Na primeira partida após a saída de Cristiano Ronaldo do estágio, a Seleção Nacional bateu os nórdicos por 2-4 no Estádio Parken e manteve o pecúlio 100% vitorioso na competição.
Sem o seu capitão de sempre, mas com uma demonstração de força e autoridade coletiva, a Seleção Nacional deu uma resposta inequívoca em Copenhaga. Portugal venceu a Dinamarca por 2-4 na terceira jornada do Grupo 4 da Liga A da Liga das Nações, num encontro marcado por uma exibição personalizada da equipa das quinas, que continua imparável no caminho para a revalidação do título.

Com quatro alterações promovidas por Jorge Jesus em relação ao último compromisso — com as saídas do onze de João Félix, João Neves, João Palhinha e Francisco Conceição —, a equipa das quinas passou por um período inicial de sobressalto perante a pressão dinamarquesa, valendo uma intervenção providencial de Rúben Dias junto à linha de golo para evitar o adiantamento dos locais. A reação lusa foi, contudo, devastadora: aos 13 minutos, uma jogada de puro tiki-taka culminou num golo de classe de João Cancelo, que picou a bola sobre o guardião Hermansen para inaugurar o marcador.
O golo soltou a partida e deu início a uma fase de parada e resposta. Aos 23 minutos, Damsgaard restabeleceu a igualdade num remate de grande efeito que fez explodir o Estádio Parken. A resposta portuguesa, no entanto, não tardou mais de 120 segundos. Numa jogada iniciada por si com um pormenor técnico de calcanhar, Gonçalo Ramos surgiu no coração da área para finalizar com classe e repor a vantagem com que Portugal recolheu aos balneários.

A segunda metade começou com novo sobressalto para a defesa nacional. Aos 50 minutos, Rasmus Hojlund fugiu à marcação de Rúben Dias e assinou o empate, protagonizando o momento insólito da noite ao festejar com o célebre gesto de Cristiano Ronaldo. A reação da equipa de Jorge Jesus acabou por sepultar quaisquer aspirações nórdicas na reta final do encontro: aos 67 minutos, Vitinha estreou-se a marcar pela Seleção com um cabeceamento certeiro, antes de João Félix — lançado no jogo cinco minutos antes — selar o 2-4 final com uma finalização fria.

Beneficiando do desaire da Noruega em Gales (2-1), Portugal isola-se no topo do grupo com nove pontos em três jogos. A equipa das quinas dá assim um passo gigante rumo à qualificação para os quartos de final da Liga das Nações, demonstrando capacidade de superação e profundidade de plantel num momento de particular exigência.



