontada com os mesmos níveis de exigência de uma grande empresa quando integra a cadeia de valor de organizações internacionais. Isso obriga-nos a evoluir e cria também uma responsabilidade: levar essa exigência para os nossos próprios fornecedores e parceiros. Foi assim que começámos este caminho e é assim que queremos contribuir para que outros também o façam”, acrescenta Teresa Sabino.

A avaliação EcoVadis funciona, assim, não como ponto de chegada, mas como uma validação externa de um processo de evolução contínua. Para a UPPartner, o desafio passa agora por continuar a transformar sustentabilidade em critérios de decisão concretos, aprofundar a medição do impacto das suas práticas e alargar progressivamente essa exigência à cadeia de valor, demonstrando que, também numa PME, boas intenções só ganham verdadeiro impacto quando são acompanhadas por gestão, evidência e medição.

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