Cinema

  • Season Impuso volta às Caldas da Rainha

    O Impulso volta em 2026 no seu já habitual formato “season”, uma programação anual a decorrer em vários espaços culturais de Caldas da Rainha, com apostas em talento alternativo, emergente e efervescente da música nacional e internacional.

    Em 2026, o Impulso volta a assumir vários formatos e apresenta-se como temporada. De março a dezembro, mais de 55 momentos de criação — entre concertos, residências, cinema e performance — desenham um mapa vivo da música e de um ecossistema artístico que passa por vários espaços da cidade.

    Season Impulso 2026

    Nesta nova edição da Season Impulso, a programação musical de mais de 60 artistas divide-se em 2 ciclos temáticos: o “Sororidade” que acontece como residência mensal, iniciativa do Centro Cultural e de Congressos com o apoio da DGArtes e RTCP ; as “Noites Impulso”, que ocupam espaços inusitados e de proximidade com a cidade, em atuações até dezembro de 2026.

    Um dos principais objetivos da organização Impulso é o de descentralizar; não apenas por programar fora dos grandes centros, mas também por criar contexto, continuidade e relação. É fazer com que artistas regressem, que projetos amadureçam, que o público acompanhe processos e não apenas estreias. A ligação à ESAD.CR continua a ser estruturante: estudantes, artistas emergentes e criadores estabelecidos partilham espaço, risco e descoberta.

    A programação de 2026 reflete essa matriz. Logo a 12 de março, na abertura do ciclo “Sororidade” no Centro Cultural e Congressos das Caldas da Rainha, o diálogo entre linguagens distintas afirma o território híbrido que habitamos: da intensidade performativa de Tristany Mundu ao encontro improvável entre João Pimenta Gomes, Bob Weston e Gabriel Ferrandini.

    Edição 2025 da Season Impulso

    Nas “Noites Impulso”, a cidade deixa de ser cenário para se tornar protagonista. Igrejas, salas históricas, museus, espaços inesperados — tudo pode ser palco. Artistas como Rossana, Mordo Mia, Falcona, Stereossauro, Use Knife ou Scúru Fitchádu cruzam património, diversidade e vanguarda, convocando públicos diferentes para a mesma noite, o mesmo território, a mesma experiência partilhada.

    Abril e maio aprofundam a lógica de descoberta e consolidação. A par de OkA, Nídia & Valentina, Helena Silva ou Unsafe Space Garden convivem com propostas que desafiam categorias e fronteiras. A presença de Dame Area, Sunflowers ou Trasgo reforça uma linha curatorial que valoriza um espaço de expressão vibrante, feito de risco e intensidade.

    As residências artísticas afirmam-se, em 2026, como um dos eixos estruturantes da Season Impulso. Serão espaços de experimentação abertos ao público em formato work in progress, expondo processos, decisões, dúvidas e caminhos em desconstrução, com risco partilhado. Especial destaque para o trabalho de Pedro Melo Alves, num registo híbrido e multidisciplinar que cruza composição, performance e pensamento sonoro expandido; a criação do novo álbum dos Beautify Junkyards, aprofundando uma identidade que tem vindo a marcar a música portuguesa contemporânea; e o regresso dos históricos caldenses Loopooloo com Nádia Schilling, num encontro entre memória e reinvenção.

    Edição 2025 da Season Impulso

    Junho marca um dos pontos altos da Season, com a presença no Caldas Late Night (CLN): uma noite em que a arte se espalha pelas ruas, gratuita, diversa e imprevisível. O CLN é mais do que um evento; é uma celebração da vivência urbana e estudantil, um encontro entre quem cria e quem habita. Zora Jones, MonchMonch, Landa, O Triunfo dos Acéfalos e Uma Banda de Call Center serão alguns dos artistas presentes, com cada apresentação a configurar uma oportunidade de surpresa, encontro e diálogo com a cidade.

    Em setembro, a relação com o cinema intensifica-se na 3.ª edição do Caldas Film Fest, onde concertos e a imagem em movimento se contaminam mutuamente, expandindo a experiência sensorial e narrativa. O cruzamento disciplinar é a matriz central, com espectáculos de Cave Story, Adufe & Alguidar, Terrible Mistake, Suzana, Ilusão Gótica e a estreia das Monstera com o coro Aterateia.

    E a temporada não termina no verão. Outono e inverno prolongam o movimento, reafirmando que a cultura não é sazonal. Novas propostas, novas residências, novas colaborações continuam a alimentar esta rede criativa com novos discos de Leonor Arnaut, MÁQUINA., Ensemble of Other Living Beings ou Martin Limbo, a par da performance “RE.SET a metaphor for my queer emancipation” de Be Dias.

    Edição 2025 da Season Impulso

    A Season Impulso 2026 é, acima de tudo, um compromisso: com a continuidade, com o território, com a diversidade e com a experimentação. É possível fazer muito com foco, consistência e criatividade.
    A esperança de que a cultura, vivida ao longo do tempo, possa transformar o lugar onde acontece.
    Programação completa, por ciclos, aqui:

    CICLO SORORIDADE

    Residência mensal no Centro Cultural e de Congressos (CCC) // Foco em artistas emergentes nacionais e internacionais.

    12 Março
    Tristany Mundu
    João Pimenta Gomes x Bob Weston x Gabriel Ferrandini

    12 Maio
    Lisa Sereno
    Pedro Melo Alves (Residência Artística)

    30 Maio
    Prado
    Sunflowers
    Dame Area

    18 Setembro
    Beautify Junkyards (Residência Artística)
    Leonor Arnaut

    22 de Outubro
    I´A´V
    Humberto

    O ciclo SORORIDADE é uma iniciativa CCC inserida na Season Impulso ´26, com o apoio DGARTES / RTCP.

    Caldas Late Night x Impulso (6 junho)
    Mateus Verde · Landa · MonchMonch · Uma Banda de Call Center (bcc) · Zora Jones · Cativo (DJ Set) · O Triunfo dos Acéfalos

    Caldas Film Fest x Impulso (24–26 setembro)
    Cave Story · Suzana · Ilusão Gótica · Monstera com Atearateia · Adufe & Alguidar · Terrible Mistake · Várias Surpresas

    NOITES IMPULSO

    A cultura ocupa o património. Espectáculos em vários espaços da cidade.

    20 Março
    Rossana
    Stereossaauro – Tristana II

    27 Março
    Copo d’água
    Mordo Mia
    Use Knife

    28 Março
    Scúru Fitchádu

    11 Abril
    Oka
    Unsafe Space Garden
    Falcona

    16 Abril
    Miguel
    Co$tanza & Kenny Berg
    Warupmaria & Sulla
    Kuiã

    8 Maio
    Trasgo
    Hetta

    15 Maio
    Helena Silva
    Nídia & Valentina
    Joy Bangs

    18 Junho
    Los Sara Fontan
    Femme Falafel
    Santos Fora de Horas

    17 Setembro
    The Selva
    Sereias

    9 de Outubro
    Calcutá
    Ensemble of Other Living Beings

    Novembro
    C-mm
    Loopoloo (Residência Artística)
    RE.SET

    18 de Dezembro
    Martin Limbo
    MÁQUINA.

    Publicado em 2026.03.11

  • BICHOS A BORDO: O COMBOIO MAIS DESGORVERNADO (E DIVERTIDO) DO ANO ESTÁ A CHEGAR AOS CINEMAS

    Em BICHOS A BORDO, um grupo de animais encontra-se preso num comboio desgovernado – e o tempo está a contar. Para evitar uma colisão catastrófica, terão de enfrentar Hans, um texugo sedento de vingança, e encontrar forma de travar o comboio antes que seja tarde demais.

    Com a ajuda de Falcão, um guaxinim engenhoso e destemido, os passageiros mais peludos do mundo embarcam numa aventura cheia de perigos, gargalhadas e trabalho de equipa.

    Uma animação cheia de ação e bom humor, para toda a família. Nos cinemas a 28 de maio, na versão dobrada em português.

    BICHOS A BORDO

    Sinopse:

    Preso num comboio desgovernado, um grupo de animais tem de impedir os planos de Hans, um texugo à procura de vingança. Perante a colisão aparentemente inevitável, os animais contam com Falcão, um guaxinim inteligente e engenhoso disposto a tudo para os salvar.

     

    Links: Trailer | Materiais

     

  • Black Cat Cinema volta a Lisboa com programação de 6 meses com mais de 120 filmes

    Uma seleção do melhor do cinema contemporâneo, fenómenos pop de culto e clássicos da 7.ª arte, que decorre em vários locais da cidade de 13 maio a 18 de outubro

    O Black Cat Cinema,  sala de cinema ao livre, volta a Lisboa de maio a outubro deste ano com uma programação bastante eclética de mais de uma centena de filmes. Uma celebração da cultura pop das últimas décadas que conta também com música, conversas, street food e outras atividades culturais.

    Wicked

    Nas palavras de Daniel Evans, criador e curador do Black Cat Cinema, a nossa seleção cinematográfica é uma celebração da nossa cultura — da cultura pop. Programamos exatamente aquele filme que estás há meses (ou até anos) a tentar mostrar aos teus amigos. O filme cujas personagens habitam a nossa consciência, tão reais quanto as memórias da vida real. É o filme que nem acreditas que perdeste, ou aquele ao qual voltas repetidamente. Estes filmes são os filmes do Black Cat”, uma programação que alia a qualidade e um olhar crítico a fenómenos culturais inevitáveis.   

    Twillight

    Na temporada 2026 há mais de 60 filmes que nunca foram antes exibidos na Black Cat Cinema e um deles que nunca foi projetado numa grande tela em Portugal. Numa altura de grandes desafios na distribuição de cinema a nível nacional e internacional, principalmente na cativação de públicos para o cinema em grande escala e projetado no grande ecrã, é também parte da missão do Black Cat Cinema contrariar a tendência de encolhimento de públicos e mostrar que todos os filmes têm lugar na sala de cinema e audiência interessada. 

    Some like it hot

    Numa programação com mais de 6 dezenas de filmes é difícil destacar todos, mas há obras inevitáveis a que se referir. Primeiro, e num esforço de trazer cinema de streaming para o grande ecrã, haverá a estreia de Saltburn (2023) em maio, no início da temporada. Esta sessão é especial por marcar também a primeira vez que a comédia negra de Emerald Fennell ganha a projeção na grande tela em Portugal, já que a sua estreia foi um exclusivo Amazon Prime.

    The Breakfast club

    Numa aproximação e atenção aos melhores filmes de 2025, há várias estreias nesta temporada de obras galardonadas pelas maiores premiações e festivais do mundo. O Black Cat Cinema vai contar com o vencedor de Melhor Filme nos Oscars 2026, Batalha Atrás de Batalha (2025) – filme de inauguração -, como também com o vencedor da Palma de Ouro de Cannes 2025, o filme iraniano Foi Só Um Acidente (2025). Ainda do último ano há sessões de filmes como o brasileiro O Agente Secreto (2025), o sul-coreano Sem Alternativa (2025) ou o norueguês Valor Sentimental (2025).

    Sentimental Value

    A juntar ao cinema de prestígio, há também filmes com a mira mais apontada a fenómenos de massa, a sessões de culto que pretendem não só homenagear, mas celebrar a cultura pop cinematográfica. Há, por exemplo, uma sessão especial em junho do Crepúsculo (2008), o filme que iniciou a loucura da saga Twilight e que retorna ao grande ecrã passados 18 anos da sua estreia em Portugal. Há Mean Girls (2004), (500) Dias com Summer (2009), Interstellar (2014) ou Chama-me Pelo Teu Nome (2017).

    Saltburn

    novos clássicos do cinema mundial, como o francês O Fabuloso Destino de Amélie (2001), os incontornáveis Cinema Paradiso (1988), Pulp Fiction (1994) ou The Breakfast Club (1985). Há grandes clássicos da 7.ª arte, filmes com mais de 50, 60 e 70 anos programados, como o Casablanca (1942), Férias em Roma (1953), Quanto Mais Quente Melhor (1959) ou o 12 Homens em Fúria (1957).

    Roman holiday

    A programação tem ainda muito que descobrir; desde dedicar-se ao cinema brasileiro com sessões de Ainda Estou Aqui (2024) e Cidade de Deus (2002); à celebração do cinema musical com projeções de Mamma Mia (2008), La La Land (2016) no seu décimo aniversário e Wicked (2024); à descoberta do terror em American Psycho (2000), Hereditary (2018) e Companion (2025) ;às obras mais marcantes do cinema autoral como Mulholland Drive (2001) do saudoso David Lynch, 2001 – Odisseia no Espaço (1968) de Stanley Kubrick ou Paris, Texas (1984) de Wim Wenders.

    Pulp Fiction

    Algumas das sessões de cinema programadas vão ter convidados ainda por confirmar ao longo da temporada, mas certezas já temos da sessão de 21 de junho de 10 Coisas Que Odeio Em Ti (1999) em que o Black Cat Cinema terá o prazer de contar com a presença do produtor executivo Seth Jaret.

    Paris, Texas

    Toda programação 2026 poderá ser vista em 2 cinemas ao ar livre que, entre eles, representam e encapsulam da melhor forma a experiência do verão lisboeta: quente, próximo, íntimo, cheio de história e com uma ambiência de euforia característica das noites longas e amenas na cidade nesta estação. As sessões acontecem no claustro da Igreja da Graça – sítio cheio de história e arquitetura característica de Lisboa, mas que é até pouco conhecido dos seus habitantes -, e no terraço do Palácio do Grilo, sítio histórico reconvertido em um dos pontos obrigatórios da noite e da cultura lisboeta.

    One Battle After Another

    O Black Cat Cinema pretende ser uma experiência que vai além do usufruto fílmico e da celebração da cultura pop com amigos e familiares, é aliás também o sítio para conectar com a cena musical de Lisboa e com a restauração local. Cada sessão vai contar com programação musical e a presença de oferta gastronómica variada, tendo também na temporada de 2026 programação nessas duas áreas e parceiros fortes que demonstram a vivacidade e fulgor cultural da cidade.

    O agente secreto

    Na parte musical o Black Cat Cinema conta com uma novidade e uma das parcerias mais entusiasmantes para a temporada 2026: haverá uma vez por mês uma curadoria a cargo da editora lisboeta Cuca Monga, onde apresentará um artista que complemente a sessão de cinema desse dia. 

    No other choice

    Já na programação de street food, cada sessão contará com vários parceiros gastronómicos diferentes, tentando dar a provar a maior quantidade de sabores e histórias a quem visite o Black Cat Cinema de maio a outubro de 2026. Alguns deles serão restaurantes que são parceiros de longa data como o ericeirense Secret Oven ou Lisbon Kebab Station.

    Marty Supreme

    A programação completa poderá ser consultada através do site theblackcatcinema.com e os bilhetes, que já estão disponíveis, através da Ticket Tailor.

    • 13 maio – One Battle After Another
    • 14 maio – Perfect Days
    • 15 maio – The Grand Budapest Hotel
    • 16 maio – Paris, Texas
    • 17 maio – 12 Angry Men
    • 18 maio – Saltburn (estreia em grande ecrã em Portugal)
    • 19 maio – Anora
    • 20 maio – Pulp Fiction
    • 26 maio – Birdman
    • 27 maio – Casablanca
    • 28 maio – Dead Poets Society
    • 29 maio – The Perks of Being a Wallflower
    • 30 maio – Hamnet
    • 31 maio – Little Women
    Mamma Mia
    • 01 junho – Ainda Estou Aqui
    • 02 junho – Roman Holiday
    • 03 junho – A Vida É Bela
    • 07 junho – Mulholland Drive
    • 08 junho – Portrait Of a Lady on Fire
    • 09 junho – The Rocky Horror Picture Show
    • 10 junho – The Favourite
    • 14 junho – 120 BPM
    • 15 junho – The Handmaiden
    • 16 junho – Happy Together
    • 19 junho – Crazy Stupid Love
    • 20 junho – Some Like it Hot
    • 21 junho – 10 Things I Hate About You
    • 22 junho – Twilight
    • 23 junho – Rei Leão
    • 24 junho – Amélie
    • 25 junho – Memories of Murder
    • 26 junho – Mad Max: Fury Road
    • 27 junho – Mamma Mia
    • 28 junho – Whiplash
    • 29 junho – Marty Supreme
    • 30 junho – Parasite
    La La Land
    • 01 julho – The Prestige
    • 05 julho – Lost in Translation
    • 06 julho – La Haine
    • 07 julho – Dog Day Afternoon
    • 08 julho – Foi Só Um Acidente
    • 09 julho – Cinema Paradiso
    • 10 julho – Lady Bird
    • 11 julho – Stand by Me
    • 12 julho – Chungking Express
    • 13 julho – Babygirl
    • 14 julho – Companion
    • 15 julho – Saturday Night Fever
    • 19 julho – Poor Things
    • 20 julho – Oldboy
    • 21 julho – The Truman Show
    • 22 julho – Mean Girls
    • 23 julho – The Matrix
    • 24 julho – The Worst Person in the World
    • 25 julho – Atonement
    • 26 julho – O Brother Where Art Thou?
    • 27 julho – Hereditary
    • 28 julho – A Clockwork Orange
    • 29 julho – Lion
    Interstellar

    Filmes de agosto a outubro a anunciar em breve, mas com filmes como Interstellar, La La Land, Wicked, No Other Choice e muito mais.

    Para saber das salas, mais informação aqui.

    Cinema Paradiso

    Publicado em 2026.04.20

  • Maio traz programação de excelência e diversificada ao Cineteatro Louletano

    Em maio, o Cineteatro Louletano apresenta uma programação que atravessa teatro, música, dança, cinema e projetos multidisciplinares, mantendo uma forte aposta na coprodução, na mediação cultural e na acessibilidade.

    Ao longo do mês, destacam-se propostas que cruzam linguagens artísticas e promovem o encontro entre artistas e comunidades.

    O mês arranca a 2 de maio, às 21h00, no Cineteatro Louletano, com Vaga Luz, pelo Umcolectivo, numa coprodução que propõe um dispositivo especulativo em torno da obra de Fiama Hasse Pais Brandão. O espetáculo explora possibilidades para um teatro futuro entre poesia, memória e experimentação.

    Sermão a peixes

    Também  no sábado e domingo, com sessões às 16h00 e às 19h00, o Auditório do Solar da Música Nova acolhe de novo a Mostra de Cinema da América Latina, que já vai na 16.ª edição. O evento é promovido pela Casa da América Latina e os filmes vêm do Panamá, do Peru, da República Dominicana e da Venezuela.

    Entre 6 e 8 de maio, o Cineteatro Louletano recebe eRrAdO, pela Plataforma 285, com sessões dia 6 às 11h00 (ensino pré-escolar) e às 19h00 (famílias), e dias 7 e 8 pelas 9h30 e 11h00 (ensino pré-escolar). Este espetáculo multidisciplinar é uma coprodução do Cineteatro Louletano e conta com Língua Gestual Portuguesa. Todas as sessões são descontraídas, o que significa que o público pode entrar e sair da sala sem ter que manter o habitual nível de silêncio, favorecendo a assistência por parte de pessoas com neurodivergência e/ou do público infantil. eRrAdO propõe uma reflexão sobre o erro como espaço de experimentação e descoberta.

    No dia 7 de maio, entre as 18h00 e as 21h00, no Palácio Gama Lobo, realiza-se ainda o workshop eRrOs e eRrAdOs, orientado por Raimundo Cosme e Raquel Bravo, dirigido a professores, educadores e auxiliares de educação, que cuidam de crianças em idade pré-escolar. Inscrições por email em cinereservas@cm-loule.pt

    Ainda no dia 7 de maio, entre as 10h30 e as 18h00, no Cineteatro Louletano, a Mákina B e a Escola Secundária de Loulé acolhem mais um RHI – Revolution, Hope, Imagination, do Arte Institute. É a oitava edição. A iniciativa, de entrada gratuita, promove o encontro entre arte, pensamento e comunidade. No dia 7, há duas palestras: às 11h00, na Escola Secundária de Loulé, sobre inclusão e acessibilidade na arte e às 15h00, no bar do Cineteatro Louletano, sobre diálogos interculturais. Esta última conta com dois convidados estrangeiros: Anna Villegas do McCarter Theatre Center da Universidade de Princeton (EUA) e Sullivan Silva, do Crias Lab, de Vitória do Espírito Santo (Brasil). O RHI proporciona ainda um workshop dirigido a escolas, sobre arte e ciência, no dia 12 de maio.

    A música regressa a 9 de maio, às 21h00, no Cineteatro Louletano, com a estreia do último trabalho do guitarrista Ricardo Martins. Ricardo J. Martins & Quarteto de Cordas é um concerto que dá voz à guitarra portuguesa, cruzando linguagens contemporâneas e clássicas.

    No dia 10 de maio, às 17h00, também no Cineteatro Louletano, sobe ao palco E se fosse contigo?, pelo coletivo Que Cena!/Os Barões, abordando questões sociais e éticas. A peça incide sobre a opressão nos dias de hoje e sobre o teatro como forma de expressão de problemas como a violência no namoro, violência doméstica, nas redes sociais e outros. É apoiada pela Bolsa de Apoio ao Teatro de Loulé.

    Cartas de um bailarino para a nuvem

    O cinema volta a marcar presença a 12 de maio, às 21h00, no Auditório do Solar da Música Nova, com a exibição de Le Royaume, de Julien Colonna (2024), integrada no ciclo do Filme Francês do Mês, em parceria com a Alliance Française do Algarve.

    No dia 13, às 10h30, no Cineteatro Louletano, o espetáculo Sermão de Santo António aos peixes e aos outros pela divina graça do teatro, pela ACTA – A Companhia de Teatro do Algarve, dirige-se ao ensino secundário, promovendo a reflexão crítica a partir de um clássico da literatura portuguesa.

    A 16 de maio, às 11h30, o Auditório do Solar da Música Nova recebe os Concertos Crescendo, pelo Conservatório de Música de Loulé – Francisco Rosado, promovendo o contacto com jovens intérpretes e a promoção da música erudita junto da comunidade local.

    No mesmo sábado, mas às 21h00, no Cineteatro Louletano, apresenta-se 18 Months – Ópera sobre (Corpos) Refugiados, pelo Quarteto Contratempus, uma coprodução com audiodescrição (para cegos e/ou pessoas com baixa visão) que cruza música e questões contemporâneas ligadas às migrações.

    No domingo, 17 de maio, às 10h00 e às 11h30, o Auditório do Solar da Música Nova acolhe os já bem conhecidos Concertos para Bebés, pela Musicalmente. O espetáculo chama-se O Bebé de Trás-os-Montes, proporcionando uma experiência musical imersiva, dirigida a famílias com bebés.

    Dias 19 e 20 de maio, entre as 10h00 e as 16h00, nas escolas do 1.º ciclo de Loulé, decorre A Música Dá Trabalho, pelo projeto Omnichord, uma iniciativa de mediação que promove o contacto dos mais jovens com a criação musical. Uma equipa de profissionais da área — incluindo músicos, técnicos de som e realizadores de vídeo — visita as escolas e monta cinco estações de trabalho que demonstram o processo completo, desde a criação da música até à sua interpretação em palco. À medida que vão passando por cada estação, as turmas têm a oportunidade de experimentar as atividades relacionadas com cada uma das diferentes profissões do setor.

    No dia seguinte, 21, quinta-feira, às 18h00, e antes da peça que traz a Loulé no dia seguinte, Hugo Cabral Mendes propõe o workshop Cartas para a Nuvem: Corpo, Memória e Presença. É no Palácio Gama Lobo e as inscrições podem fazer-se através do email cinereservas@gmail.com

    A 22, sexta, às 21h00, sobe ao palco do Cineteatro Louletano This is Only About Dance ou Cartas para a Nuvem, de Hugo Cabral Mendes. Uma coprodução que cruza dança e reflexão sobre corpo e memória, e que aborda o uso (e abuso) das clouds – nuvens – e da informação digital nas nossas vidas, e de que forma isso se pode relacionar com a dança e com o espetáculo.

    No dia 23 de maio, às 21h00, também no Cineteatro Louletano, realiza-se a apresentação do projeto musical ÃO, no âmbito do Festival MED. Trata-se de um quarteto belga que desafia limites e resiste a todos os rótulos de género. O som, que transita entre melodias delicadas e batidas dançantes, tem eletrizado e hipnotizado o público por toda a Europa. A Loulé trazem o novo álbum Malandra.

    O dia 24 de maio, às 17h00, no Cineteatro Louletano, assinala o aniversário da Banda Filarmónica Sociedade Artistas de Minerva, com um concerto comemorativo dos 150 anos da Banda, que propõe uma viagem sonora por diferentes geografias e tradições musicais.

    Entre 27 e 30 de maio, o Cineteatro Louletano acolhe a 7.ª edição do Tanto Mar – Festival Internacional de Artes Performativas, organizado pela Folha de Medronho, com programação multidisciplinar e com Língua Gestual Portuguesa no dia 28, promovendo o diálogo intercultural através das artes. Este ano os países participantes são Portugal, Moçambique, Angola e Brasil.

    A encerrar o mês, a 31 de maio, às 17h00, no Auditório do Solar da Música Nova, apresentam-se os Bardino, no âmbito do ciclo Ilustres Desconhecidos, um projeto musical que cruza eletrónica, rock e jazz, explorando novas sonoridades contemporâneas.

    Com uma programação de referência (que pode ser consultada no site e nas redes sociais do Cineteatro), o Cineteatro Louletano está credenciado pela Rede de Teatros e Cineteatros Portugueses, integrando ainda a Rede de Teatros com Programação Acessível e proporcionando espetáculos com interpretação em Língua Gestual Portuguesa, outros com Audiodescrição, para pessoas cegas e/ou com deficiência visual, e ainda Sessões Descontraídas, adaptadas a vários públicos, entre eles pessoas neurodivergentes.

    O Cineteatro Louletano é uma estrutura cultural da Câmara Municipal de Loulé no domínio das artes performativas e um dos promotores da Rede Azul – Rede de Teatros do Algarve – e da Rede 5 Sentidos.

  • Arena Shopping sugere programa que junta famílias à mesa e no cinema

    No próximo dia 15 de maio, data em que se assinala o Dia Internacional da Família, o Arena Shopping convida todas as famílias a celebrarem em conjunto com uma proposta que combina dois momentos de eleição: jantar e cinema.

    Através da campanha Menu Jantar & Cinema, desenvolvida em parceria com os Cinemas NOS, o Arena Shopping disponibiliza um voucher especial pelo valor de 11€, que inclui um bilhete de cinema e um menu de jantar num dos restaurantes aderentes do centro.

    Disponível diariamente, esta iniciativa apresenta-se como uma solução prática e acessível para famílias que procuram um programa completo, num só local, incentivando momentos de convívio e partilha entre diferentes gerações.

    O voucher pode ser adquirido no balcão de informações do Arena Shopping, entre as 12h00 e as 21h00, sendo válido para utilização a partir das 18h00. A campanha não é aplicável a sessões de pré-estreia.

    Com esta campanha, o Arena Shopping reforça o seu posicionamento como espaço de encontro para toda a família, oferecendo experiências que combinam lazer, conveniência e entretenimento.

  • Fogo do Vento: filme multipremiado de Marta Mateus chega às salas a 21 de maio 

    A primeira longa-metragem da realizadora inspira-se nas gentes e memórias do Alentejo e foi exibida nos mais reputados festivais e salas internacionais, tendo entrado no circuito comercial dos Estados Unidos da América, Argentina e do Uruguai.

    Fogo do Vento foi considerado, pela conceituada revista The New Yorker, como um dos 20 melhores filmes estreados em 2025.

    Fogo do Vento by Marta Mateus

    No dia 21 de maio, chega às salas de cinema nacionais Fogo do Vento, primeira longa-metragem da cineasta Marta Mateus, após a aclamada e premiada curta-metragem Farpões Baldios, que se estreou na Quinzaine des Cinéastes do Festival de Cannes 2017. Nesta segunda incursão pelas memórias e gentes do Alentejo, Fogo do Vento, estreado no Festival de Cinema de Locarno, a cineasta volta a este território para escutar as vozes tantas vezes obliteradas da nossa História coletiva.

    O ponto de partida é a dura jornada de trabalho da vindima. Soraia, uma jovem rapariga, corta-se. O sangue mistura-se com o vinho. Um touro negro segue-lhe o rasto. No regresso a casa, os trabalhadores são forçados a subir aos sobreiros para se porem a salvo. Nas copas das árvores, que agora servem de abrigo, forma-se uma comunidade suspensa no tempo e no espaço, onde todos passam a estar em pé de igualdade. Entre a luz e as sombras, relatam-se histórias de guerra e paz, das velhas e novas lutas, das dores e dos amores. Fogo do Vento é um filme coral que cruza a memória, o onírico e os tempos históricos na mesma trama da realidade, em que se partilha o pão e o vinho, entre gerações e os nossos fantasmas.

    Fogo do Vento by Marta Mateus

    Desta memória coletiva faz parte a história pessoal da realizadora, que cresceu no Alentejo. É o seu próprio filho que protagoniza o papel do seu avô, João Encarnação, que, demasiado novo, se viu forçado a combater na Primeira Grande Guerra. O mesmo aconteceu mais tarde, durante os anos da ditadura do Estado Novo, com muitos outros jovens homens enviados para combater nas antigas colónias portuguesas, deixando para trás aldeias de mulheres com crianças.

    Os protagonistas são atores e atrizes não profissionais, maioritariamente habitantes do concelho de Estremoz. Do elenco participam rostos que já haviam trabalhado com a realizadora em Farpões Baldios. Uma família alargada que reúne pessoas de diferentes gerações, origens e contextos sócio-culturais: trabalhadoras e trabalhadores rurais, muitas pessoas da comunidade cigana e moradoras no Bairro das Quintinhas, amigos, artistas e membros da família da cineasta. Fogo do Vento é uma reflexão sobre o individual e o coletivo, as construções narrativas, culturais e imagéticas que moldam as percepções da realidade na sociedade contemporânea.

    Fogo do Vento by Marta Mateus
    Fogo do Vento entre os 20 melhores filmes para a The New Yorker

    Após a estreia mundial, Fogo do Vento foi exibido nos mais importantes festivais de cinema e contextos de programação internacional, incluindo, entre outros, Nova Iorque, BFI Londres, Tóquio, Viena, Hamburgo, Valdivia, Jeonju, e tem vindo a ser amplamente reconhecido pela crítica internacional. Foi incluído, pela The New Yorker, na lista dos 20 melhores filmes estreados em 2025.

    Ao longo do seu percurso internacional, o filme recebeu diversas distinções, entre as quais Prémio FIPRESCI, no Festival de Gijón (Espanha); Melhor Primeiro Filme, no Festival de Busto Arsizio (Itália); Prémio Especial do Júri, no Avant-Garde Film Festival de Atenas (Grécia); Melhor Realização, no Festival Caminhos do Cinema Português (Portugal) e o Grand Jury Prize no Most – Festival Internacional de Cinema del Vi. 

    Fogo do Vento by Marta Mateus

    Fogo do Vento tem estreia marcada na Coreia do Sul este verão e já estreou comercialmente na Argentina, no Uruguai e nos Estados Unidos. Em simultâneo, integrou programações de várias cinematecas e universidades, incluindo Harvard, Brown, Yale, Princeton, Chicago, Stanford e Berkeley, onde Marta Mateus foi ainda convidada a programar e a lecionar.

    Uma visão que se transforma numa longa-metragem

    A ideia para a realização de Fogo do Vento partiu da imagem de um touro negro que surgiu à Marta Mateus. Tendo-o inicialmente concebido como curta-metragem, a cineasta rapidamente percebeu que, para contar esta história, o filme teria de se estender para um formato mais longo, de acordo com uma duração que nos convida a entrar lentamente no seu universo, no interior da paisagem que se expande à nossa frente.

    Fogo do Vento by Marta Mateus

    Tendo sido preparado antes e durante a pandemia, a rodagem iniciou-se finalmente em 2021 e prolongou-se ao longo de quatro anos de rodagem. Neste período, Marta Mateus demorou-se a estudar a incidência da luz em cada árvore e foi ampliando o argumento do filme, incluindo novas pessoas e as suas histórias. Acabou por ser a própria cineasta a tomar em mãos a câmara de filmar, assumindo, a partir daí, a direção de fotografia e passando a trabalhar com uma equipa muito reduzida. Este processo intimista permitiu-lhe investigar caminhos narrativos e estéticos para o filme, ao mesmo tempo que o trabalho com as atrizes e atores não profissionais se foi aprofundando.

    Além de responsável pelo argumento e pela realização, Marta Mateus partilha a direção de fotografia com Vítor Carvalho e a montagem de imagem com Claire Atherton. Fogo do Vento resulta de uma produção da Clarão Companhia, fundada por Marta Mateus e pelo cineasta Pedro Costa, em coprodução com a Casa Azul Films e Les Films d’Ici.

    Sobre Marta Mateus

    Marta Mateus (1984) é cineasta e produtora. Estudou Filosofia, Desenho e Fotografia, Música e Teatro. É autora dos filmes Farpões Baldios (2017), estreado na Quinzaine des Cinéastes do Festival de Cannes, e Fogo do Vento (2024), apresentado na Competição Internacional do Festival de Locarno. Ambas as obras foram seleccionadas para diversos festivais internacionais, distinguindo-se com prémios relevantes, e têm vindo a ser apresentadas em salas de cinema, cinematecas, museus e galerias de arte em várias partes do mundo, juntamente com as suas instalações vídeo e sonoras. Em 2018, foi artista-residente na Casa de Velázquez – Académie de France, em Madrid. No mesmo ano, fundou a produtora Clarão Companhia, através da qual produziu, além dos seus próprios projectos, As Filhas do Fogo (2023), de Pedro Costa, estreado na Selecção Oficial do Festival de Cannes, e onde se encontra a produzir filmes de outras autoras e autores. É mestranda na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa e estuda Chikung na ESMTC – Escola de Medicina Tradicional Chinesa.

  • 10ª edição do Festival Mental anuncia programação

    Festival Mental – Cinema, Artes e Informação regressa de 14 a 17 de maio com programação multidisciplinar, convidados de referência e cinema de excelência.

    A 10ª edição do Festival Mental – Cinema, Artes e Informação realiza-se de 14 a 17 de maio, em Lisboa, com programação distribuída por espaços emblemáticos como o Cinema São Jorge e a Quinta das Conchas. Esta edição assinala uma década de um projeto pioneiro em Portugal que, através da cultura, tem vindo a promover a saúde mental, combater o estigma e contribuir ativamente para a literacia nesta área.

    Mais do que um festival, o Festival Mental afirma-se como uma plataforma de encontro entre ciência, arte e sociedade, reunindo cinema, música, teatro, dança, literatura, pensamento crítico e participação comunitária. Ao longo de dez anos, construiu um percurso consistente, acompanhando a evolução do discurso público sobre saúde mental e antecipando temas que hoje são centrais no debate contemporâneo.

    As celebrações arrancam a 12 de maio, às 18h30, com um Warm Up na atmosfera m, espaço do parceiro Montepio Associação Mutualista, que apresenta uma seleção de filmes vencedores de edições anteriores – um momento de revisitação e memória que prepara o público para esta edição comemorativa. A entrada, mediante inscrição para o e-mail atmosferam.lisboa@montepio.pt é limitada ao número de lugares disponíveis.

    O cinema mantém um papel central na programação através da Mostra Internacional de Curtas-Metragens (M-Cinema), eixo estruturante do festival, que reúne uma seleção criteriosa de obras com elevada qualidade artística e relevância temática. Em 2026, o filme foi atribuído a Rzeczy znalezione (Lost & found), da realizadora polaca Wiktoria Kwoka, que estará em Portugal para receber o troféu. A curta-metragem foi distinguido por um júri constituído por especialistas das áreas do cinema e da psicologia: Francisco Costa (editor de Cinema e Programador no Festival Mental), Maria João Barros (psicóloga clínica e psicoterapeuta), Sérgio Viana (psicólogo clínico e presidente da Delegação Regional do Centro da Ordem dos Psicólogos) e Rui Henriques-Coimbra (correspondente em LA da HFPA).

    O troféu é novamente produzido e oferecido pela SILDEL, reforçando a ligação entre o setor empresarial e o apoio à cultura e à saúde mental. A CARMA consolida-se como parceiro fundamental na viabilização do prémio da Mostra Internacional de Curtas-Metragens, assumindo um papel determinante na valorização do cinema enquanto ferramenta de impacto social e promoção da literacia em saúde mental.

    “Há temas que durante demasiado tempo viveram no silêncio. A saúde mental foi um deles. Falar é essencial, mas mais do que falar, é fundamental normalizar. Tornar estas conversas parte do quotidiano, acessíveis, informadas e livres de estigma. Criar espaço para esse diálogo é um passo decisivo para uma sociedade mais consciente, mais empática e mais humana. (…) Mais do que celebrar obras, celebramos o impacto que estas histórias podem ter na forma como pensamos, como sentimos e como cuidamos uns dos outros. Porque falar de saúde mental não é uma tendência. É uma responsabilidade coletiva. Porque uma mostra internacional de curtas-metragens não é apenas cultura. É um dos canais de mensagem mais eficazes, um espaço onde dados, narrativa e emoção se encontram ao serviço da mudança”, Filipe Manuel Pereira, CARMA

    “Mais do que um objeto, este troféu é um símbolo vivo da capacidade de regenerar, de criar laços inesperados e de encontrar, no outro, a força para continuar”, Isabel Silva, SILDEL

    A programação dá também destaque ao talento português, com a exibição das curtas Uma História Mal Narrada, de Rui Paulo Silva, A Minha Casa, de André Fontaneta d’Errico e Catarina Reis Bogalho, e EGO, de Diogo Assis e Rafael Vicente – reflexo de uma open call cada vez mais participada e da crescente qualidade da produção nacional.

    Nesta edição especial, o festival assume-se como um verdadeiro radar da saúde mental, revisitando temas, vozes e momentos que marcaram as suas dez edições. As M-Talks regressam com um formato de reflexão sobre o tempo: um olhar sobre o antes e o depois, reunindo convidados que voltam ao festival para partilhar o que mudou — ou não — desde a sua primeira participação. Entre os nomes confirmados estão Vítor Cotovio (psiquiatra, membro do Conselho Nacional de Saúde Mental), Paula Domingos (assistente social, Coordenação Nacional das Políticas de Saúde Mental), Miguel Ricou (psicólogo), Catarina Janeiro (psicóloga clínica e psicoterapeuta), Inês Rothes (professora auxiliar FPCEUP), Samuel Antunes (professor universitário, psicólogo e psicoterapeuta), André Viamonte (compositor, cantor e musicoterapeuta), Rui Albuquerque (médico psiquiatra e professor universitário), Ivo Canelas (ator), Cristóvão Campos (ator), Maria João Pinho (atriz) e Surma (música/ artista). A moderação estará a cargo das jornalistas Susana Marvão e Rita Santos e do encenador Tiago Lima.

    M-Click reafirma-se como espaço de pensamento e experimentação, dando palco a ideias inovadoras e projetos emergentes que cruzam cultura, ciência e criatividade. Nesta edição participam Gil Henriques (musicoterapeuta), Luís Latoeiro (mmpreendedor social), Marcelo Mendonça (neurologista e neurocientista), Maria Melo (psicomotrista) e Sónia Santos (psicóloga), reforçando o papel do festival na antecipação de tendências e na abertura de novas conversas.

    Um dos momentos mais marcantes do festival volta a ser o My Story, My Song, onde a música e a experiência pessoal se cruzam num espaço de partilha autêntica e profunda. Aqui, artistas expõem a sua vulnerabilidade, criando uma ligação única com o público e contribuindo para a desconstrução do estigma em torno da saúde mental. A convidada desta edição é Maria João, artista de referência internacional, reconhecida pela sua liberdade criativa e constante reinvenção que será acompanhada pelo músico e produtor João Farinha.

    A programação integra ainda o M-Natura, que reforça a ligação entre natureza e bem-estar, com propostas como o workshop infantil “Floresta: Ecossistemas e Habitat” e o documentário Malcata, de Miguel Cortes Costa e Ricardo Guerreiro, seguido de conversa; o M-Play Jovem, com uma nova criação teatral protagonizada por jovens da Unidade W+ da Santa Casa da Misericórdia; o M-Cinema Jovem, dedicado à sensibilização das novas gerações através do cinema; e o M-Senior, com o workshop “Idade Não É Prazo de Validade”.

    Ao longo de dez anos, o Festival Mental consolidou-se como um projeto cultural de referência, criando pontes entre diferentes áreas do saber e promovendo uma abordagem informada, sensível e inclusiva da saúde mental. Num tempo em que se fala cada vez mais sobre o tema, o festival continua a afirmar a importância de falar melhor, com conhecimento, responsabilidade e profundidade.

  • Festival Fado regressa a Barcelona em maio

    O Festival Fado Barcelona regressa nos dias 17 e 18 de maio, com o maior espetáculo internacional do género musical português, com a temática ‘O Fado e os bairros’.

    Esta nova edição conta com a presença dos artistas Sara Correia, Beatriz Felício e Diogo Clemente, com a apresentação do documentário Do Bairro, uma conferência sobre as Ruas do Fado, e a habitual exposição que, este ano, apresenta o mesmo tema que o festival – Fado e os bairros.

    Diogo Clemente, 17 de maio às 21h00 na Librería Byron
    Diogo Clemente, filho do fadista José Clemente, já cantava em casas de fado, aos 6 anos, e aos 14 anos ganhou a Grande Noite do Fado, no Porto. Como compositor, produtor e arranjista já colaborou com grandes nomes que incluem a própria Sara Correia. O seu último trabalho a solo foi o álbum Amo-te e Outras Coisas Pra Te Dizer, lançado em 2024. Apresenta-se agora num concerto na conhecida Librería Byron de Barcelona.

    Festival Fado Barcelona

    Beatriz Felício e Sara Correia, 18 de maio às 19h00 no Teatre Poliorama
    Para Beatriz Felício, a tradição do fado é um projeto de vida que estrutura tudo: as pessoas, os lugares e as experiências. O fado é uma paixão que descobriu aos seis anos, no seio dos bairros lisboetas onde viveu ao lado do fado, e onde aprendeu com os mais experientes músicos do género musical, elegeu as suas referências e consolidou a sua identidade artística. Depois de cantar nos palcos mais emblemáticos do fado, em Portugal, e de percorrer o mundo com a sua voz, Beatriz Felício lançou o sue primeiro álbum em 2024, editado pelo próprio Museu do Fado. Depois da sua passagem pelo Festival Fado Marrocos, Beatriz Felício promete entregar uma experiência musical semelhante, mas única, em Barcelona.

    Sara Correia regressa ao Festival Fado, agora com o merecido estatuto e reconhecimento do público no seio da música portuguesa. Independentemente do que cante, Sara Correia continua a considerar-se fadista, uma vez ninguém lhe pode tirar a alma e a força. Estreou-se em 2018 com o seu primeiro álbum, Sara Correia, que lhe valeu diversos prémios e o reconhecimento no panorama musical. Já em 2021, o seu álbum Do Coração esteve nomeado para um Grammy Latino. A fadista conta que, como qualquer pessoa que cresce num bairro popular, o fado tornou-se o bálsamo diário para os seus ouvidos. Hoje, é ela mesma uma referência para as gerações mais novas do fado. Todos procuram a garra, a voz e o fado de Sara Correia. Chega ao Festival Fado para apresentar o seu mais recente álbum Tempestade.

    Conferência A Rua e o Fado, 18 de maio às 16h00 na Escuela Oficial de Idiomas Barcelona – Drassenas
    Diogo Clemente apresenta a conferência A Rua e o Fado, onde será abordada a forma como o fado é já algo intrínseco no dia a dia das ruas e bairros de Lisboa, uma relação quase simbólica de como o fado influenciou e é influenciado pelos habitantes da cidade. O fado é uma consequência da vida, das cidades, das vivências que o tornam num jornal do povo. Um jornal das almas, compreendido por todos, mas que, ao mesmo tempo, tem a sua própria linguagem em cada bairro da cidade e em cada casa de fado.

    Documentário Do Bairro, de Diego Varela Silva, 18 de maio às 17h00 na Escuela Oficial de Idiomas Barcelona – Drassenas
    O documentário leva-nos até ao coração do centro histórico lisboeta, onde os habitantes se reúnem para contar as suas histórias. Com uma mistura de raízes culturais, música tradicional e filosofia de causa e afeto, Do Bairro convida a descobrir as camadas mais profundas destas comunidades.

    Exposição “O Fado e os Bairros” 18 de maio às 17h00 no Teatre Poliorama
    Uma exposição representativa produzida pelo Museu do Fado | Lisboa Cultura. A exposição “O Fado e os Bairros” estará em exibição durante o Festival e retrata a relação do Fado com os Bairros de Lisboa.

    Publicado em 2026.04.07

  • Carolina Deslandes marca o desfecho de novo filme da Netflix

    O sucesso Adeus Amor Adeus cruza fronteiras e integra a banda sonora da longa-metragem espanhola “Todo Lo Que Nunca Fuimos“, servindo de pano de fundo para o encerramento da história.

    A Netflix revelou o teaser do seu novo filme original com estreia marcada para 5 de junho e a música escolhida para fechar o filme é Adeus Amor Adeus”, de Carolina Deslandes. Este tema tem sido nos últimos anos um sucesso nas plataformas digitais contando com milhões de streams e visualizações.

    Carolina Deslandes

    Este destaque confirma o impacto do trabalho de Carolina Deslandes, que continua a somar conquistas e a consolidar-se como uma das figuras centrais da música portuguesa atual.

    Ao longo deste ano, a artista continua na estrada com a tour “Continuo a Chorar no Club”, que já conta com várias datas confirmadas de norte a sul do país.

    Carolina Deslandes regressa à MEO Arena a 6 de março de 2027 com o espetáculo mais ambicioso da sua carreira. Concebido como um clássico, este concerto celebra dez anos de “A Vida Toda”, a canção que mudou o seu percurso, e reúne os muitos êxitos que a tornaram numa das intérpretes e compositoras mais influentes da música portuguesa contemporânea. É na maior sala do país que a artista assinala este marco, numa noite que revisita diferentes fases da sua vida artística com a maturidade, a força e a alegria do presente.

  • Filme «Ás», realizado por Matilde Dias no Parque Urbano do Seixal

    Película realizada por ex-aluna do Cineclube Seixal, em 2025, em exibição no Cinema S. Jorge, em Lisboa, esta 6.ª feira, às 21.30 horas.

    O filme «Ás», realizado por Matilde Dias, de 17 anos, ex-aluna do Cineclube Seixal, irá estar em exibição no Cinema São Jorge, em Lisboa, na Sala Manoel de Oliveira, esta sexta-feira, dia 1 de maio, às 21.30 horas, na secção Novíssimos do IndieLisboa 2026. Trata-se de um filme realizado no âmbito do Cineclube Seixal, em 2025, tendo sido selecionado para exibição na 23.ª edição do IndieLisboa, festival de cinema que decorre de 30 de abril a 10 de maio, com a exibição de mais de 240 filmes, incluindo longas e curtas-metragens.

    A película foi filmada no Parque Urbano do Seixal e, segundo o presidente da Câmara Municipal do Seixal, Paulo Silva, «o IndieLisboa, que já foi apresentado no Seixal em formato de extensão, é um prestigiado Festival Internacional de Cinema, fundado em 2004 e realizado anualmente em Lisboa, sendo focado na exibição de obras independentes, novas vozes e cinema fora do circuito comercial. Por isso, trata-se, sem dúvida, do reconhecimento do trabalho desenvolvido pela aluna no âmbito do projeto Cineclube Seixal».

    Na sinopse do filme, lê-se: «Um ás, uma carta, um sentimento por revelar… Em Às, duas amigas vivem nas margens opostas do rio Tejo, ligadas por uma proximidade que começa a revelar-se outra coisa. Entre este encontro, uma delas descobre um sentimento ainda por nomear. O filme explora essa paixão latente por meio do gesto mínimo, em que cada detalhe carrega significados ocultos e sugere mais do que mostra, construindo uma atmosfera de expectativa e suspensão.»

    Sobre o Cineclube Seixal

    O Cineclube Seixal é um projeto destinado a jovens entre os 15 e os 20 anos, residentes no concelho do Seixal, podendo participar individualmente ou em grupos de dois elementos. Os participantes têm a possibilidade de aprender a fazer um filme, trabalhando com uma equipa que os orienta desde a produção até à escrita do guião, à realização e montagem do filme, e que disponibilizará todo o material necessário para a realização da curta-metragem. Pretende-se incentivar a criatividade artística dos jovens e contribuir para a sua formação cultural integral, estimulando a sua aproximação às artes e à participação cívica na valorização e respeito pelo território, assim como criar condições de aprendizagem e de desenvolvimento da análise de diversos temas através das potencialidades da linguagem cinematográfica.

Botão Voltar ao Topo
error: Content is protected !!